Presidente da República assinala esforço de melhoria da qualidade do ensino apesar das diferenças de condição social

O Presidente da República defendeu hoje que, apesar de “aqueles que têm piores condições económicas” terem também menores condições académicas, os resultados do relatório PISA mostram que “em geral há um esforço” em melhorar a qualidade da educação.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
"Há duas realidades. Uma realidade é que aqueles que têm piores condições económicas e sociais também têm piores condições, às vezes, quer de afirmação, quer de recuperação, quer de progressão. Mas em geral há um esforço demonstrado por estes resultados no sentido de melhorar a qualidade do ensino e da educação em Portugal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava à margem de uma iniciativa do programa “Desportistas no Palácio”, no antigo Museu dos Coches, em Lisboa, acerca das conclusões do PISA, um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

“É um processo lento, mas é um processo com passos positivos. E isso naturalmente como Presidente da República Portuguesa é uma realidade que me, eu não iria dizer orgulha, mas me dá um motivo de satisfação. Apesar de aspetos críticos no nosso sistema de educação, há passos positivos que estão a ser dados", sustentou Marcelo Rebelo de Sousa.

A origem socioeconómica dos alunos é um “forte indicador” dos resultados dos alunos portugueses na leitura, matemática e ciências, defende a OCDE no relatório PISA de 2018, hoje divulgado.

O PISA é um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), elaborado de três em três anos e que mede o desempenho dos alunos de 15 anos em competências como leitura, matemática e ciências, avaliando ainda outras questões como o ambiente escolar e as condições de equidade na aprendizagem.

Os resultados no PISA são contabilizados em pontos. Nas competências de leitura, por exemplo, os alunos portugueses registaram um resultado global de 492 pontos, alinhado com a média dos países da OCDE.

No entanto, o relatório indica que os resultados dos alunos de origem socioeconómica mais favorecida ficam 95 pontos acima dos que têm maiores dificuldades económica.

Este diferencial é superior à média da OCDE nesta comparação, que é de 89 pontos.

Em 2009, o diferencial resultante da origem socioeconómica dos alunos era de 87 pontos, em linha com a média da OCDE.

Entre os alunos com desempenho de topo nas competências de leitura, 16% são de classes mais altas e apenas 2% de origem desfavorecida.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
Comentários
Inicie sessão ou registe-se gratuitamente para assinar os comentários
  • submeter
  • cancelar
  • visualizar
Não existem comentários. Dê-nos a sua opinião!
 
Para salvaguardar o bom funcionamento deste espaço, todos os comentários são sujeitos a um processo de filtragem e validação editorial, pelo que só serão aceites participações sem linguagem obscena, difamatória, ameaçadora ou caluniosa.

O EDUCARE.PT reserva-se o direito de não validar todos os comentários que não se enquadrem nestes pressupostos e que não se relacionem, única e exclusivamente, com a atualidade educativa.
Recordamos ainda que todas as mensagens são da exclusiva responsabilidade dos participantes, nomeadamente, no que respeita à veracidade dos dados e das informações transmitidas.