A PALAVRA A...

Pedagogia libertadora

A proposta de Freire era de que não se utilizassem as cartilhas na alfabetização do estudante adulto. O ensino deveria partir de situações concretas da própria realidade do aprendiz.
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Paulo Reglus Freire, educador brasileiro, nasceu em Recife no dia 19 de setembro de 1921 e faleceu na cidade de São Paulo no dia 2 de maio de 1997. Filho de um oficial da Polícia Militar de Pernambuco e de uma dona de casa, Paulo Freire tinha três irmãos.

O Método de Alfabetização de Paulo Freire foi criado por volta de 1960, quando seu filho, com pouco mais de dois anos de idade, associou uma imagem e a pronúncia de uma palavra que assistira na propaganda da televisão com a mesma palavra inscrita em um painel na rua. Paulo Freire refletiu profundamente sobre esse facto e concluiu, a partir desse episódio, que o educando adulto também teria capacidade de ler uma palavra anteriormente conhecida pela oralidade. A proposta de Freire era de que não se utilizassem as cartilhas na alfabetização do estudante adulto. O ensino deveria partir de situações concretas da própria realidade do aprendiz.

Em 1961, Paulo Freire criou o primeiro Centro de Cultura em Recife com a colaboração da paróquia local. O Centro de Cultura fazia parte de um projeto maior - o Movimento de Cultura Popular (MCP), conhecido por ser um laboratório informal de educação, onde novas técnicas e experiências eram postas em prática. Várias ações educativas foram desenvolvidas pelo MCP, dentre elas, um centro de artes plásticas e artesanato, um curso supletivo, uma escola para motorista, uma rede de escolas radiofónicas, serviços de orientação pedagógica e cinco praças de cultura com bibliotecas itinerantes.

Para Paulo Freire o ato de alfabetizar possibilita ao sujeito resgatar a sua humanidade constituindo-se como produtor e redator de sua própria história de vida. Quanto mais o sujeito exerce a capacidade de aprender criticamente, refletindo sobre o dado a ser conhecido, mais ele se torna autónomo; e para isso, o ensino deve partir da realidade do aluno, para que ele possa efetivamente compreender e contextualizar o conhecimento. Paulo Freire afirmava que "escrever lendo o mundo" exige jamais negar emoções, sentimentos, intuições, sensibilidade, ousadia para enfrentar o medo do desconhecido e assim se desafiar para criar o novo.

Paulo Freire foi um homem coerente, autónomo e um pensador livre que chamava de educação bancária as práticas de ensino verbalistas, que se preocupam com a transmissão mecânica de conhecimento em que o professor deposita o saber e o aluno saca.
Andréa Villela Mafra da Silva
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