Retirar Internet do quarto pode ajudar a combater 'cyberbulling'

O coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança aconselhou hoje as famílias portuguesas a acompanharem as crianças e jovens na Internet e a não permitirem ter Internet no quarto como forma de luta 'cyberbullying' ou 'sextorsion'.
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“Ajudá-los a que o acesso à Internet seja acompanhado, não ter Internet nos quartos, privilegiar o acesso à Internet num ambiente familiar conjunto, como por exemplo na sala. No fundo fazer mais ou menos o que fazíamos no mundo real, em que os pais tentavam de alguma forma acompanhar os comportamentos e os desvios, mas de uma forma mais próxima possível”, disse o coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), Lino Santos.

Em entrevista à Lusa à margem do evento "C Days – Ciber Segurança 2021”, que decorre no Porto, Lino Santos sublinhou que o acompanhamento deve ser feito “quer nas crianças, quer nos mais velhos”, a quem se deve dar "uma atenção muito especial".

Outros dos conselhos que Lino Santos deixa às famílias é visitarem o portal “Segura Net” – operado pela Direção-Geral de Educação -, onde tem descrito um conjunto de conselhos para os diversos problemas associados ao fenómeno de uso de tecnologias, como o ‘cyberbullying’ (assédio moral que corresponde à manifestação de práticas hostis via tecnologias da informação).

“Temos um conjunto de materiais, quer para alunos, quer para pais relativos ao ‘cyberbullying’, relativos ao 'sextortion' (formas não físicas de coerção para extorquir favores sexuais da vítima)”, relativos à utilização segura de redes sociais, relativos a burlas a comércio eletrónico", enumerou.

Para o coordenador do CNCS, é necessário "tornar natural" ter comportamentos seguros no uso no ciberespaço.

"Naturalizar competências" é o mote do evento Ciber Segurança 2021, que decorre na Alfândega do Porto até dia 16 de junho.


 

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