Testagem nas escolas seria "bem-vinda" mas a decisão é da Saúde

O ministro da Educação admitiu hoje que seriam “bem-vindas” às escolas formas de rastreio e despistagem de COVID-19, mas referiu que a realização de testes são decisões da área da saúde.
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“A senhora deputada pergunta-me se eu e a minha equipa, o Ministério da Educação e os diretores veríamos com bons olhos todo e qualquer método para mitigar a propagação em ambiente escolar e eu posso dizer-lhe que sim”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues, no parlamento, em resposta à deputada do Bloco de Esquerda, Joana Mortágua.

O ministro está a ser ouvido esta tarde na Comissão de Educação, onde os deputados do PSD e Bloco de Esquerda o questionaram sobre algumas das medidas que têm sido pedidas por diretores escolares e sindicatos de professores.

A realização de testes rápidos é uma das exigências dos docentes, que acreditam que poderia controlar a propagação do vírus e aumentar a confiança nas escolas: “Se esses testes existirem e puderem ser canalizados, obviamente serão bem-vindos e nós queremos recebe-los”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues.

No entanto, o ministro lembrou que esta matéria “não é o ‘core business’” da educação e por isso têm “recorrido às autoridades de saúde e tem corrido bem”.

A deputada do PSD Carla Madureira questionou também o ministro sobre a hipótese de os profissionais escolares passarem a integrar os grupos prioritários de vacinação, tal como também vem sendo pedido por sindicados e diretores escolares.

“Todos os rastreios que as autoridades de saúde entendam ser positivos são saudados e bem-vindos pelo Ministério da Educação, como é óbvio. O mesmo disse sobre a vacinação. Mas não sou eu que me vou interpor no meio das prioridades que um conjunto de peritos e a DGS definiu como prioridades, como a taxa etária ou serem profissionais de saúde”, respondeu o ministro.

Sobre os profissionais das escolas não integrarem neste momento os grupos prioritários de vacinação, o ministro lembrou ainda que existe um “número limitado de vacinas contra a COVID-19”.

A deputada Carla Madureira questionou também sobre a plataforma criada pelo ministério para registar os casos detetados de infeção por COVID em ambiente escolar, acusando o ministério de esconder os números e parecer servir apenas para “aumentar a burocracia” de quem trabalha nas escolas.

Também a deputada do Bloco de Esquerda quis saber quais as medidas previstas para reforçar “a clareza do número de focos e casos nas escolas”.

Tiago Brandão Rodrigues garantiu que o ministério “não esconde nada às escolas nem às comunidades educativas”, lembrando os dados divulgados com regularidade pela Direção-Geral da Saúde.

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