Procuram-se jovens talentos com projetos científicos fora da caixa  

As inscrições para a 29.ª edição do Concurso Nacional para Jovens Cientistas estão abertas até 28 de junho. As áreas estão escolhidas, as regras definidas e os vencedores têm oportunidade de participar em iniciativas internacionais.  
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As ideias fervilham, partilham-se conhecimentos, colocam-se perspetivas em cima da mesa, desenham-se projetos, constroem-se abordagens, e avança-se se há vontade de inovar e pensar fora da caixa. O Concurso Nacional para Jovens Cientistas, organizado pela Fundação da Juventude, em colaboração com a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, está em marcha pela 29.ª vez para estimular e divulgar projetos científicos inovadores nas escolas. As inscrições estão abertas até 28 de junho.  

Todos os jovens, com idades entre os 15 e os 20 anos, que frequentam o Ensino Básico e Secundário ou o 1.º ano do Ensino Superior, em Portugal, interessados em desenvolver projetos de investigação em ambiente escolar, podem participar neste concurso nacional. Promover ideais de cooperação e intercâmbio, entre jovens cientistas e investigadores, incentivar o empreendedorismo qualificado e favorecer o aproveitamento económico do conhecimento científico e tecnológico são os principais objetivos da iniciativa. Os projetos premiados poderão participar em eventos europeus e mundiais.

Biologia, Ciências da Terra, Ciências do Ambiente, Ciências Médicas, Ciências Sociais, Economia, Engenharias, Física, Informática/Ciências da Computação, Matemática, Química e Bioeconomia são as áreas de estudo definidas pelo concurso que volta a estimular o aparecimento de jovens talentos na ciência, tecnologia, investigação, inovação e empreendedorismo. Procuram-se, portanto, projetos científicos inovadores nas escolas portuguesas. 

Há normas para participar. Os projetos devem basear-se no uso de materiais biológicos renováveis provenientes de plantas, animais ou microrganismos, para aplicação nos domínios da segurança alimentar, nutrição e saúde, e produção de materiais não alimentares inovadores. Não são admitidos trabalhos que envolvam substâncias radioativas, materiais tóxicos e cancerígenos ou experiências que impliquem o sofrimento físico ou psicológico de animais vivos ou a sua morte. 

Trabalhos de continuidade de anos anteriores também têm espaço no concurso. Nestes casos, na introdução, é obrigatório descrever, de forma clara e objetiva, qual o projeto realizado em anos anteriores, quais os novos objetivos, bem como metodologias e contribuições. 

Cada equipa pode ter um a três participantes, uma escola associada e um professor coordenador, que terá a possibilidade de participar numa ação de formação de curta duração acreditada para progressão na carreira. Cada escola poderá submeter um máximo de 10 trabalhos e os projetos são submetidos através de um formulário online

Os passos estão definidos. É necessário apresentar um sumário de uma página A4 com os aspetos mais relevantes do projeto: palavras-chave, objetivos, metodologia, observações e conclusões. É preciso apresentar um relatório escrito com um máximo de 10 páginas A4, em ficheiro pdf, seguindo o modelo de um artigo científico e tendo em conta aspetos básicos da investigação científica como, por exemplo, colocar e testar uma hipótese, não retirar conclusões que não podem ser inferidas e não apresentar conhecimentos adquiridos na literatura como se fossem descobertas originais. Nos anexos, deve constar o link de um vídeo de apresentação do projeto com o máximo de cinco minutos. 

Os candidatos têm ainda de redigir uma descrição simples e clara do trabalho, com 10 linhas no máximo, para incluir na divulgação oficial da 15.ª Mostra Nacional de Ciência. Uma iniciativa que promove a visibilidade dos jovens cientistas junto da comunidade científica, a nível nacional e internacional, e que terá lugar em setembro, em formato virtual ou hibrido de acordo com a evolução da pandemia. 

Há cinco prémios principais para atribuir, do 1.º ao 5.º classificado, que variam entre os 400 e os 1 250 euros. O professor coordenador do projeto vencedor do 1.º prémio é premiado com 400 euros. A estrutura e apresentação, o conteúdo científico, a qualidade da experimentação, a originalidade e a criatividade são os principais pontos de análise do júri que será nomeado pela Ciência Viva. Um júri que integrará professores e investigadores de reconhecido mérito das diferentes áreas científicas envolvidas, além de representantes da Fundação da Juventude, da Ciência Viva, da Agência Portuguesa do Ambiente e da Direção-Geral da Educação. 

[Informações em www.fjuventude.pt.]

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