COVID-19: Centro Europeu recomenda fecho de escolas e cordões sanitários

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) recomendou aos países medidas para mitigar o impacto da pandemia de COVID-19 como o encerramento de escolas, o teletraballho e cordões sanitários em áreas residenciais com transmissão comunitária.
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Num comunicado que atualiza as informações relativas ao grau de risco de disseminação da doença e às medidas que os países europeus devem tomar, o ECDC (sigla em inglês) diz que é importante nesta fase o distanciamento social para interromper as cadeias de transmissão do vírus, prevenir a futura disseminação, reduzir a intensidade da epidemia e travar o aumento de casos.

As medidas sugeridas servem ainda para permitir que os sistemas de saúde se preparem para lidar com o aumento de doentes.

Além da suspensão de eventos que permitam grandes aglomerados de pessoas – tendo em consideração a dimensão do evento, a densidade de ocupação do espaço e se é ou não confinado a um espaço fechado –, o ECDC recomenda às empresas medidas de distanciamento social como o teletrabalho, a suspensão de reuniões e o cancelamento de viagens não essenciais.

O encerramento de escolas é igualmente recomendado, tendo em conta a incerteza quanto à transmissão da doença pelas crianças, a necessidade de cuidados diários nas creches e o impacto da doença nos trabalhadores nestes estabelecimentos.

O ECDC sublinha ainda que a incerteza quando à evidência sobre a transmissão da doença por parte das crianças pode potenciar o aumento da transmissão aos avós, mais vulneráveis e com maior risco.

Refere que o risco de transmissão da doença (COVID-19) é moderado a elevado nos países europeus e recomenda igualmente cordões sanitários de áreas residenciais com altos níveis de transmissão da doença.

A organização frisa a importância de garantir que a população está ciente da seriedade que a doença exige e da necessidade de mais disciplina e solidariedade para aplicar medidas pessoais mais restritas de higiene, etiqueta social (tossir para o braço).

“O envolvimento da comunidade e a aceitação de medidas rigorosas de distanciamento social implementadas são fundamentais para atrasar e reduzir a disseminação adicional”, alerta.

O ECDC avisa ainda que a prevenção da doença nos hospitais e nas unidades de cuidados continuados é uma prioridade para reduzir a procura de serviços de saúde espacializados, como as camas de cuidados intensivos, salvaguardar a população vulnerável de surtos severos da infeção, proteger profissionais da saúde que prestam cuidados à população e minimizar a exportação de casos para outras unidades.

Recomenda ainda todas as unidades de saúde a darem formação e treino a todo o pessoal que possa vir a ser necessário para prestar cuidados de saúde durante a sobrecarga e diz que os países devem identificar as unidades que serão designadas para travar os casos de COVID-19 para minimizar a transmissão para outros doentes com outras patologias.

Os países devem ainda identificar as unidades adicionais que podem ser usadas “para a coorte de casos com sintomas leves, caso a capacidade de sobrecarga seja excedida pelos serviços de saúde”.

“A prioridade mais alta para o uso de máscaras (...) são os profissionais de saúde, em particular aqueles que executam procedimentos de geração de aerossóis, incluindo esfregaços”, avisa.

O ECDC diz ainda que, se os recursos ou a capacidade forem limitados, devem ser feitas “abordagens racionais” para dar prioridade no uso destes equipamentos, promovendo o uso racional de testes de confirmação da doença, reduzindo o rastreio de contactos, assim como da hospitalização e do isolamento.

“As abordagens de teste devem priorizar populações vulneráveis e proteger instituições sociais e de saúde, incluindo os trabalhadores”, acrescenta.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças diz ainda que os sistemas nacionais de vigilância devem visar inicialmente a deteção rápida de casos e a avaliação da transmissão comunitária. À medida que a epidemia avançar, a vigilância deve monitorizar a intensidade, a distribuição geográfica e o impacto da doença na população e nos sistemas de saúde e avaliar a eficácia das medidas em vigor.

Em circunstâncias de escassez na capacidade de implementação estrita de medidas de distanciamento social, a vigilância deve focar-se nas infeções respiratórias agudas graves, vigilância em ambulatórios ou recolha de dados via telefone, recomenda.

O novo coronavírus, responsável pela COVID-19, foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.900 mortos e infetou mais de 131 pessoas em 120 países e territórios, incluindo Portugal, onde foram registados 78 casos.

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