PEDIATRIA
Serviço de Pediatria do Hospital de Braga
O meu filho tem uma perna mais comprida que outra. O que fazer?
A dismetria e as suas consequências são muitas vezes sobredimensionadas, causando consultas, exames e uso de ortóteses desnecessárias. O objetivo do tratamento da dismetria é nivelar a bacia, evitar a claudicação, respeitando sempre a altura mínima aceitável.
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A diferença de comprimento dos membros inferiores (MIs), denominada dismetria é muito comum na idade pediátrica.
As assimetrias dividem-se em ligeiras, moderadas e graves consoante a diferença entre os MIs.
Assim, consideram-se ligeiras as dismetrias de 1 a 3 cm, moderadas de 3 a 6 cm e graves se superiores a 6 cm.
Como se pode manifestar?
A manifestação varia de acordo com a diferença de comprimento dos MIs.
Se assimetrias inferiores a 1cm, a maioria das crianças não apresenta qualquer manifestação.
Já nas assimetrias superiores a 2-3 cm, a criança poderá ter assimetria da marcha, dor lombar e escoliose (desvio da coluna) funcional compensatória.
Causas?
A assimetria pode ser devida à diferença de comprimento do fémur, da tíbia ou de ambos. As causas podem ser congénitas ou adquiridas e são multifatoriais.
Como medir a dismetria?
Um exame objetivo minucioso permite identificar a existência e a gravidade da dismetria. A medição clínica com fita métrica da distância entre a espinha ilíaca anterior e o malelo interno permite diagnosticar diferenças com precisão de 1cm.
O exame imagiológico de eleição para medição dos MIs é a radiografia extralonga das pernas. Deve ser realizado de forma criteriosa uma vez que estamos a expor a criança a radiação.
Quando e como tratar?
A dismetria e as suas consequências são muitas vezes sobredimensionadas, causando consultas, exames e uso de ortóteses desnecessárias.
O objetivo do tratamento da dismetria é nivelar a bacia, evitar a claudicação, respeitando sempre a altura mínima aceitável.
Todavia, a dismetria deve ser avaliada caso a caso, tendo em conta as expectativas da criança, família bem como questões psicológicas.
De salientar que os procedimentos cirúrgicos são complexos, com alguns riscos associados.
Objetivamente, nas dismetrias inferiores a 1cm, não deve ser instituído qualquer tratamento, incluindo o uso de ortóteses (palmilhas, sapatos compensados).
Se dismetrias superiores a 2-3cm, poderemos pensar na utilização de compensações. Contudo, deve sempre ter-se em conta a carga psicológica para a criança/adolescente uma vez que o uso de sapato compensado torna a criança “diferente” podendo acarretar situações de bullying ou isolamento/depressão.
Se dismetrias entre 3 a 6 cm, poderá ser necessário compensação ou mesmo um procedimento cirúrgico de encurtamento ou alongamento.
Se dismetrias acima dos 6 cm, são sempre necessários vários procedimentos cirúrgicos com reconstruções seriadas.
Qual o prognóstico?
Quanto maior a dismetria, pior o prognóstico.
Dismetrias até 3 cm têm, geralmente, bom prognóstico. Não necessitam de compensação ou se necessária é mínima e bem tolerada.
Dismetrias graves, são situações mais complexas e exigem acompanhamento por uma equipa multidisciplinar.
No que se refere a dismetrias congénitas que têm um prognóstico muito variável, devem ser sempre acompanhadas pelo ortopedista.
Joana Vilaça com a colaboração do Dr. Eduardo Almeida, Ortopedista Infantil do Centro Hospitalar Universitário do Porto
Assim, consideram-se ligeiras as dismetrias de 1 a 3 cm, moderadas de 3 a 6 cm e graves se superiores a 6 cm.
Como se pode manifestar?
A manifestação varia de acordo com a diferença de comprimento dos MIs.
Se assimetrias inferiores a 1cm, a maioria das crianças não apresenta qualquer manifestação.
Já nas assimetrias superiores a 2-3 cm, a criança poderá ter assimetria da marcha, dor lombar e escoliose (desvio da coluna) funcional compensatória.
Causas?
A assimetria pode ser devida à diferença de comprimento do fémur, da tíbia ou de ambos. As causas podem ser congénitas ou adquiridas e são multifatoriais.
Congénita |
Coxa vara |
Perturbações do crescimento |
Displasia da anca |
Neuromuscular |
Doença associada a atraso do desenvolvimento |
Infeciosa |
Lesão secundária a osteomielite |
Tumoral |
Displasia fibrosa |
Trauma |
Lesão fisiária com encerramento prematuro |
Síndrome |
Neurofibromatose |
Como medir a dismetria?
Um exame objetivo minucioso permite identificar a existência e a gravidade da dismetria. A medição clínica com fita métrica da distância entre a espinha ilíaca anterior e o malelo interno permite diagnosticar diferenças com precisão de 1cm.
O exame imagiológico de eleição para medição dos MIs é a radiografia extralonga das pernas. Deve ser realizado de forma criteriosa uma vez que estamos a expor a criança a radiação.
Quando e como tratar?
A dismetria e as suas consequências são muitas vezes sobredimensionadas, causando consultas, exames e uso de ortóteses desnecessárias.
O objetivo do tratamento da dismetria é nivelar a bacia, evitar a claudicação, respeitando sempre a altura mínima aceitável.
Todavia, a dismetria deve ser avaliada caso a caso, tendo em conta as expectativas da criança, família bem como questões psicológicas.
De salientar que os procedimentos cirúrgicos são complexos, com alguns riscos associados.
Objetivamente, nas dismetrias inferiores a 1cm, não deve ser instituído qualquer tratamento, incluindo o uso de ortóteses (palmilhas, sapatos compensados).
Se dismetrias superiores a 2-3cm, poderemos pensar na utilização de compensações. Contudo, deve sempre ter-se em conta a carga psicológica para a criança/adolescente uma vez que o uso de sapato compensado torna a criança “diferente” podendo acarretar situações de bullying ou isolamento/depressão.
Se dismetrias entre 3 a 6 cm, poderá ser necessário compensação ou mesmo um procedimento cirúrgico de encurtamento ou alongamento.
Se dismetrias acima dos 6 cm, são sempre necessários vários procedimentos cirúrgicos com reconstruções seriadas.
Qual o prognóstico?
Quanto maior a dismetria, pior o prognóstico.
Dismetrias até 3 cm têm, geralmente, bom prognóstico. Não necessitam de compensação ou se necessária é mínima e bem tolerada.
Dismetrias graves, são situações mais complexas e exigem acompanhamento por uma equipa multidisciplinar.
No que se refere a dismetrias congénitas que têm um prognóstico muito variável, devem ser sempre acompanhadas pelo ortopedista.
Joana Vilaça com a colaboração do Dr. Eduardo Almeida, Ortopedista Infantil do Centro Hospitalar Universitário do Porto
Serviço de Pediatria do Hospital de BragaEste espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).
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