Relatório conclui que os professores formados nos politécnicos têm melhor média de curso

A maioria dos professores das escolas públicas portuguesas formou-se em instituições públicas, sendo que os docentes que fizeram a sua formação em politécnicos obtiveram melhores médias de curso do que os das universidades, revela um estudo.
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Esta é uma das conclusões do relatório que analisou a formação dos mais de 125 mil professores que no ano letivo de 2012/2013 davam aulas nas escolas públicas portuguesas e que será apresentado hoje na Universidade do Algarve durante o seminário “Formação Inicial de Professores”.

O estudo “Instituições de Formação e Classificação dos Docentes da Educação Pré-Escolar e Ensino Básico e Secundário” foi coordenado pela investigadora da Universidade Nova de Lisboa Sílvia de Almeida que analisou a formação dos docentes nos diferentes níveis de ensino, desde o pré-escolar até ao secundário.

Independentemente do nível de ensino, os docentes que fizeram a sua formação nos institutos politécnicos obtiveram melhores médias de curso: “verificou-se uma tendência geral para os politécnicos (públicos e privados) apresentarem médias mais altas”, lê-se no documento, que faz uma comparação com os cursos ministrados pelas universidades.

Por exemplo, entre as instituições que atribuíram classificações mais altas aos educadores de infância destacaram-se cinco institutos politécnicos públicos, quatro privados e duas universidades públicas. Já entre os professores do 1.º ciclo, surgem três institutos politécnicos públicos, um privado e duas universidades públicas.

A situação é semelhantes nos restantes níveis de ensino assim como entre os docentes de educação especial, onde as melhores médias colocam nos primeiros lugares quatro politécnicos públicos, seguidos de dois privados.
Já numa comparação entre os professores que fizeram a sua formação em instituições privadas e públicas, apenas entre os educadores de infância e professores do 1.º ciclo se notou uma predominância de docentes com cursos tirados em privadas.

Entre as primeiras dez instituições que mais formações conferiram aos docentes, cerca de 13 mil professores do pré-escolar e 1.º ciclo formaram-se em instituições privadas e apenas nove mil em públicas.

Já no 2.º e 3.º ciclos e ensino secundário, as instituições públicas foram as que colocaram mais docentes no sistema de ensino: 17 públicas versus três privadas.

As universidades do Porto, Lisboa e Coimbra surgem entre as que formaram mais alunos que naquele ano estavam a dar aulas e o Instituto Jean Piaget é o mais referido entre as privadas.
No caso da educação especial, sobre o qual o CNE se tem mostrado preocupado, as investigadoras indicam que a maioria dos docentes fez a sua formação em instituições privadas (2897 no privado versus 2478 no público) mas há uma predominância de instituições públicas (seis públicas e quatro privadas).

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