#EstudoEmCasa continua e chega ao Secundário

As novas aulas arrancam a 19 de outubro e passam a abranger todos os alunos da escolaridade obrigatória. Conteúdos do 1.º e 2.º anos do 1.º Ciclo são separados. Emissões televisivas na RTP para o Ensino Básico e online para o Secundário.
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O programa complementar ao ensino à distância, que nasceu por causa da pandemia no 3.º período do ano letivo passado quando as escolas estavam encerradas, transmitido pela RTP Memória, terá continuidade. #EstudoEmCasa regressa noutros moldes a partir de 19 de outubro. Antes disso, no primeiro mês do ano letivo, desde 14 de setembro, os alunos podem voltar a assistir a aulas transmitidas durante esse último período, como forma de acompanhar o trabalho de consolidação e recuperação de aprendizagens que será feito nas primeiras cinco semanas desta nova etapa escolar.

Há várias novidades. As emissões do #EstudoEmCasa passam a estar disponíveis online para o Ensino Secundário que é abrangido por este programa complementar de ensino com aulas que, para já, serão colocadas na plataforma online da RTP Play. As emissões para os alunos do Ensino Básico continuam a ser transmitidos na televisão, no canal do costume, na RTP Memória. Essas aulas continuarão na RTP África e serão alargadas à RTP Internacional com conteúdos emitidos em blocos compactos.

Todos os anos da escolaridade obrigatória estão assim abrangidos. Os conteúdos do 1.º e 2.º anos do 1.º Ciclo deixam de estar juntos, como tinha acontecido, e são separados. “As crianças do 1.º ano têm outro tipo de vicissitudes e necessidades”, referiu, a propósito, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Cada aula corresponde a um tema para facilitar a identificação dos conteúdos e cada um dos blocos pedagógicos pode ser trabalhado individual ou sequencialmente. São matérias complementares ao que os alunos aprendem na escola, material para os professores usarem em qualquer ocasião, neste e nos próximos anos.

Haverá também um novo bloco de conteúdos não-curriculares, dedicado à organização do trabalho autónomo dos alunos, que a tutela considera um apoio importante. Segundo o ministro da Educação, as aulas noutras plataformas fazem parte de uma solução “que segue o curso do ensino-aprendizagem”, que podem ser utilizadas em regime misto ou à distância, não se tratando de uma solução de recurso. Seja como for, o modelo presencial de ensino deve ser, sempre que possível, a regra.

As novas aulas estão a ser gravadas nos estúdios da RTP. O #EstudoEmCasa foi para o ar, pela primeira vez, a 20 de abril deste ano, numa altura em que os estabelecimentos de ensino estavam encerrados e os alunos e professores em casa com aulas online devido à Covid-19. O objetivo dessas emissões televisivas foi explicado como um recurso complementar e para ajudar a minimizar as dificuldades de vários estudantes no acesso ao ensino à distância.

O Governo decidiu pela continuidade do projeto. “Aquilo que é criado numa situação de emergência, mas tem méritos permanentes, merece ser continuado e merece ser tornado uma parte constante da oferta da RTP”, referiu o presidente da RTP, Gonçalo Reis, ao lado do ministro da Educação, no dia do anúncio do regresso do #EstudoEmCasa. “É importante que cada vez mais se produza um conjunto de recursos educativos, que possam passar na televisão, que possam ser multiplataforma, e o que estamos aqui a fazer é isso mesmo, que o #EstudoEmCasa perdure no tempo”, realçou Tiago Brandão Rodrigues nessa ocasião.


 

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