NUTRIÇÃO

A saúde e a alimentação, por quem sabe

Há bases e estudos científicos que devem nortear toda a informação que se passa às comunidades sob pena de, em vez de informar, desinformar, e assim contribuir para uma degradação da saúde da população quando o que é desejável é maximizá-la.
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Embora haja cada vez mais preocupação e informação sobre a alimentação, a saúde, e a estreita relação entre ambas, a verdade é que também as contradições e ambiguidades sobre o assunto são muitas. Muitas são também as dúvidas sobre onde procurar e encontrar, de modo fidedigno, artigos fundamentados em estudos científicos. Assim, qualquer revista não científica propaga e divulga, como esporos ao vento, qualquer notícia sobre alimentos ou doenças com eles relacionadas, desde que se garantam os impactos nas vendas. Na Internet, a pesquisa de qualquer tema tem como único critério colocar uma palavra-chave, e depois entender como verdade tudo o que é dito sobre o mesmo. Também o que se diz na televisão é dado como certo. E isso, aliado a uma grande vontade de saber como comer bem, ter saúde e, se possível emagrecer ou não engordar, faz com que se aceitem como dogmas tudo o que soa bem aos nossos ouvidos.

Na ciência não há verdades absolutas, mas há bases e estudos científicos que devem nortear toda a informação que se passa às comunidades sob pena de, em vez de informar, desinformar, e assim contribuir para uma degradação da saúde da população quando o que é desejável é maximizá-la. É muito comum nas minhas consultas as pessoas dizerem que não comem pão ou hidratos de carbono porque engordam, que o azeite é uma gordura saudável logo pode-se consumir “à vontade”, que se pode comer muita fruta, que o leite faz mal, que o glúten é um veneno, que determinado alimento é um superalimento, etc., etc.

No sentido de contribuir para uma melhor informação sobre o tema da alimentação saudável, e uma vez que ele é desconhecido da maioria, trago hoje aqui a informação de um site governamental, mais propriamente da Direção-Geral da Saúde, onde poderão informar-se sobre o Plano Nacional De Saúde, que integra o Programa Nacional de Promoção da Atividade Física (PNPAF) e o Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS)

Este último site foi criado, segundo as palavras da DGS, porque “Portugal era um dos poucos países europeus que não dispunham de um programa nacional de alimentação”, ou seja, de “um conjunto concertado e transversal de ações destinadas a garantir e incentivar o acesso e o consumo de determinado tipo de alimentos tendo como objetivo a melhoria do estado nutricional e saúde da população”.

O que pode encontrar no site www.alimentacaosaudavel.dgs.pt:
- receitas saudáveis e ideias para minorar desperdícios alimentares;
- alimentos do mês, para favorecer o consumo de alimentos mais nutritivos e mais baratos;
- informação sobre os principais nutrientes desses alimentos e modo de os cozinhar.

O educare.pt destina-se maioritariamente à comunidade educativa, mas não podemos esquecer que nesta comunidade, para além dos professores, existem pais, avós, responsáveis por escolas ou cantinas escolares e outras pessoas que são parte integrante de uma população que se pretende saudável e feliz, razão pela qual uma informação credível será útil para cada um de nós e para o país que em conjunto fazemos.

Assim, sugiro que pesquisem também no site a enorme panóplia de programas nacionais e de manuais emitidos pela DGS. Embora alguns programas possam já ter terminado, podem sempre servir de base para a implementação de estratégias para modificação de hábitos alimentares no núcleo que frequentamos.

Programas:
- PASSE: destinado a promover comportamentos alimentares saudáveis e um ambiente promotor da saúde, criou materiais como livros ilustrados, videojogos e website destinado a crianças, jovens e adultos.
- PERA: de reforço alimentar para suprir carências alimentares
- PNPAF
- PNPAS
- “5 ao dia” sobre como incluir cinco porções de fruta e legumes por dia
- A newsletter “Nutrimento”;

Quanto a manuais, que pode imprimir, há muitos e muito interessantes:
- Alimentação vegetariana nas escolas
- Alergia alimentar na restauração
- Alimentação mediterrânica
- Nutrição e doença de Alzheimer
- Nutrição e deficiência(s)
- Linhas de orientação para uma alimentação vegetariana saudável
- Linhas de orientação sobre contaminantes de alimentos
- Ervas aromáticas- uma estratégia para a redução do consumo de sal na alimentação dos portugueses
- Hidratação adequada em contexto escolar
- Alimentos fornecedores de proteínas
- Planeamento e avaliação de refeições escolares (SPARE)
- Dieta mediterrânica (existe também em braille)
- Acolhimento de refugiados, alimentos e necessidades nutricionais em situação de emergência

Se quer melhorar a sua saúde ou a da sua família ou, de modo mais alargado, contribuir para a informação, formação e bem-estar da sua comunidade, procure informação com base científica. Não nos devemos esquecer que cada uma de nós é parte integrante de uma comunidade que, melhorando os seus comportamentos, poderá fazer de Portugal um país mais saudável.
Paula VelosoNutricionista e autora de Dietas sem DietaDieta sem Castigo e Peso, uma questão de peso.
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A informação aqui apresentada não substitui a consulta de um médico ou de um profissional especializado.
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