PEDIATRIA

A importância da vacinação

As vacinas são uma parte fundamental da saúde pública. Apesar das diversas polémicas em seu redor, assumem um papel crucial da categoria de prevenção e, se se facilitar essa prevenção, será difícil impedir o aparecimento de surtos de doenças já erradicadas em Portugal, como por exemplo: sarampo.
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É sempre melhor prevenir uma doença do que tratá-la quando ela ocorre…
Ao longo da vida vamos desenvolvendo imunidade a determinadas doenças, contudo algumas têm consequências graves que podem mesmo levar à morte. O objetivo da vacinação é obter essa imunidade sem nenhum risco de contrair a doença.

Quando vacinamos, ativamos a “memória” do nosso sistema imunitário sem que fiquemos doentes. Para algumas doenças, a vacinação fornece proteção ao longo da vida, enquanto para outras o efeito diminui após alguns anos e são necessárias doses de reforço.

Como as vacinas usam apenas uma pequena parte da capacidade imunológica de uma criança, o sistema imunitário é sobrecarregado muito menos do que quando se contrai as infeções comuns e portanto, os bebés toleram bem a vacinação inclusive recebendo várias vacinas ao mesmo tempo.


O que acontece ao corpo quando vacinamos?
As crianças nascem com um sistema imunitário constituído por células, glândulas, órgãos e fluídos. O sistema imunitário reconhece os microrganismos estranhos (antigénios) e produz proteínas (anticorpos) para combatê-los.

Quando algum antigénio – que são substâncias estranhas ao organismo, como vírus e bactérias – entra no nosso corpo, ele é percebido pelos linfócitos, que começam a produzir anticorpos específicos para combatê-lo. À medida que estes linfócitos se multiplicam a produção de anticorpos também aumenta.

Após a recuperação de uma doença, a quantidade de anticorpos no organismo reduz, mas não desaparece totalmente, e a isto chamamos memória imunológica. Assim, se o indivíduo for exposto pela segunda vez ao mesmo vírus ou bactéria, ele conseguirá produzir anticorpos em uma quantidade muito maior e em menos tempo. Dessa forma, o antigénio será combatido antes mesmo dos sintomas da doença se manifestarem.


O que aconteceria se parassemos de vacinar?
Há doenças, como a tosse convulsa, o sarampo e a doença pneumocócica e meningocócica que continuam a ser doenças prevalentes em todo o mundo. Se a maioria da população não for vacinada perde-se a imunidade de grupo e as doenças infecciosas, as epidemias e pandemias podem reaparecer.


Existem efeitos adversos?
Pode haver efeitos colaterais após a vacinação, habitualmente leves e incluem eritema ou edema no local de administração, por vezes pode aparecer febre (habitualmente baixa) e tendem a desaparecer em 1 a 3 dias. Efeitos colaterais graves podem ocorrer, mas são raros.

As vacinas são seguras. Os benefícios do seu uso superam em muito os riscos dos efeitos colaterais.

FACTOS:

·    Os recém-nascidos são imunes a muitas doenças pela imunidade conferida pelos anticorpos maternos. No entanto, essa imunidade desaparece durante o 1.º ano de vida.
·    A vacinação individual ajuda a proteger a nossa comunidade pela chamada imunidade de grupo. Todos temos um papel ativo na sociedade e na saúde pública.
·    As doenças imuno-preveníveis têm um impacto tremendo: consultas, hospitalizações e mortes prematuras.
·    A vacinação é a melhor forma de proteger o seu filho de doenças graves e complicações de doenças evitáveis.
·    Surtos de doenças evitáveis ocorrem quando muitos pais decidem não vacinar.
·    A vacinação é segura e eficaz.
·    As vacinas não causam autismo – nenhum estudo mostrou haver relação.
·    As vacinas não são demais para o sistema imunitário de uma criança.
·    As vacinas não contêm toxinas prejudiciais – algumas vacinas contêm quantidades vestigiais de substâncias que podem ser prejudiciais em doses elevadas. Estas incluem formaldeído, alumínio e mercúrio. Mas a quantidade usada nas vacinas é muito pequena pelo que estas são 100% seguras.
·    As vacinas não causam as doenças que devem prevenir, isto é assunto comum sobretudo na vacina contra a gripe.


Proteja o futuro do seu filho…Vacine-o!

Ana Ribeiro com a colaboração de Clara Machado, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga

Serviço de Pediatria do Hospital de BragaEste espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).
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A informação aqui apresentada não substitui a consulta de um médico ou de um profissional especializado.
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