BE contra “obsessão do Governo” por reutilização dos manuais no 1.º ciclo

A coordenadora do BE, Catarina Martins, criticou hoje a “obsessão do Governo” pela reutilização dos manuais escolares no 1.º ciclo, defendendo que este livros gratuitos devem ser novos para os alunos nestes anos.
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Catarina Martins começou hoje o dia com uma visita à Escola Básica Sampaio Garrido, em Lisboa, para lembrar que a educação foi o pelouro assumido pelo BE na Câmara de Lisboa e onde foram adotadas uma série de medidas nesta área, que “devem ser estendidas aos outros ciclos de ensino, mas também a todo o país”.

“A reutilização dos manuais pode até ter alguns benefícios do ponto de vista ambiental e pode ser louvável, mas no 1.º ciclo os manuais são feitos para as crianças preencherem, para escreverem nos manuais. Uma medida que é tão boa, tão importante para as famílias como os manuais escolares gratuitos não devia ficar manchada por esta obsessão do Governo de fazer a reutilização no 1.º ciclo”, criticou.

Para estes alunos, na perspetiva da líder do BE, “os manuais têm de ser todos os novos, como devem substituídos os manuais de todos os ciclos que não estão em condições”.

“É muito importante os manuais escolares gratuitos para todas as famílias. Estão a poupar entre 200 a 400 euros neste início de ano, mas é importante que no 1.º ciclo se compreenda que não é possível a reutilização dos manuais escolares porque as crianças escrevem nos manuais”, insistiu.

Catarina Martins fez questão de enfatizar que a medida dos manuais escolares gratuitos foi em Lisboa que começou, dando ainda o exemplo do fim das refeições cozinhadas fora destas escolas e que agora passam a ser confecionadas localmente.

Para além da gratuitidade dos manuais escolares e desmaterialização complementar dos mesmos que está no programa eleitoral do BE, a líder bloquista adiantou que o partido se compromete com “uma oferta pública, de pré-escolar, de creches, de jardim de infância” uma vez que “num país em que para tantas famílias é proibitivo ter filhos porque custa mais ter uma criança na creche ou no pré-escolar do que custa uma propina da universidade”.

“Respeitar as crianças, os seus direitos, dar-lhes as melhores condições. É esse o caminho que temos de fazer e temos muito gosto em estar a visitar uma escola de Lisboa, uma escola pública que dá o melhor que podemos dar às nossas crianças e que devemos estender este exemplo a todo o país”, defendeu.
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