DIÁRIO DE UM PROFESSOR

Dia 69 – E Agora, Para Algo Completamente Diferente

Quando me consigo abstrair da razão por que estou a fazer isso, é possível um mergulho no tempo, um regresso ao final da infância e a uma adolescência de que ainda existem felizmente vestígios do que agora sou.
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Pelas piores razões (falecimento de um grande amigo) ando mergulhado no inventário de milhares de revistas de banda desenhada, álbuns, separatas, livros sobre o tema, etc, etc. Quando me consigo abstrair da razão por que estou a fazer isso, é possível um mergulho no tempo, um regresso ao final da infância e a uma adolescência de que ainda existem felizmente vestígios do que agora sou.

Nem sempre são as coisas que o conhecimento nos fez perceber serem de melhor qualidade que mais nos cativaram ou ainda cativam. Claro que a I Série do Mundo de Aventuras, no seu formato hoje monumental, exerce um fascínio especial, mas a memória da fruição de outra década chega com os exemplares da IV série, aqueles em formato de comic, mais manuseáveis, mais económicos em papel e para efeitos de arrumação, mas que esquartejavam por completo o enquadramento das tiras e pranchas originais. Em que o Johny Hazard era o João Tempestade e o Big Ben Bolt era renomeado Luís Euripo. Mas isso não nos interessava nada e nem fazia perder um segundo na sofreguidão da leitura. Ou os Falcões, já de formato pequeno, com o Major Alvega, o Ene 3, o Oliver a fazer de Robin dos Bosques e o Kalar de Tarzan.

Há quem queira manter-se ligado à juventude pela superfície, numa preocupação imensa em tentar travar os efeitos do envelhecimento físico e há quem queira reencontrar-se com os prazeres mais simples do passado através da recuperação de algum do estado de espírito que nos fazia felizes em tempos de despreocupação. Algo que, sentado no chão, rodeado de Cavaleiros Andantes ou Zorros se consegue, se podendo acrescentar que carregar as caixas ou volumes encadernados ainda ajudam ao exercício físico.

*Por decisão do autor, o presente texto não segue o novo Acordo Ortográfico.

Paulo GuinoteProfessor do Ensino Básico, doutorado em História da Educação. Autor do blogue O Meu Quintal
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