Os jovens defendem o Ambiente e sabem o que é preciso fazer

Greta Thunberg, a adolescente sueca que à sexta-feira fazia greve pelo clima junto ao Parlamento de Estocolmo, hoje uma jovem ativista conhecida em todo o mundo, colocou o dedo na ferida e abanou consciências. Os jovens portugueses ouviram-na com atenção e não ficaram parados.
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O respeitadíssimo Sir David Attenborough disse-o com todas as letras: “Não há maior legado que dar aos jovens as ferramentas que precisam para salvar o planeta”. Tudo leva a crer que os jovens ouviram o naturalista britânico que, no ano passado, voltou a lembrar o que é preciso lembrar no documentário “Uma vida no nosso planeta”. Greta Thunberg, a jovem sueca de 18 anos, será um dos maiores exemplos do ativismo ambiental ao ter colocado os temas climáticos no centro do debate mundial. E a sua voz chegou a Portugal.

As greves estudantis pelo clima aconteceram em várias escolas portuguesas com cartazes, com manifestações, com caminhadas, com muitos alertas. No ano passado, um grupo de jovens pediu ajuda a Marcelo Rebelo de Sousa para proteger a saúde humana e do planeta. Dezasseis jovens, que fazem parte do Generation Earth, pediram ao Presidente da República que as suas mensagens fossem transmitidas na Confederação das Nações Unidas pela Biodiversidade. O apelo foi feito num vídeo publicado no Instagram e nas redes sociais. Um filme que pedia compromisso e uma “ação decisiva para reverter a perda de natureza e biodiversidade”.

“É claro que não detemos o poder nem a influência necessária para conseguir a mudança de que precisamos. Pedimos então aos nossos governantes e, em particular, ao nosso Presidente, que nos deem ouvidos, que se comprometam a travar esta perda de natureza e que nos ajudem no caminho da recuperação”, diziam. E eram claros. Pediam a diminuição do desperdício alimentar, uma gestão estratégica das áreas protegidas, um plano agrícola harmonioso, o fim da poluição fluvial. E deixavam uma bela mensagem sobre um sonho que tinham. Ou seja, que “as vontades passadas, motivadas por uma geração presente, ecoem no futuro”.

Em setembro do ano passado, seis jovens, dos oito aos 21 anos, de Leiria e de Lisboa, processaram 33 países europeus, Portugal incluído, por causa da inação contra as alterações climáticas. O processo foi aceite pelo Tribunal dos Direitos Humanos e rejeitado algum tempo depois. Os jovens autores da ação judicial exigiam uma redução de 65% das emissões poluentes até 2030 e responsabilidades às nações industrializadas não preocupadas com o aquecimento global. Alemanha, Reino Unido e Rússia estavam na lista.

Estes jovens falavam de futuro, lembraram os efeitos e perigos das alterações climáticas como verdadeiras ameaças à vida, ao bem-estar físico e mental, a direitos que ficam em risco como o direito à vida, a um lar e à família. Os incêndios, o aumento do nível do mar, as temperaturas cada vez mais alteradas, o ar que se respira. Os jovens pediram um futuro e uma vida mais saudável, mas o processo que enviaram para Estrasburgo não teve seguimento.

Greta Thunberg é hoje uma ativista pelo clima, viaja pelo mundo, já discursou nas Nações Unidas. O que diz tem causado efeito em várias partes do mundo e os jovens mobilizam-se. Neste momento, “Bigger than us” é uma campanha de financiamento coletivo para um documentário que acompanha Melati Wijsen, ativista indonésia, que aos 12 anos lutava pela proibição dos sacos de plásticos na ilha de Bali. Melati anda por várias partes do planeta a conhecer jovens ativistas e o que andam a fazer em defesa do ambiente e de um mundo melhor. As suas viagens estão a ser documentadas em filme para que exemplos desconhecidos sejam divulgados e abanem consciências.
 

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