NUTRIÇÃO
Paula Veloso
O que comer na escola?
Quando lhes dá dinheiro para comerem na escola, muitas vezes trocam o almoço por qualquer alimento ou bebida mais ao seu gosto, que lhes oferece este ou outro brinde ou que a publicidade tão bem lhes sabe impingir.
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Agora que se iniciou mais um ano letivo e que cada vez mais a obesidade infantil é falada nos meios de informação, muitos pais se questionarão quanto àquilo que os seus filhos deverão ou poderão comer nas horas em que estão fora de casa. Em muitos casos, são mesmo muitas horas e podem abranger três refeições. Por isso deve haver um especial cuidado na escolha dos alimentos sob pena de as crianças não ingerirem os nutrientes necessários ao seu ótimo crescimento e desenvolvimento, ao mesmo tempo que, em muitos casos, engordam assustadoramente.
O Ministério da Educação impôs já, ou melhor, sugeriu, a abolição ou limitação de alguns géneros alimentícios com pouco interesse nutricional e cheios de açúcar ou gordura. É claro que junto das escolas há, muitas vezes, cafés ou outros estabelecimentos aptos a vender aquilo que se "proíbe" nas escolas. Mas aqui o papel dos pais é fundamental. Quando lhes dá dinheiro para comerem na escola, muitas vezes trocam o almoço por qualquer alimento ou bebida mais ao seu gosto, que lhes oferece este ou outro brinde ou que a publicidade tão bem lhes sabe impingir. Dar-lhes dinheiro torna-as também mais vulneráveis a assaltos e cobiça entre colegas. Por isso, muitas escolas funcionam já com senhas pré-compradas. Se na escola do seu filho isso ainda não acontece, sugira-o. Mais, as senhas deverão ser específicas para cada produto: senha para iogurte, para leite, para fruta, para sandes, etc., pois só assim é possível ter a certeza do que ele vai comer. Peça na escola uma tabela com os alimentos disponíveis e combine com o seu filho a ementa da semana, relativa aos almoços e snacks.
O almoço
A sopa deverá poder ser consumida mesmo que o prato do dia não o seja, podendo ser complementada com uma sandes tipo americana(*) fornecida pela escola ou levada de casa. Esta pode ser uma forma de obviar o prato do dia, que nem sempre é confecionado a preceito e gosto das crianças enquanto a sandes, quando bem confecionada, é nutricionalmente mais rica do que o dito prato. Deve existir fruta, salada de frutas sem açúcar ou sumo natural, tanto na cantina como no bufete. E nada de sobremesas doces, que podem ficar para o fim de semana...
Os snacks, ou pequenas refeições intercalares
Apesar de pequenas, as refeições intercalares são extraordinariamente importantes para garantir o consumo das doses diárias recomendadas (DDR) dos vários nutrientes. Não é preciso comer muito, mas bem! Os snacks mais calóricos são geralmente também os menos ricos nutricionalmente, o que significa que engordam e prejudicam a saúde e o crescimento.
Iogurtes variados, leite ou queijinhos magros, pão com queijo magro, fiambre de peru ou frango ou compota, bolachas Maria, torrada ou integral, cereais com fibras e pouco açúcar, amendoins, nozes ou outros frutos secos, ameixas, uvas passas ou outros frutos desidratados, fruta fresca ou sumos de fruta naturais - são imensas as opções e combinações que poderá fazer!
O que escolher com e para o seu filho poderá ser para si, numa dose maior, também uma boa opção para levar para o trabalho.
Leve as crianças desde cedo para a cozinha e solicite-lhes ajuda adequada à sua idade na preparação de alimentos e da mesa.
E tente fazer com elas, ou com que elas o façam, uma hora de atividade física por dia.
(*) recheada com a dose, para a idade, de um fornecedor proteico (pescado, carne magra, ovos ou queijo magro) e completada com alface, tomate, cenoura, pimento ou qualquer outro alimento do grupo dos vegetais.
O Ministério da Educação impôs já, ou melhor, sugeriu, a abolição ou limitação de alguns géneros alimentícios com pouco interesse nutricional e cheios de açúcar ou gordura. É claro que junto das escolas há, muitas vezes, cafés ou outros estabelecimentos aptos a vender aquilo que se "proíbe" nas escolas. Mas aqui o papel dos pais é fundamental. Quando lhes dá dinheiro para comerem na escola, muitas vezes trocam o almoço por qualquer alimento ou bebida mais ao seu gosto, que lhes oferece este ou outro brinde ou que a publicidade tão bem lhes sabe impingir. Dar-lhes dinheiro torna-as também mais vulneráveis a assaltos e cobiça entre colegas. Por isso, muitas escolas funcionam já com senhas pré-compradas. Se na escola do seu filho isso ainda não acontece, sugira-o. Mais, as senhas deverão ser específicas para cada produto: senha para iogurte, para leite, para fruta, para sandes, etc., pois só assim é possível ter a certeza do que ele vai comer. Peça na escola uma tabela com os alimentos disponíveis e combine com o seu filho a ementa da semana, relativa aos almoços e snacks.
O almoço
A sopa deverá poder ser consumida mesmo que o prato do dia não o seja, podendo ser complementada com uma sandes tipo americana(*) fornecida pela escola ou levada de casa. Esta pode ser uma forma de obviar o prato do dia, que nem sempre é confecionado a preceito e gosto das crianças enquanto a sandes, quando bem confecionada, é nutricionalmente mais rica do que o dito prato. Deve existir fruta, salada de frutas sem açúcar ou sumo natural, tanto na cantina como no bufete. E nada de sobremesas doces, que podem ficar para o fim de semana...
Os snacks, ou pequenas refeições intercalares
Apesar de pequenas, as refeições intercalares são extraordinariamente importantes para garantir o consumo das doses diárias recomendadas (DDR) dos vários nutrientes. Não é preciso comer muito, mas bem! Os snacks mais calóricos são geralmente também os menos ricos nutricionalmente, o que significa que engordam e prejudicam a saúde e o crescimento.
Iogurtes variados, leite ou queijinhos magros, pão com queijo magro, fiambre de peru ou frango ou compota, bolachas Maria, torrada ou integral, cereais com fibras e pouco açúcar, amendoins, nozes ou outros frutos secos, ameixas, uvas passas ou outros frutos desidratados, fruta fresca ou sumos de fruta naturais - são imensas as opções e combinações que poderá fazer!
O que escolher com e para o seu filho poderá ser para si, numa dose maior, também uma boa opção para levar para o trabalho.
Leve as crianças desde cedo para a cozinha e solicite-lhes ajuda adequada à sua idade na preparação de alimentos e da mesa.
E tente fazer com elas, ou com que elas o façam, uma hora de atividade física por dia.
(*) recheada com a dose, para a idade, de um fornecedor proteico (pescado, carne magra, ovos ou queijo magro) e completada com alface, tomate, cenoura, pimento ou qualquer outro alimento do grupo dos vegetais.
Paula VelosoNutricionista e autora de Dietas sem Dieta, Dieta sem Castigo e Peso, uma questão de peso.
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