Planear o ano letivo com e sem as associações de pais

Resultado de inquérito revela que 54% das estruturas, que juntam encarregados de educação, não estiveram envolvidas na organização da nova etapa escolar. O estudo foi promovido pela Confederação Nacional das Associações de Pais.
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Os alunos regressaram às escolas e a preparação deste ano letivo atípico e exigente, preenchido com novos procedimentos e muitos cuidados, exigia envolvimento e cooperação. A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) apelou à participação na discussão e planeamento desta etapa e avançou com um inquérito para apalpar o pulso à situação.

“É necessário que haja uma informação precisa e coerente que seja comunicada de forma clara e sem equívocos. Caso contrário, dificilmente se conquista a confiança tão necessária neste tempo difícil”, sustenta a CONFAP, que lançou perguntas para perceber se o envolvimento do movimento associativo parental foi ou não efetivo e qual a perceção relativamente ao planeamento nas escolas, nos agrupamentos, nos concelhos.

Ao todo, 54% associações de pais não foram envolvidas, pela escola, na discussão do plano ou organização do ano letivo, enquanto 46% participaram nesse processo. A preocupação da CONFAP confirma-se, ou seja, a maioria das associações de pais, que responderam ao inquérito, não esteve envolvida na discussão do ano letivo. O que não deveria acontecer até porque, refere a confederação, percebe-se “que é a autonomia de cada escola, e da sua direção, que fazem a diferença clara para um melhor funcionamento do processo”.

Das associações não envolvidas, 58% garantem ter sido informadas, pela direção da escola, da organização preparada e qual o papel dos pais para o bom funcionamento do ano letivo – 42% responderam que isso não tinha acontecido. “Sabendo que a maioria das associações de pais não foram envolvidas no necessário planeamento do ano letivo que se inicia, mais importante se torna perceber o que a escola pretende dos pais, e das associações de pais como seus representantes legítimos ‘na Escola’, para que, numa altura em que a vontade e o querer terão prevalecer, tudo possa correr pelo melhor”, refere a CONFAP.

“Com uma comunicação clara, que proporcione a correta perceção da informação, coerente e explícita, as pessoas serão envolvidas e sentirão a responsabilidade que lhes cabe para que tudo aconteça o melhor possível”.

Tem conhecimento se a autarquia tem tido alguma posição ativa neste processo de planeamento do ano letivo? Ao todo, 54% das associações de pais responderam que sim, 46% que não. Segundo a CONFAP, nota-se uma ligeira maioria e, embora a maioria das associações de pais não tenha sido envolvida no planeamento do ano letivo, as estruturas parecem estar ao corrente do que foi preparado e qual o papel que os pais têm neste processo. “Ainda assim, preocupa-nos o número significativo de associações de pais, que sendo um elemento fundamental na escola, não têm conhecimento do que se pretende com o início deste novo ano letivo”, adianta.

O envolvimento é fundamental no atual cenário, com circunstâncias excecionais. “As escolas com as associações parentais e com as autarquias devem constituir uma verdadeira parceria e assumir a responsabilidade de encontrar as melhores respostas e as mais adequadas para cada comunidade. A saúde física, a saúde emocional e psicológica, a saúde social e a saúde económica, das pessoas, das famílias e das organizações devem estar na prioridade das suas preocupações”. “A confiança exige compromisso e conquista-se pelo respeito mútuo. Impõe-se humildade, transparência e diálogo e evitar o alarmismo e o pânico que só prejudicariam ainda mais uma situação já de si complicada”, defende.

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