Literacia 3D: Um programa nunca feito no nosso país

Projeto da Porto Editora quer promover a literacia de leitura, a literacia matemática e literacia científica no 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico. É um programa-concurso em que os alunos têm oportunidade de testar conhecimentos em situações concretas. A iniciativa é hoje apresentada e arranca no início do próximo ano letivo.
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Neste programa não cabem apenas os melhores alunos. Cabem todos. Neste programa, o que se aprende nas aulas é muito importante, mas valoriza-se sobretudo a aplicação dos conhecimentos a casos práticos. Este programa tem uma nova filosofia. Um novo conceito. Literacia 3D é um projeto da Porto Editora que mostra como se partilha o que se aprende. No centro deste programa da Porto Editora estão três domínios do saber: literacia de leitura, literacia matemática, literacia científica. O projeto é hoje apresentado na unidade gráfica do Grupo Porto Editora, Bloco Gráfico, na Maia, às 11h00. Estão convidados professores, encarregados de educação, diversas instituições ligadas ao ensino.

Literacia 3D olha em vários sentidos e não se restringe a um ângulo de abordagem. Até porque, sublinha-se no dossiê de apresentação, “o nosso futuro coletivo constrói-se todos os dias”. Os alunos terão desafios pela frente em três domínios do saber considerados fulcrais em termos nacionais e internacionais. Os alunos do 5.º ano serão desafiados para a literacia de leitura, os do 7.º para a literacia matemática e os do 8.º para a literacia científica. De fora ficam propositadamente os alunos do 6.º e 9.º anos por terem no calendário escolar provas nacionais, evitando-se assim qualquer transtorno na preparação desses períodos de avaliação.

O novo programa é, portanto, um desafio lançado a todos os alunos do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico do país para que testem os seus conhecimentos. Um desafio que decorrerá durante o próximo ano letivo, em três fases, através de provas interativas disponibilizadas na plataforma online Escola Virtual. No próximo mês, as escolas receberão toda a informação sobre o programa e as inscrições, feitas por estabelecimento de ensino, abrem em setembro. O projeto arranca no início do próximo ano letivo. No primeiro período, em cada escola, apuram-se os alunos com melhores desempenhos nas provas. No segundo período, a competição acontece a nível distrital para escolher os estudantes com melhores resultados. No terceiro, a competição é nacional numa grande final que encontrará os vencedores do Literacia 3D.

O modelo foi testado, ao longo deste ano letivo, por cerca de 1600 alunos de cinco escolas de Lisboa, Porto e Coimbra. Os estabelecimentos de ensino receberam informação detalhada sobre os objetivos e estruturas das provas. Um exemplo de uma prova de leitura. “Lemos para estudar, para procurar informação de que necessitamos ou para nos distrairmos. Lemos histórias, notícias, poesias e muitos outros textos”. Mas nem sempre os textos são compreendidos com a mesma facilidade. “Esta é uma prova para tu mostrares o que compreendes quando lês um texto”. A prova pode ter três ou quatro textos, depois de cada texto, há um conjunto de perguntas que avaliam a compreensão do aluno sobre o que acabou de ler.

No projeto-piloto, o feedback das escolas tem sido positivo. O envolvimento de alunos e professores ajuda a perceber que o programa ganhará raízes. Ao leme está uma equipa científica e pedagógica, com conhecimentos sólidos nas matérias, coordenada por Glória Ramalho.

Paulo Gonçalves, do gabinete de Comunicação e Imagem da Porto Editora, garante que este programa é “algo que nunca foi feito em Portugal”. “Tem uma filosofia e um modelo bem distintos”. Desde logo porque é para todos e não se fecha nos conteúdos curriculares e no que é tradicionalmente objeto de avaliação. É um programa, sublinha, que “chega a todos os alunos e não apenas aos melhores nas notas das pautas”. “É um modelo diferente que propomos em termos de envolvimento das escolas, dos professores e fundamentalmente dos alunos.” Com estes contornos, nada do género foi ainda feito no nosso país.

Acima de tudo, é a literacia que está em jogo, ou seja, a capacidade de os alunos aplicarem os conhecimentos em casos concretos “e fora do contexto tradicional de avaliação”. O Literacia 3D abre assim, segundo Paulo Gonçalves, “uma janela de oportunidades para os alunos mostrarem que sabem”. “É uma iniciativa diferente.” É um programa “desenvolvido por uma comissão científica experiente”.

“Por acreditarmos que esta iniciativa beneficiará os nossos alunos, ajudando-os a consolidar as aprendizagens e elevar os níveis de conhecimentos num contexto similar ao das avaliações internacionais, queremos envolver todos os que se preocupam com o desenvolvimento dos índices educacionais e culturais do nosso país na concretização deste projeto”, lê-se no dossiê de apresentação do Literacia 3D que hoje é dado a conhecer ao país.

Informações:
www.literacia3d.pt
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