COVID-19: Proibição de ensino à distância “revela falhanço” de preparação

A Juventude Social-Democrata defendeu hoje que a interrupção das atividades letivas, sem ensino à distância, revela “o falhanço na preparação” do ano letivo pelo Governo, exigindo condições para que os alunos possam aprender à distância.
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Numa nota enviada à comunicação social, os membros da Comissão Política Nacional da JSD acusam o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, de “descalabro total na educação”. “Depois dos ziguezagues do primeiro-ministro em torno do fecho ou da abertura das escolas, sendo capaz de dizer tudo e o seu contrário no espaço de três dias, para a JSD, a decisão tomada ontem de suspensão das atividades letivas presenciais proibindo o ensino à distância revela o falhanço na preparação deste ano letivo por parte do Governo, causando um descalabro total na Educação”, pode ler-se na nota. Lembrando a promessa de Costa de computadores e acesso à internet para todos os estudantes que necessitassem no início do ano letivo, o presidente da JSD, Alexandre Poço, citado na nota, aponta que “o Governo falhou na entrega dos computadores e falhou na preparação do ensino à distância, que todos sabíamos que podia ser uma realidade se a pandemia se agravasse. Em 10 meses, pouco ou nada foi feito para garantir que não tínhamos este desfecho”. “À boa moda socialista, para esconder a mediocridade e o descalabro na preparação deste ano letivo 2020/21, a solução encontrada passa por proibir qualquer tipo de ensino à distância, ignorando a existência de escolas preparadas para garantir a continuidade das atividades letivas à distância”, critica ainda o também deputado à Assembleia da República do PSD.

Assim, a JSD exige ao governo que “acelere a entrega de computadores”, que “permita o ensino à distância, apoiando e ajudando as escolas que têm menos condições” ao invés de “proibir e perseguir as escolas que já têm condições para o disponibilizar”, que “ajuste o calendário escolar para minimizar impactos negativos na aprendizagem” e apoie famílias e encarregados de educação. Também o líder do PSD, Rui Rio, acusou hoje o Governo de totalitarismo marxista por proibir as aulas digitais no ensino privado, o que “nada tem a ver com a defesa do interesse público” para conter a epidemia de COVID-19.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, afirmou hoje que o ensino presencial é prioritário e que é preciso evitar “uma sobrevalorização do ensino à distância” após a pandemia da COVID-19.

“Por muito que tenhamos de preparar o ensino à distância, temos necessariamente que ter como prioridade o ensino presencial, porque podemos começar a ter uma mensagem que corresponde a uma sobrevalorização do ensino à distância até para os tempos pós-pandemia”, declarou numa conferência de imprensa após um encontro informal por videoconferência dos ministros da Educação da União Europeia.

Todas as escolas de todos os níveis de ensino estão encerradas a partir de hoje e durante duas semanas, uma medida anunciada na quinta-feira pelo Governo para conter a pandemia de COVID-19.

O ministro da Educação anunciou na quinta-feira que a interrupção letiva de 15 dias, decidida na quinta-feira, em Conselho de Ministros, será aplicada também no ensino particular e será compensada no Carnaval, na Páscoa e durante o verão.

Portugal registou hoje 234 mortes relacionadas com a COVID-19, o maior número de óbitos em 24 horas desde o início da pandemia, e 13 987 casos de infeção com o novo coronavirus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da crise pandémica, morreram 9920 pessoas dos 609 136 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.




 

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