Governo já investiu 69 ME nos Laboratórios Colaborativos, maioria para contratações

O Governo já investiu 69 milhões de euros nos Laboratórios Colaborativos (CoLAB) portugueses e a maioria deste valor serviu para a contratação de técnicos qualificados, segundo um relatório hoje divulgado, que estima mais de 550 empregos criados até 2022.
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São 26 os CoLAB portugueses pelos quais o executivo distribuiu um investimento total de 69 milhões, um valor que serve para financiar os primeiros três anos de consolidação dos laboratórios, sobretudo através da contratação de profissionais.

Do total, 57,5 milhões de euros correspondem a financiamento para a contratação de recursos humanos altamente qualificados, e os restantes 11,48 milhões são assegurados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) para custos gerais.

Estes números foram divulgados hoje no 1.º relatório de acompanhamento dos CoLAB da Agência Nacional de Inovação (ANI), que estima que em cinco anos o investimento público ultrapasse os 96 milhões de euros, e que até 2022 estes laboratórios permitam criar 553 empregos qualificados.

Atualmente, os 26 laboratórios portugueses, distribuídos por todo o país e com ação em diversas áreas, já empregaram mais de 341 técnicos e a maioria já cumpriu, ou está próxima de cumprir, o plano de contratações.

De acordo com o relatório, em 31 de agosto, 15 deles apresentavam uma execução desse plano acima dos 70%, sete dos quais tendo-o já cumprido na totalidade.

“O estado de evolução dos CoLAB refletem dois aspetos de grande importância. Por um lado, verifica-se que os CoLAB que assentam o seu modelo de consolidação e desenvolvimento em torno do apoio e forte compromisso dos seus associados (normalmente, os empresariais) apresentam, em geral, um melhor desempenho face aos restantes”, lê-se no documento.

Por outro lado, acrescenta o relatório, demonstra também a complexidade da captação de talento e as dificuldades sentidas em algumas áreas, como o digital e sistemas de informação.

Além da taxa de execução das contratações, a análise do estado de implementação das atividades dos laboratórios assenta também noutros dois indicadores: a tipologia das entidades envolvidas e a participação em propostas para a obtenção de financiamento.

Em relação às entidades envolvidas na orgânica dos CoLAB, verifica-se uma predominância das empresas nos corpos associativos, sendo que 35% dos associados são pequenas e médias empresas e 16% são grandes empresas.

O relatório destaca ainda, entre as 200 entidades parceiras, uma forte presença das entidades de investigação e inovação, que representam cerca de 40% dos associados. Por sua vez, através da participação em propostas que visam a obtenção de financiamento de cariz competitivo, os 26 laboratórios já atraíram 158,7 milhões de euros, sobretudo para atividades consideradas relevantes para o desenvolvimento de estratégias regionais, nacionais e europeias de investigação e inovação.

É o resultado de 27 candidaturas já aprovadas, num total de 166 candidaturas em que os CoLAB integram propostas que apresentam um investimento solicitado de cerca de 413 milhões de euros.

Os Laboratórios Colaborativos, uma medida que pretende acelerar a transferência de tecnologia e conhecimento para as empresas, resultam da colaboração entre diferentes entidades, desde instituições de ensino superior e unidades de investigação a empresas e outras entidades.

“Os Laboratórios Colaborativos devem consolidar e promover a capacidade e o potencial que as comunidades científicas, académicas e empresariais apresentam para fazer face à oportunidade de relacionar o conhecimento com o bem-estar e o desenvolvimento social e económico em Portugal”, escreve o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior numa introdução do relatório.

Para Manuel Heitor, estes laboratórios representam uma oportunidade para estas entidades se juntarem na “construção de projetos de relevância internacional, com impacto efetivo na sociedade, estimulando a criação de emprego qualificado em Portugal”.

Os 26 CoLAB, reconhecidos pela FCT, incidem sobre oito grandes áreas: saúde; serviços sociais; materiais, economia circular e sustentabilidade urbana; agroalimentar; energia e sustentabilidade; biodiversidade e florestas; digital e sistemas de informação, clima, espaço e oceanos.

As conclusões do relatório estão hoje a ser discutidas no 1.º Encontro Anual de Laboratórios Colaborativos, em que Manuel Heitor pretende fazer o balanço da medida de apoio à criação dos CoLAB desde 2016.

O encontro decorre entre hoje e sábado no Porto e o ministro, que em quarentena por estar infetado com o novo coronavírus, vai participar por videoconferência.

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