EDUCAÇÃO
Armanda Zenhas
Prevenir a indisciplina (2.ª parte)
Diria que quando a exigência do professor rima com afetividade e criatividade e quando o melhor lugar da escola para si é a sala de aula, ele conquista os alunos para um comportamento que, se não for bom, será, pelo menos, adequado.
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No último artigo, em resposta a uma questão colocada por uma leitora, falei sobre indisciplina, referindo, entre outros aspetos, a importância da colaboração entre diferentes profissionais dentro da escola e da colaboração entre esta e outros parceiros a ela exteriores. Debrucei-me ainda sobre a importância de conhecer os motivos que estão por trás dos problemas de comportamento de uma turma ou de cada um dos alunos indisciplinados.
Aqui ficam algumas outras estratégias concretas, mais centradas na sala de aula, a utilizar pelos professores e ou escolas:
- Uniformidade de atuação do conselho de turma, baseada no debate sobre os problemas existentes e na definição de estratégias de resolução - É necessário haver coerência de atuação a nível do conselho de turma, sem pôr em causa a individualidade de cada professor e as características da área curricular que leciona.
- Firmeza na aplicação das regras definidas e nas consequências, como já foi referido - Quando se promete, cumpre-se. Os alunos dizem continuamente que há professores que ameaçam mas não cumprem e, por isso, podem "abusar".
- Estabelecimento de contratos de comportamento (por exemplo, se o aluno tiver um comportamento adequado durante a semana, recebe um determinado número de pontos; quando atingir um número previamente definido, é-lhe dada uma recompensa simbólica, que ele valorize) - Esta estratégia deve, no mínimo, envolver o aluno, os professores e o encarregado de educação.
- Ficha de registo de comportamentos - São definidos os principais comportamentos a alterar e a respeitar e, no fim de cada aula, o aluno faz a sua autoavaliação numa ficha fornecida pelo DT/docente, assinando o professor ou não, conforme esteja de acordo ou em desacordo. Pode conjugar-se com a estratégia anterior, para o DT mais facilmente conhecer o comportamento geral do aluno durante cada semana e decidir se deve ou não atribuir-lhe pontos.
- Jogos de interação social - A aula de Formação Cívica é um excelente espaço para a sua realização.
- Desenvolvimento da autoestima de cada aluno - Muitas vezes os alunos com pior comportamento sentem-se alvo de constante pressão pela sua prestação negativa. Isto é de evitar, devendo ser reconhecidas as vitórias (mesmo que pequenas) que vão conseguindo alcançar. Há também jogos/atividades que visam valorizar os aspetos positivos de cada um.
- Aplicação de um sociograma - O sociograma permite conhecer as relações existentes entre os alunos da turma. Esse conhecimento ajuda a organizar pares/grupos de entreajuda para a integração na escola/turma, para o controlo e desenvolvimento de autocontrolo do comportamento nas aulas, para o incentivo à realização das tarefas nas aulas.
Neste artigo, pensei na turma que a nossa leitora refere como tendo problemas de comportamento que passam mais pela falta de concentração e pelas conversas paralelas e não tanto por problemas de comportamento de elevada gravidade. Tendo isto em conta, gostaria de referir que os alunos normalmente percebem quem os estima, conseguem julgar a (in)justiça dos "castigos" que lhe são aplicados, a coerência ou inconsistência da atuação do professor. Assim, esticam mais a corda ou deixam-na estar no sítio. Diria que quando a exigência do professor rima com afetividade e criatividade e quando o melhor lugar da escola para si é a sala de aula, ele conquista os alunos para um comportamento que, se não for bom, será, pelo menos, adequado, e para uma maior responsabilidade no cumprimento das tarefas escolares.
Aqui ficam algumas outras estratégias concretas, mais centradas na sala de aula, a utilizar pelos professores e ou escolas:
- Uniformidade de atuação do conselho de turma, baseada no debate sobre os problemas existentes e na definição de estratégias de resolução - É necessário haver coerência de atuação a nível do conselho de turma, sem pôr em causa a individualidade de cada professor e as características da área curricular que leciona.
- Firmeza na aplicação das regras definidas e nas consequências, como já foi referido - Quando se promete, cumpre-se. Os alunos dizem continuamente que há professores que ameaçam mas não cumprem e, por isso, podem "abusar".
- Estabelecimento de contratos de comportamento (por exemplo, se o aluno tiver um comportamento adequado durante a semana, recebe um determinado número de pontos; quando atingir um número previamente definido, é-lhe dada uma recompensa simbólica, que ele valorize) - Esta estratégia deve, no mínimo, envolver o aluno, os professores e o encarregado de educação.
- Ficha de registo de comportamentos - São definidos os principais comportamentos a alterar e a respeitar e, no fim de cada aula, o aluno faz a sua autoavaliação numa ficha fornecida pelo DT/docente, assinando o professor ou não, conforme esteja de acordo ou em desacordo. Pode conjugar-se com a estratégia anterior, para o DT mais facilmente conhecer o comportamento geral do aluno durante cada semana e decidir se deve ou não atribuir-lhe pontos.
- Jogos de interação social - A aula de Formação Cívica é um excelente espaço para a sua realização.
- Desenvolvimento da autoestima de cada aluno - Muitas vezes os alunos com pior comportamento sentem-se alvo de constante pressão pela sua prestação negativa. Isto é de evitar, devendo ser reconhecidas as vitórias (mesmo que pequenas) que vão conseguindo alcançar. Há também jogos/atividades que visam valorizar os aspetos positivos de cada um.
- Aplicação de um sociograma - O sociograma permite conhecer as relações existentes entre os alunos da turma. Esse conhecimento ajuda a organizar pares/grupos de entreajuda para a integração na escola/turma, para o controlo e desenvolvimento de autocontrolo do comportamento nas aulas, para o incentivo à realização das tarefas nas aulas.
Neste artigo, pensei na turma que a nossa leitora refere como tendo problemas de comportamento que passam mais pela falta de concentração e pelas conversas paralelas e não tanto por problemas de comportamento de elevada gravidade. Tendo isto em conta, gostaria de referir que os alunos normalmente percebem quem os estima, conseguem julgar a (in)justiça dos "castigos" que lhe são aplicados, a coerência ou inconsistência da atuação do professor. Assim, esticam mais a corda ou deixam-na estar no sítio. Diria que quando a exigência do professor rima com afetividade e criatividade e quando o melhor lugar da escola para si é a sala de aula, ele conquista os alunos para um comportamento que, se não for bom, será, pelo menos, adequado, e para uma maior responsabilidade no cumprimento das tarefas escolares.
Armanda ZenhasProfessora aposentada. Doutora em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Mestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. Autora de livros na área da educação.
Professora profissionalizada nos grupos 220 e 330. Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Professora profissionalizada do 1.º ciclo, pela Escola do Magistério Primário do Porto.
Professora profissionalizada nos grupos 220 e 330. Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Professora profissionalizada do 1.º ciclo, pela Escola do Magistério Primário do Porto.
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