PEDIATRIA

O meu filho tem alergia alimentar e agora?

Quando existe alergia alimentar há necessidade de evitar todos os produtos alimentares e não alimentares que incluam o constituinte responsável pela alergia (alergénio). Devem por isso ser prevenidas ao máximo as exposições acidentais.
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Como prevenir exposições acidentais?

1. Conhecer o alergénio, os ingredientes constituintes de um produto e a preparação culinária utilizada.

• Dominar a lista de alimentos a evitar, tendo em consideração que um alergénio pode estar presente em diferentes produtos.

• Ler atentamente os rótulos de produtos alimentares e não alimentares:
– Cuidado com as refeições pré-preparadas;
– Diferentes versões de um produto podem ter composições diferentes (exemplo: versão light);
– Diferentes marcas podem apresentar composições diferentes de um mesmo produto;
– A composição de um produto pode sofrer alterações ao longo do tempo;
– Cuidado com sumos e bebidas alcoólicas (podem conter leite, frutos secos);
– Não desvalorizar os avisos “pode conter vestígios de…”.

• Cuidado com os constituintes dos medicamentos de venda livre.

• Cuidado com produtos de higiene e cosmética (podem conter leite, frutos secos).

• Cuidado com a composição da comida de animais domésticos.

• Manter fora do alcance das crianças com alergia alimentar os alimentos/produtos não alimentares alergénicos.

• Cuidado com os rótulos em língua estrangeira de produtos importados.

2. Evitar práticas de risco no manuseamento dos alimentos.

• Ter em atenção a integridade da embalagem.

• Armazenar as compras, separando os alimentos “inofensivos” dos produtos alergénicos (se necessários recorrer à rotulagem dos diferentes produtos).

• Lavar as mãos entre as diferentes etapas de manipulação dos alimentos.

• Utilizar utensílios diferentes durante as várias etapas da preparação da refeição (preparação, confeção, empratamento e distribuição). 

• Nunca partilhar utensílios durante refeições.

• Ter a bancada e os utensílios limpos e asseados.

• Evitar utensílios de madeira ou outro material poroso.

• Evitar alimentos mal armazenados no frigorífico como latas abertas.

• Congelar/descongelar alimentos separadamente.

• Não utilizar a mesma base de preparação para cozinhar alimentos alergénicos e não alergénicos.

• Em primeiro lugar cozinhar as refeições destinadas aos doentes alérgicos.

3. Os estabelecimentos de restauração apresentam um risco elevado de contaminação de alimentos não alergénicos com produtos alergénicos (contaminação cruzada).

• Salientar que tem alergia alimentar. 

• Perguntar a composição do prato que pretende pedir.

• Pedir para não alterar a composição/confeção do prato sem ser informado.

• Optar por pratos simples sempre que possível.

• Evitar os fritos (óleos têm maior probabilidade de contaminação cruzada) e os molhos (formulações específicas com “ingredientes secretos”).

• Cuidado com os grelhados (grelha e possibilidade de contaminação cruzada) e com a composição das sobremesas.

• Fazer-se acompanhar pela medicação de emergência.

É necessário tentar integrar todos estes cuidados na vida do doente, de forma fácil para permitir uma boa qualidade de vida, mas com segurança. E em caso de dúvida, não facilite!


Ana Maria Carvalho Ribeiro, com a colaboração da Dr.ª Helena Silva, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga
Serviço de Pediatria do Hospital de BragaEste espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).
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A informação aqui apresentada não substitui a consulta de um médico ou de um profissional especializado.
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