Pequenos gestos, grandes atitudes (e a natureza agradece)

A educação ambiental começa em casa e quanto mais cedo melhor. Separar embalagens, não ter a torneira sempre aberta e a luz sempre acesa, perceber que os recursos naturais também se esgotam. Tudo é importante. Comportamentos conscientes todos os dias, férias incluídas, em todo o lado, fazem diferença no bem-estar do planeta.  
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Não basta falar do respeito pelo Ambiente nas salas de aula, como mais um tema de cidadania na escola. Não basta escutar a teoria, isso não chega, é preciso agir. A educação ambiental começa dentro de casa e quanto mais cedo melhor. Crianças informadas, adultos atentos e intervenientes. Os recursos naturais do planeta não duram para sempre e convém ter essa realidade sempre presente. Aqueles banhos demorados, o plástico colocado diretamente no lixo, os fios dos telemóveis e tablets sempre agarrados às fichas? Há comportamentos que desrespeitam o que é necessário cuidar todos os dias. Não é assim tão complicado interiorizar hábitos que zelam pela saúde do Ambiente. A natureza agradece.

A educação ambiental deve começar na infância. Jogos, brincadeiras e exemplos práticos no dia-a-dia ajudam a ensinar que a luz do quarto não pode estar sempre ligada, por que razão o lixo não pode estar espalhado pelos compartimentos de casa, que reciclar é um gesto importante. O lixo tem o seu lugar e a recolha seletiva não existe por acaso. Cada embalagem, cada frasco e cada recipiente têm o destino traçado, consoante o material de que são feitos, no papelão, no vidrão, nos ecopontos assinalados com cores. Azul para papel e papelão, verde para o vidro, amarelo para plástico e metal. Há materiais que ganham nova vida depois do ecoponto, depois de reciclados. Brinquedos feitos de papelão são um exemplo.

A água não deve ser desperdiçada e este princípio pode ser explicado nas rotinas diárias, especialmente na lavagem dos dentes e no banho – se a torneira estiver sempre aberta gastam-se 36 litros a lavar os dentes e 60 no duche. Explicar a quantidade de água limpa que não é aproveitada na higiene pessoal é meio caminho andado para perceber como usar adequadamente esse recurso essencial à vida.   

Luz sempre ligada mesmo sem gente no quarto, na sala, na cozinha, na casa de banho? Não pode ser. Sai-se do quarto, desliga-se a luz, sai-se da sala e desliga-se a luz se não ficar mais gente. Poupar eletricidade é fundamental e é uma questão de hábito. O Ambiente agradece, o orçamento familiar também. Deixar a maquinaria eletrónica ligada às fichas quando já não é preciso não é correto. Os aparelhos devem ser desligados e tirados da tomada. Telemóveis, computadores, tablets, comandos de videojogos, tudo. O consumo elevado de energia elétrica sem necessidade esgota recursos naturais.

Tudo o que é produzido dá trabalho e gera lixo. Não basta falar do destino da embalagem que se compra para levar para casa, o consumo consciente também passa por explicar que no processo de fabrico há resíduos gerados e deitados fora. Por isso, é importante pensar e voltar a pensar no momento de comprar: se este ou aquele brinquedo são mesmos imprescindíveis, se é realmente necessário comprar mais roupa, se uma embalagem não chega em vez de duas. E nada de lixo no chão ou na rua. Lixo é lixo e deve ser colocado no lixo, descartando corretamente os detritos nos locais próprios. Lixo na rua polui rios e florestas.

Consumo consciente, passeios no parque
O que é colocado no prato deve ser comido. Deixar comida às refeições não é uma boa política. Os mais pequenos precisam de ajuda para separar a quantidade de alimentos que vão ingerir e o consumo adequado de carne, peixe, legumes, cereais, verduras, frutas, seja o que for. Isto também é educação ambiental. Desperdiçar alimentos não pode ser. E os restos de comida, o que sobra no processo de confeção dos alimentos, podem ser colocados num compostor caseiro preparados para acolher resíduos orgânicos. Através de um processo biológico, a compostagem, os microrganismos transformam a matéria orgânica numa substância semelhante ao solo, rica em nutrientes, uma espécie de fertilizante, que pode ser aproveitada na agricultura.  

Respeitar a fauna e a flora, os animais domésticos e as plantas e flores que crescem dentro de casa ou no jardim. Interagir com o meio ambiente desde cedo é essencial para uma consciência ecológica e amiga da natureza. Passeios pelo parque a pé ou de bicicleta, deixando o carro na garagem, e o contacto com árvores, plantas e animais ajudam os mais novos a crescerem e a pensarem nos recursos naturais que existem à volta, a despertarem a atenção para um futuro mais verde e sustentável, e a terem noção de que a mente e a mão humanas são responsáveis por aquilo que acontece ao ar que se respira, ao meio onde se vive.

Perceber o que se passa nesta extensa área dos lixos, a importância da sustentabilidade ambiental, da ecologia, dos hábitos e consumos, é estar informado. Em muitos lugares, há workshops, palestras, conferências, ações de limpeza de praias e florestas, e até jogos e brincadeiras, com o objetivo de promover valores, mudar atitudes e comportamentos em relação ao Ambiente, de forma a preparar os mais novos para uma cidadania consciente e informada dos problemas ambientais. Aproveitar os tempos livres para ouvir com atenção quem percebe da matéria é sempre uma boa decisão e uma excelente ajuda. Utilizar o conhecimento para interpretar a realidade e sustentar opções é fundamental.   

Os exemplos dos pais e adultos fazem toda a diferença nestes gestos educativos em prol de uma natureza saudável. E é preciso percebermos que há um amanhã e um depois de amanhã, que há um futuro que se prepara hoje. Com gestos pequenos que são grandes atitudes. A educação ambiental começa em casa e isso faz toda a diferença.
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