Diplomas aumentam na UE, mas persistem assimetrias regionais

Em 2019, 40,3% dos jovens europeus entre os 30 e os 34 anos tinham um grau académico; entre os portugueses contam-se 36,2%. A conquista europeia “esconde”, no entanto, assimetrias regionais, a portuguesa também, alerta a Comissão Europeia.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir

Há cada vez mais alunos a entrar nas universidades e politécnicos e mais jovens licenciados, em Portugal. Em 2019, a taxa de conclusão do ensino superior atingiu os 36,2% na faixa etária dos 30 aos 34 anos. Valor acima dos 33,5% registados em 2018 e dos 21,3% de 2009, mas ainda abaixo da taxa de referência nacional de 40% e da média dos 27 países da União Europeia (UE-27) de 40,3%.

Apesar da média nacional, persistem diferenças entre regiões, aponta o sumário dedicado a Portugal do “Monitor da Educação e da Formação 2020”. De acordo com o relatório da Comissão Europeia essas assimetrias fazem a percentagem de diplomados variar entre os 29,3% e os 40,3%. O cenário não é exclusivamente português.

Atualmente, 40,3% dos jovens europeus entre os 30 e os 34 anos têm formação superior. A percentagem indica que os países da União Europeia alcançaram a meta estratégica definida em 2009 para 2020. Ou seja: conseguirem aumentar a percentagem de população com grau académico, alcançando os 40% na referida faixa etária.

Ora, entre os países com as mais baixas percentagens de diplomados do ensino superior, apenas a Roménia e a Itália não alcançam os 30%. Em 2019, 12 países da União Europeia tinham entre 40% a 50% de licenciados entre os 30 e os 34 anos. Holanda, Suécia, Irlanda, Luxemburgo, Lituânia e Chipre totalizavam mais de 50% de jovens com formação superior nesta faixa etária.

O “Monitor da Educação e da Formação 2020” refere, no entanto, que “esta conquista generalizada esconde diferenças substanciais entre países e entre regiões do mesmo país”, apontando razões históricas, estruturais e de acessibilidade na base das assimetrias.

Urbano vs rural
A análise da variação do número de licenciados tendo em conta o grau de urbanização das regiões, feita pela Comissão Europeia, revela um “fosso claro” em matéria de qualificações entre cidades, vilas e zonas rurais em todos os Estados-membros. “Enquanto o mercado laboral das cidades atrai maior número de licenciados em qualquer um dos países da União Europeia, as assimetrias quanto ao número de licenciados nas zonas urbanas e rurais têm contornos marcadamente específicos em cada país”, lê-se no relatório.

Em média, na União Europeia a diferença na percentagem de licenciados nas zonas rurais e urbanas é superior a 20 pontos percentuais. A divisão rural-urbano é superior a 30 pontos percentuais em oito Estados-membros: Luxemburgo, Roménia, Eslováquia, Bulgária, Hungria, Dinamarca, Lituânia e Polónia. Apenas em dois países (Bélgica e Eslovénia) é inferior a 15 pontos percentuais. “Infelizmente o fosso está a crescer, na maioria dos países, a taxa de graduados do ensino superior está a aumentar rapidamente mais nas cidades que nas zonas rurais”, constatam os autores do estudo. Em 2009, nenhum país apresentava uma divisão rural-urbano acima dos 30 pontos percentuais e a maior diferença era apenas de 19 pontos percentuais.

 

    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
Comentários
Inicie sessão ou registe-se gratuitamente para assinar os comentários
  • submeter
  • cancelar
  • visualizar
Não existem comentários. Dê-nos a sua opinião!
 
Para salvaguardar o bom funcionamento deste espaço, todos os comentários são sujeitos a um processo de filtragem e validação editorial, pelo que só serão aceites participações sem linguagem obscena, difamatória, ameaçadora ou caluniosa.

O EDUCARE.PT reserva-se o direito de não validar todos os comentários que não se enquadrem nestes pressupostos e que não se relacionem, única e exclusivamente, com a atualidade educativa.
Recordamos ainda que todas as mensagens são da exclusiva responsabilidade dos participantes, nomeadamente, no que respeita à veracidade dos dados e das informações transmitidas.