PEDIATRIA

Hiperceratose folicular: a “pele de galinha”

A hiperceratose (ou hiperqueratose) folicular é uma condição cutânea benigna frequente que se caracteriza pelo aparecimento de pequenas pápulas (“borbulhinhas”) erimetao-acastanhadas ou brancas, ligeiramente endurecidas, que deixam a pele com aparência de “pele de galinha”.
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O que é a hiperceratose folicular?
A hiperceratose (ou hiperqueratose) folicular é uma condição cutânea benigna frequente que se caracteriza pelo aparecimento de pequenas pápulas (“borbulhinhas”) erimetao-acastanhadas ou brancas, ligeiramente endurecidas, que deixam a pele com aparência de “pele de galinha”. Pode aparecer em qualquer parte do corpo, mas o mais frequente é na zona superior dos braços, coxas e nádegas. Deve-se a uma acumulação de queratina à superfície do folículo piloso, o que não vai permitir o normal exfoliar das células mortas da pele, condicionando assim o espessamento da camada córnea da pele (composta por queratina e células mortas) ao nível dos folículos e originando pápulas com o formato de cones.

Quais são os sintomas?
Para além do aparecimento das pápulas já referidas, que vão ter implicações apenas estéticas, a hiperqueratose folicular não se associa a outros sintomas, nomeadamente prurido ou dor.

Qual é a causa?
A hiperqueratose folicular surge devido a uma alteração genética que vai condicionar o aumento da produção de queratina ao nível do estrato córneo da pele.

Outros fatores parecem influenciar o aparecimento da hiperqueratose, como a utilização de roupa justa, a pele desidratada e a existência de base de uma patologia auto-imune. Está também associada a doenças alérgicas como a dermatite atópica e a rinite alérgica.

Contudo, esta é uma condição benigna, sendo que o maior problema está relacionado com a estética.

Qual é o tratamento?
O tratamento é a hidratação cutânea e a aplicação de queratolíticos (produtos que vão promover a dissolução da camada córnea da pele), como os produtos ricos em ureia. Contudo, a aplicação dos produtos tópicos não é curativo e após a suspensão da sua aplicação a condição pode reaparecer.

Há ainda medidas que devem ser tomadas para evitar o agravamento dos sintomas como:

- Evitar tomar banho com água muito quente e evitar banhos prolongados;

- Evitar esfregar as “borbulhinhas” pois pode causar irritação da pele;

- Fazer esfoliações frequentes e hidratar sempre muito bem a pele após o banho, com produtos adequados;

- Evitar esfregar toalhas na pele, preferindo secar com toques ligeiros;

- Evitar utilizar roupas muito apertadas, pois o atrito da mesma pode agravar esta condição;

- Evitar exposição prolongada ao sol;

- Utilizar protetor solar diariamente.

Francisca Calheiros Trigo, sob orientação da Dra. Ana Paula Vieira, Dermatologista do Hospital de Braga
Serviço de Pediatria do Hospital de BragaEste espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).
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