COVID-19: Diretores dizem que PM não tinha alternativa ao encerramento das escolas

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) concordou hoje com o encerramento dos estabelecimentos de ensino, considerando que não havia outra alternativa que não fosse a de basear a decisão na ciência.
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Filinto Lima, presidente da ANDAEP, considerou a decisão, anunciada hoje pelo Governo, de fechar as escolas durante 15 dias a partir de sexta-feira devido ao agravamento da pandemia de COVID-19, "positiva, porque sentiu-se nestes últimos dias uma convergência quase total dos peritos de saúde" que apontava para esta necessidade.

Os diretores escolares ficaram agradados com a decisão do Governo baseada "na ciência e não na política", acrescentou Filinto Lima.

Ainda assim, o presidente da ANDAEP alertou que esta medida poderá "envolver uma reorganização do calendário escolar" por não ser uma pausa letiva habitual, situação que António Costa acautelou ao garantir que os 15 dias serão compensados noutro período de férias. "A tutela terá de estar atenta às consequências desta medida excecional e temporária, mas a pergunta é esta e ainda não há resposta, por quanto tempo?", questionou o presidente da ANDAEP, que considera o período para já definido não prejudicial para as aprendizagens e avaliações escolares.

O presidente da ANDAEP considera que ainda é cedo para falar sobre as consequências negativas do encerramento das escolas a longo prazo, porque não há certeza quanto ao tempo necessário da medida.

"Ao fim destes 15 dias terá de haver uma reavaliação da situação antes de qualquer nova decisão", concluiu. A pandemia de COVID-19 provocou, pelo menos, 2 075 698 mortos resultantes de mais de 96,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9686 pessoas dos 595 149 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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