PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO

COVID-19 | Dia 15 – Tempo para pensar (com tempo)

É o momento certo para todos respirarmos um pouco, de alunos aplicados a professores diligentes, não esquecendo encarregados de educação à beira de um ataque de nervos, e encararmos nem que seja uma semana de reflexão acerca do caminho a tomar, do rumo que é necessário ter coragem de assumir, sejam quais forem as opções, em vez de se andar numa espécie de chuveirinho de sugestões ou ideias mal trabalhadas, do plano central ao local.
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Estão a ser revistos, corrigidos, apostilhados e registados, desta vez sem ser em duplicado analógico-digital, os materiais resultados das telerreuniões de avaliação do 2.º período.

Será chegada a altura de se fazer, sem preconceitos ou derivas controleiras e pretensamente rigorosas, uma pequena pausa para se reflectir no passo seguinte, sem a precipitação de se querer apresentar muito trabalho, descurando tantas vezes a coerência ou, deixem-me dizê-lo com frontalidade (ainda há quem se lembre da caricatura do Baptista Bastos feita pelo Herman?), a qualidade do resultado final. Para isso, chegam-nos algumas recomendações emanadas sem assinatura de serviços tutelares.

É o momento certo para todos respirarmos um pouco, de alunos aplicados a professores diligentes, não esquecendo encarregados de educação à beira de um ataque de nervos, e encararmos nem que seja uma semana de reflexão acerca do caminho a tomar, do rumo que é necessário ter coragem de assumir, sejam quais forem as opções, em vez de se andar numa espécie de chuveirinho de sugestões ou ideias mal trabalhadas, do plano central ao local.

Merecemos todos isso. E, por favor, não é preciso que nos surjam em cascata, do topo da hierarquia até aos operacionais de sala dos professores virtual comunicar-nos que não estamos de férias, que até nos pagam o ordenado e que vivemos com água nos canos e luz nas lâmpadas (led, se possível) e que na África sub (e sobre) sariana se vive muito mal e por isso devemos dar graças a Deus, seja o celestial, sejam os terrenos que nos governam.

A sério… existem duas datas que sabemos ter alguma importância por muito que se diga que as hesitações executivas se devem a prudência política e ignorância científica. São 9 de Abril e 4 de Maio e não fomos nós (país, alunos, professores) que as definimos. Será aí que saberemos (espero que não seja do tipo reunião do Conselho Nacional da Saúde Pública) algo de concreto sobre o futuro a médio prazo e que, em conformidade, se actue com ponderação, lógica e coerência. Até lá, podemos ir apurando alguns dos pilares já lançados da(s) rede(s) do telensino, mas não se apressem na construção do arranha-céus, porque pode ficar ao abandono ou ser trocado por uma arquitectura mais vistosa.

*Por decisão do autor, o presente texto não segue o novo Acordo Ortográfico.  

Paulo GuinoteProfessor do Ensino Básico, doutorado em História da Educação. Autor do blogue O Meu Quintal
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