Professores com menos de 30 anos caíram a pique em menos de duas décadas

O número de professores com menos de 30 anos nas escolas do continente caiu a pique em menos de duas décadas, passando de 27.121 no ano letivo 2000/01 para pouco mais de 1.200 em 2017/18, segundo dados oficiais
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O relatório "Educação em Números - Portugal 2019", da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), mostra que a maior quebra de professores com menos de 30 anos registou-se no 3.ºciclo e ensino secundário, com o número de professores deste grupo etário a passar de 16.697 para 640.

No 1.ºciclo do ensino básico (do 1.º ao 4.º ano), em 2000/01 havia 5.759 professores com menos de 30 anos e em 2017/18 eram apenas 311, enquanto no 2.ºciclo (5.º e 6.º ano) o número de docentes caiu de 4.665 para 320.

Também no grupo etário dos 30-39 anos houve uma quebra no número de docentes nas escolas em Portugal continental, passando de 47.064 docentes em 2000/01 para 18.911 em 2017/18, o mesmo acontecendo no grupo etário dos 40-49 anos, em que as escolas do continente perderam mais de 5.600 professores.

Com o envelhecimento do corpo docente cresceram os grupos etários dos 50-59 anos e 60 anos ou mais. No primeiro caso, o número de professores passou de 24.411 para 43.210 e no segundo de 3.633 para 12.931.

Os dados do relatório mostram que as escolas portuguesas perderam em menos de 10 anos mais de 400.000 alunos e mais de 30.000 professores, quase metade dos quais do 3.º ciclo e ensino secundário.

A quebra de educadores de infância e professores dos 1.º, 2.º, 3.º ciclos e do ensino secundário foi de 31.147, com o valor mais exuberante a registar-se nos professores do 3.ºciclo e ensino secundário, que no ano letivo 2008/09 eram 91.325 e em 2017/18 se fixavam em 76.722.

Nos restantes níveis de ensino, os dados do relatório indicam que em 2008/09 havia 18.242 docentes no pré-escolar, 34.361 no 1.ºciclo de ensino (do 1.º ao 4.º ano), 34.069 no 2.ºciclo (5.º e 6.º ano) e 91.325 no 3.ºciclo (7.º, 8.º e 9.º ano) e ensino secundário (10.º, 11.º e 12.º).

O relatório mostra também que as escolas públicas perderam quase 10.000 auxiliares e administrativos em duas décadas, passando de 62.231 para 52.337.

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