Encarregados de educação apreensivos em caso de confinamento

Inquérito revela grande preocupação se o ensino voltar a ser exclusivamente online e 73% dos inquiridos referem que é necessário um maior acompanhamento por parte dos professores e tutorias de apoio às famílias.
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A dificuldade em acompanhar a aprendizagem dos alunos em casa, se houver um novo confinamento, é a principal preocupação dos encarregados de educação. Ao todo, 62% referem essa preocupação com especial incidência entre os que tem a seu cargo estudantes que frequentam o 1.º Ciclo do Ensino Básico. É o que revela o inquérito Observador Cetelem “Regresso às Aulas 2020” realizado a uma amostra de 503 pessoas com estudantes a seu cargo, residentes em Portugal Continental. Há mais dados que demonstram apreensão na eventualidade de ser necessário voltar a ficar em casa.

O regresso ao ensino não presencial, por causa da pandemia, é, neste momento, um dos maiores motivos de apreensão por parte dos encarregados de educação. Nas respostas, recolhidas telefonicamente entre os dias 20 e 30 de julho deste ano, mais de metade da amostra pede atenção à classe docente, ou seja, 73% consideram que voltará a ser necessário mais acompanhamento dos professores e tutorias para ajudar as famílias.

Um em cada cinco encarregados de educação gastou, em média, 245 euros em ferramentas digitais de apoio ao estudo em casa durante o confinamento, nomeadamente em acessos pagos a plataformas de ensino, aplicações, compra de computadores. Os alunos do Ensino Superior investiram mais, isto é, uma média de 349 euros.

Sessenta por cento dos inquiridos pedem apoios para a aquisição de equipamentos para o ensino não presencial, caso as escolas sejam novamente obrigadas a encerrar devido à situação pandémica. Além disso, 26% pedem a manutenção do regime de teletrabalho, com maior expressão, de 36%, entre os que têm a seu cargo alunos no pré-escolar.

Quanto aos recursos de apoio ao ensino em casa, 62% dos inquiridos, neste inquérito realizado pela empresa de estudos de mercados Nielsen, adiantam que os estudantes a seu cargo recorreram às plataformas de apoio que as escolas disponibilizaram, 29% utilizaram as plataformas para trabalhos em grupo, e 24% as plataformas das editoras.

No cenário de um novo confinamento, 11% dos encarregados de educação mostram-se preocupados com a falta de interação entre os colegas da escola, 9% com um possível impacto nos seus trabalhos e 6% com consequências psicológicas na família.

Apesar do contexto, do encerramento das escolas, das circunstâncias impostas pela pandemia ao setor educativo, 52% dos encarregados de educação referem que o decurso do ano letivo anterior correu bem, 37% dizem que não correu nem bem nem mal, 10% respondem que correu mal. Os que responderam mais positivamente a esta questão têm alunos no pré-escolar, Secundário e Ensino Superior. Os mais descontentes são os que têm a seu cargo estudantes nos vários anos e níveis do Ensino Básico.

A maioria (68%) dos inquiridos neste estudo tem apenas um estudante a seu cargo, enquanto 28% têm dois e 4% têm três ou mais. Oitenta e nove por cento frequentam o ensino público e a grande maioria, 75%, tem a seu cargo estudantes do Ensino Básico (38% no 3.º Ciclo, 29% no 2.º Ciclo e 28% no 1.º Ciclo), 21% no Ensino Secundário, 11% no pré-escolar e 8% no Ensino Superior. A amostra utilizada é representativa da população nacional.
 

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