Menos 18 mil alunos em Portugal no último ano letivo do pré-escolar ao ensino secundário

O total do número de alunos em Portugal, do pré-escolar ao ensino secundário, no último ano letivo (2019/2020), reduziu cerca de 18 mil face ao ano anterior, revela o relatório anual Educação em Números, hoje divulgado.
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De acordo com os dados compilados pela Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC), em 2019/2020 havia menos 18 022 alunos do que em 2018/2019 - passando de 1 613 334 para 1 595 312 (-1,12%) - situação que o Ministério da Educação (ME), em comunicado, diz ser “reflexo da demografia”.

Por subsistemas de ensino, o pré-escolar foi o único que contrariou a tendência de descida do número de estudantes matriculados em Portugal, registando uma subida de 7389, para os 251 108.

“Este aumento é acompanhado de uma subida da taxa de escolarização, consequência do esforço de valorização da importância da Educação Pré-Escolar, reconhecida cada vez mais pelas famílias e da abertura de salas na rede pública”, frisa a nota do ME.

Entre 2017/2018 e 2018/2019, a educação pré-escolar em Portugal já tinha visto o número de alunos aumentar, então em cerca de 3500, depois de ter vindo sempre a cair nos sete anos anteriores, desde o ano letivo de 2010/2011.

O documento da DGEEC, que “todos os anos agrega os números relativos a alunos, docentes, estabelecimentos e recursos tecnológicos”, aponta, em 2019/2020, uma redução nos restantes quatro subsistemas de ensino, desde o primeiro ciclo do ensino básico até ao ensino secundário.

No primeiro ciclo, o número de alunos em Portugal caiu 7210 para os 386 583, no segundo ciclo de estudos (5.º e 6.º ano) recuou 3518 para os 215 389, e no terceiro ciclo (do 7.º ao 9.º ano) a redução foi a maior, situando-se nos 8637 alunos, para um total de 348 892 o ano passado.

Já o ensino secundário também teve uma redução do número de alunos em 6046, para os 393 340.

Os dados do continente (fora as regiões Autónomas dos Açores e da Madeira), estão em linha com os totais de Portugal, registando uma quebra total de cerca de 15 mil alunos, embora com uma subida de cerca de 7300 crianças que frequentam o pré-escolar.

Todos os restantes subsistemas do continente perderam alunos em 2019/2020, uma quebra menos expressiva, em números absolutos, no segundo ciclo, a exemplo da situação no total nacional.

Também no continente, no ensino público, o relatório A Educação em Números, de acordo com o ME, “continua a permitir verificar o aumento progressivo do número de docentes, que não acompanha a redução do número de alunos”, cifrado em cerca de 7000 professores nos últimos cinco anos.

Este aumento de docentes, sustenta o comunicado, é “fruto do investimento em medidas de apoio aos alunos, como as tutorias, a redução do número de alunos por turma ou o investimento em programas específicos”.

“Este investimento em recursos humanos leva a que se registe também uma diminuição progressiva do rácio alunos/professor (13 no 1.º ciclo; 9,2 no 2.º ciclo; e 8,2 no 3.º ciclo e secundário)”, acrescenta a nota do ME.

A tutela da Educação regista ainda “a melhoria global dos resultados na diminuição das taxas de retenção e desistência, com principal destaque para a queda de 4,5% no ensino secundário”.

“Esta melhoria tem sido consistente ao longo dos anos, sendo de destacar que, em apenas 15 anos, a taxa de retenção baixou de 30,6% para 8,4%. Acompanha esta melhoria dos resultados a diversificação da oferta formativa, tendo triplicado – no mesmo período – o número de alunos que frequenta o ensino profissional”, destaca.

Já nos recursos tecnológicos, o ano letivo de 2019/2020 “regista uma diminuição do número de alunos por computador com Internet”, tendência que será contrariada, segundo o ME, “por via da chegada às escolas” durante o atual ano letivo, “de cerca de meio milhão de equipamentos”
 

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