COVID-19: Ministro da Educação apela no parlamento a consenso para manter escolas abertas

O ministro da Educação apelou hoje no parlamento a um “amplo consenso” na defesa de manter as escolas abertas, alertando que o seu encerramento irá prejudicar “irremediável e precipitadamente” o percurso de aprendizagem dos alunos mais frágeis.
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O agravamento da situação epidemiológica no país levou o Governo a anunciar um novo confinamento semelhante ao ocorrido em março e abril, mas mantém-se a incógnita quanto às medidas a aplicar às escolas.

Na audição parlamentar que está a decorrer na Comissão de Educação, Tiago Brandão Rodrigues voltou a defender que as escolas devem permanecer abertas e pediu um consenso semelhante ao que tem acontecido desde março no momento de implementar medidas para tentar conter a pandemia.

“Não é cedo para, mais uma vez, convocar esse mesmíssimo e amplo consenso para invocar que o custo do fecho das escolas, pelo menos nesta fase e com os dados que temos, é bem superior ao risco (…) de as encerrarmos e, com isso, prejudicarmos irremediável e precipitadamente o percurso de aprendizagem daqueles que mais devemos cuidar e que nunca podemos deixar para trás: os nossos alunos mais frágeis”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues.

O ministro lembrou que no primeiro período de aulas, os estabelecimentos de ensino mostraram ser “espaços de segurança face à pandemia”.

Tiago Brandão Rodrigues disse que a “escola não acaba com o toque de saída” e enumerou algumas das medidas implementadas pelo executivo, como o regresso do programa #Estudo em Casa ou o reforço de assistentes operacionais e docentes.

Uma visão que não foi partilhada pelos deputados dos restantes partidos políticos, que lembraram que existem escolas onde ainda faltam professores ou de ainda não estarem nas escolas os três mil funcionários prometidos.

A falta de condições nas escolas e as notícias de alunos que passam frio durante as aulas também foram abordadas na audição.

A deputada do CDS-PP, Ana Rita Bessa, referiu também que ficou por cumprir a promessa feita no passado ano letivo pelo primeiro-ministro de que este ano todos os alunos teriam um computador: “Azar dos azares” o agravamento da situação pandémica veio revelar que “não há computadores para entregar a todos”, disse.

O ministro anunciou hoje que foram comprados mais 335 mil computadores que serão em breve entregues nas escolas, os quais se juntam aos 100 mil que foram distribuídos pelos alunos no anterior período.

“Temos muito trabalho para fazer nas nossas escolas”, reconheceu Tiago Brandão Rodrigues, lembrando que está a ser levado um projeto para garantir um “acesso seguro e de qualidade à internet”.

Além dos equipamentos distribuídos pelos alunos, o programa prevê a “instalação pela primeira vez nas escolas de laboratórios de educação digital com equipamentos especializados para projetos, testes, impressoras de 3D, dotando também as escolas de equipamentos complementares aos computadores individuais, designadamente projetores interativos e recursos de conteúdos digitais”, explicou o ministro.

Sobre o plano de capacitação digital dos professores, o ministro lembrou que há “15 milhões de euros para capacitar digitalmente os docentes”.

A audição regimental de hoje é a primeira do ano de 2021, em que a maioria dos deputados acompanhou a reunião à distância devido à pandemia.

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