Trabalhadores não docentes protestam contra precariedade e despedimentos

Os trabalhadores não docentes realizaram hoje um protesto, junto ao Ministério da Educação, em Lisboa, contra a precariedade e despedimentos e por uma nova definição do rácio nas escolas, que garanta a segurança em fase de pandemia de COVID-19.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir

O protesto, organizado pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, reuniu cerca de 30 dirigentes e delegados sindicais contra o despedimento de trabalhadores em situação precária e pelo desenvolvimento de políticas de gestão da escola pública.

Segundo o dirigente sindical Artur Sequeira, os trabalhadores não docentes estão preocupados com o início do próximo ano letivo, “porque não sentem que as medidas que o Ministério da Educação tem vindo a implementar respondam de forma certa para que haja segurança e saúde nas escolas”, neste período de pandemia de COVID-19.

“É um período que vão ser precisos muitos mais trabalhadores não docentes e a atual portaria de rácio é curta e se não a ultrapassarem não vamos ter trabalhadores em número suficiente”, acrescentou.

A ação serviu também para protestarem contra a manutenção da precariedade dos trabalhadores em todos os anos letivos, tendo-se verificado nos últimos anos, segundo o sindicalista, “uma sazonalidade de contratação que não é a melhor para a escola pública”.

Segundo o sindicato, o Ministério da Educação tem uma política de trabalho precário nas escolas públicas, “insistindo nos contratos a termo resolutivo a tempo parcial, à hora, por semana, ao mês, ou no máximo, por ano letivo”.

Outra das questões abordadas prende-se com o futuro dos técnicos especializados que estiveram em função nas escolas no ano letivo 2017/2018, que não sabem se o seu vínculo contratual vai ser regularizado.

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais está contra o “processo de municipalização” das escolas públicas, considerando que este já deu provas evidentes dos efeitos negativos durante a pandemia por COVID-19.

“Estamos aqui para protestar claramente contra a contradição que é o discurso do ministro relativamente à escola publica, à sua bondade e à necessidade de a melhorar e ao mesmo tempo estamos a assistir à sua destruição”, afirmou Artur Sequeira, acrescentando que o Ministério se está a desresponsabilizar pela escola quando passa a sua gestão para as câmaras municipais.

A ação de protesto contou com a presença do deputado comunista António Filipe, que condenou a precariedade dos trabalhadores e defendeu a estabilidade laboral, dizendo que, "nunca como agora, nesta fase difícil de pandemia, a escola pública foi tão necessária".

    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
Comentários
Inicie sessão ou registe-se gratuitamente para assinar os comentários
  • submeter
  • cancelar
  • visualizar
Não existem comentários. Dê-nos a sua opinião!
 
Para salvaguardar o bom funcionamento deste espaço, todos os comentários são sujeitos a um processo de filtragem e validação editorial, pelo que só serão aceites participações sem linguagem obscena, difamatória, ameaçadora ou caluniosa.

O EDUCARE.PT reserva-se o direito de não validar todos os comentários que não se enquadrem nestes pressupostos e que não se relacionem, única e exclusivamente, com a atualidade educativa.
Recordamos ainda que todas as mensagens são da exclusiva responsabilidade dos participantes, nomeadamente, no que respeita à veracidade dos dados e das informações transmitidas.