COVID-19: Computadores para todos os alunos por si só não justifica ensino total à distância

O primeiro-ministro considerou hoje que a aquisição de computadores para estudantes não é suficiente para justificar o encerramento das escolas, porque o ensino à distância, “por melhor que seja”, não substitui “a qualidade” do ensino presencial.
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António Costa respondia ao porta-voz do PAN, André Silva, durante o primeiro debate sobre política geral do ano, na Assembleia da República, que questionou o primeiro-ministro sobre se “o facto de o 3.º ciclo não estar à distância” estará relacionado “com a prometida transição digital que ainda não ocorreu”.

“O que justifica o não encerramento das escolas é aquilo que todos aprendemos, sobre o qual hoje nenhum de nós pode ter dúvidas. Não há ensino à distância, por melhor que ele seja, que assegure a qualidade do ensino presencial”, respondeu o chefe do Governo.

António Costa recordou também que o “processo de aquisição de material informático demorou mais tempo do que aquilo” que estava previsto.

“Só temos 100.000 computadores distribuídos, o que assegura o cumprimento de todos os escalões A e B, temos, neste momento, mais 350.000 já contratados e temos de abrir o concurso para os restantes”, completou.

O dirigente do PAN sublinhou que o “grupo etário dos 13 aos 17 anos é aquele em que mais tem havido um aumento da incidência de infeção nas últimas duas semanas”, considerando que estes dados justificam o encerramento dos estabelecimentos de ensino e o regresso às aulas 'online'.

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