Movimento da Escola Moderna reúne-se em Beja

Nasceu antes do 25 de abril com o objetivo de construir uma escola democrática e assim continua ainda hoje, experimentando e cooperando. O Movimento da Escola Moderna reúne-se a partir de hoje em Beja para o 24.º congresso.
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Inicia-se, hoje, em Beja, o 24.º congresso do Movimento da Escola Moderna (MEM). Como tem sido habitual em anos anteriores, além das conferências com especialistas em educação, os participantes no encontro, destinado aos professores de todos os graus de ensino, também têm acesso a sessões de relatos e práticas, de acordo com a filosofia de cooperação que caracteriza o movimento.

O Movimento da Escola Moderna surgiu há 35 anos, com um grupo de professores que se reunia para discutir práticas pedagógicas. Passadas mais de três décadas, o Movimento estendeu-se a uma elite de docentes universitários, mas também a professores de todos os níveis de ensino, que continuam a acreditar numa escola democrática.

Segundo Rui Trindade, docente na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto e membro do Movimento, "um dos princípios fundamentais é o da escola inclusiva". Ou seja, "uma escola democrática, para todos, em que se dá protagonismo ao aluno", declarou ao EDUCARE.PT. São mais de mil os professores associados ao Movimento da Escola Moderna, embora não se possa indicar com rigor uma só escola no país que seja o exemplo acabado dos princípios do Movimento - com forte implantação no Sul do país - à exceção da Escola da Ponte, em Vila das Aves, cujo diretor, José Pacheco, se tem dedicado ao MEM.

No início da sua formação, o Movimento foi bastante influenciado pelo pedagogo Freinet, que se dedicou, sobretudo, a estudar o 1.º ciclo. Em consequência, o MEM tem investigado muito as práticas educativas das crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo, embora a sua atividades se estenda a outros níveis de ensino. Tal como irá acontecer de hoje a Sábado, no congresso que irá decorrer no Instituto Politécnico de Beja, nas ações de formação organizadas pelo Movimento, os professores são estimulados a partilhar experiências e a cooperar para chegar a vias alternativas às existentes.

Ao longo dos anos, o Movimento tem desenvolvido alguma investigação ao nível da Língua e da Matemática, defendendo que a escrita tem que ser comunicação e não um instrumento artificial de aprendizagem. Os professores do MEM também exploram o uso das novas tecnologias de informação como ferramenta transversal a todas as áreas de saber, manifestando contudo algo críticos em relação à expulsão da sala de aula e a algumas componentes do modelo curricular, como é o caso do modo como o Estudo Acompanhado está a ser aplicado. No entanto, salienta Rui Trindade, "o Movimento tem tentado dar um contributo interessante em todos estes níveis, porque a reflexão não impede a ação".

Até sábado, grande parte do tempo dos congressistas vai ser passado em relatos de práticas, intercalados por conferências, a cargo de Maria Eugénia Branco, da Universidade do Minho, Américo Peças, da Universidade de Évora, e Sérgio Niza, do ISPA.

Mais informações sobre o Movimento da Escola Moderna:

Rua do Açúcar, 22 B

1900-605 Lisboa

Telefone: 218680359

Fax: 218620024

Correio eletrónico: mem@mail.telepac.pt

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