O primeiro e o último ano do Secundário

O 10.º ano é o início da última etapa do ensino obrigatório. Com escolhas a fazer. O Secundário termina no 12.º ano, altura de fazer uma pergunta tão importante quanto o futuro. O que fazer depois da escola?
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
O 10.º ano começa com uma triagem já feita no 9.º ano. Os alunos escolhem uma área de estudo, a oferta educativa é diversa e cada vez mais adaptada aos contextos de trabalho. Gerem-se gostos e sonhos, expetativas e realidades. Os alunos chegam ao 12.º ano e têm de optar. Fazer exames nacionais para tentar entrar no curso pretendido e prosseguir os estudos académicos. Ou então concluir o ensino obrigatório e procurar um lugar no mercado de trabalho. O início e o final do Ensino Secundário são determinantes para o futuro.

A transição do 9.º para o 10.º ano é habitualmente feita com base numa orientação vocacional. Os alunos sabem que é hora de tomar decisões. Os cursos científico-humanísticos são um caminho a seguir direcionado para a continuidade dos estudos no Ensino Superior. O curso de Ciências e Tecnologias, o curso de Ciências e Socieconómicas, o curso de Línguas e Humanidades, o curso de Artes Visuais, são escolhas neste setor. Todos têm uma componente de formação geral comum, enquanto na formação específica as matérias são mais científicas de acordo com cada área. A ideia é dar e solidificar bases para o que se quer seguir na universidade.

Os cursos profissionais são uma opção mais técnica, não tanto virada para o prosseguimento da via académica, de nível superior. São um dos percursos do Secundário com uma forte ligação ao mundo profissional. São cursos feitos para desenvolver competências pessoais e técnicas para o exercício de uma profissão. De qualquer forma, dão também acesso ao Ensino Superior, se essa for a decisão.

Opções não faltam no Ensino Profissional. Design, Artesanato, Marketing e Publicidade, Ciências Informáticas, Arquitetura e Urbanismo, Eletricidade e Energia, Pescas, Turismo e Lazer, Construção Civil, Silvicultura e Caça, Engenharia Química, Floricultura e Jardinagem, Segurança e Higiene no Trabalho, são algumas das áreas à disposição dos alunos.

Há outras opções, outros caminhos. Os cursos vocacionais de nível secundário, por exemplo, são para alunos a partir dos 16 anos, com aproveitamento no Ensino Básico, mas que procuram alternativas ao Secundário profissional e ao Secundário regular. Querem uma oferta mais técnica e específica e tentar entrar na universidade não é a opção mais provável. Estes cursos tentam travar o abandono escolar, aliás, e implicam um processo de avaliação vocacional e exigem o acordo dos encarregados de educação, em caso de menores de 18 anos.

O 12.º é o último dos três anos do Ensino Secundário, dá-se continuidade à opção feita no 10.º ano, ou muda-se de área se for essa a vontade. As alterações são possíveis em qualquer um dos anos deste nível de ensino. As disciplinas são mais específicas, os alunos têm de se preparar para os exames nacionais, para as provas que os cursos pedem, depois do ano letivo terminar. É um ano exigente a vários níveis. Emocionais também. Estudar, acabar o ano, voltar a estudar para os testes nacionais, esperar pelos resultados, fazer médias e contas, decidir os cursos, tratar de candidaturas, aguardar pela divulgação dos resultados de acesso ao Ensino Superior. Ou terminar o ano, arregaçar as mangas, e procurar um emprego. 

Sem chumbos, são três anos de Secundário, 12 anos de escolaridade obrigatória antes de optar pelo que fazer. A lei estipula que os jovens têm de frequentar a escola durante 12 anos, até concluírem o 12.º ano ou até fazerem 18 anos de idade.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
Comentários
Inicie sessão ou registe-se gratuitamente para assinar os comentários
  • submeter
  • cancelar
  • visualizar
Não existem comentários. Dê-nos a sua opinião!
 
Para salvaguardar o bom funcionamento deste espaço, todos os comentários são sujeitos a um processo de filtragem e validação editorial, pelo que só serão aceites participações sem linguagem obscena, difamatória, ameaçadora ou caluniosa.

O EDUCARE.PT reserva-se o direito de não validar todos os comentários que não se enquadrem nestes pressupostos e que não se relacionem, única e exclusivamente, com a atualidade educativa.
Recordamos ainda que todas as mensagens são da exclusiva responsabilidade dos participantes, nomeadamente, no que respeita à veracidade dos dados e das informações transmitidas.