Duas semanas de exames nacionais, 350 mil testes no calendário

Quase 160 mil alunos do Secundário e cerca de 100 mil do Ensino Básico estão, neste momento, em provas. A primeira fase dos exames nacionais, que contam para o acesso ao Ensino Superior, arranca nesta segunda-feira. Teste de Português do 12.º ano tem o maior número de inscritos. Resultados do Secundário são conhecidos a 12 de julho.
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A primeira fase dos exames nacionais do Ensino Secundário começa com a prova de Filosofia do 11.º ano nesta segunda-feira de manhã. Na terça-feira, dia 18, há provas para todos os níveis de ensino. Os alunos estrangeiros do 9.º ano têm teste de Português Língua Não Materna (PLNM), os do 11.º prova a Latim e os do 12.º exame de Português e de Português Língua Segunda. Nestas duas semanas, 159 840 alunos do Secundário e cerca de 100 mil do Ensino Básico estão inscritos para fazerem quase 350 mil exames. A maioria das provas conta para entrar no Ensino Superior.

O exame de Português do 12.º ano é a prova com mais inscritos, são 77 033 alunos, seguindo-se a prova de Matemática A, agendada para 25 de junho, com quase 48 mil alunos. Biologia e Geologia, uma das provas necessárias para o acesso aos cursos de Medicina, é a terceira com mais inscritos, são 46 067 estudantes do 11.º ano com exame marcado para 26 de junho.

Os alunos mais novos, do Ensino Básico, estão de regresso às provas de aferição. Nesta segunda-feira com Português e Estudo do Meio e na quarta com Matemática e Estudo do Meio para o 2.º ano de escolaridade. As provas de Expressões Artísticas e de Expressões Físico-Motoras foram feitas em maio. Esta será a última semana de trabalho para o 1.º Ciclo. Os alunos do 5.º e do 8.º anos já estão de férias depois dos exames de Educação Física, de Matemática e Ciências Naturais, e de História e Geografia de Portugal, feitos nas duas últimas semanas.

Para o Secundário, quarta-feira é dia de exame de Física e Química A para 44 618 alunos do 11.º ano e de Geografia A para 25 mil alunos do mesmo ano de escolaridade. Os quase 100 mil alunos do 9.º ano fazem a prova nacional de Português a 21 de junho e a de Matemática uma semana depois, a 27 de junho.

A primeira fase dos exames nacionais do Básico e Secundário termina no final deste mês.

No início do ano letivo de 2019-2020, são disponibilizados os relatórios individuais das provas de aferição e os resultados globais dos exames do Ensino Básico. Os resultados das provas finais de ciclo são conhecidos a 15 de julho e os processos de reapreciação afixados a 12 de agosto. As pautas com as notas dos exames nacionais do Secundário são afixadas a 12 de julho e os resultados das reapreciações a 12 de agosto. A segunda fase dos exames nacionais do Secundário começa a 18 de julho e termina a 23 de julho. A 5 de agosto são conhecidos os resultados e a 26 as notas das provas reapreciadas.

Provas em braille, ampliadas e digitais

Mais de 200 exames nacionais foram adaptados para os alunos cegos ou com baixa visão por uma equipa do Ministério da Educação. Um exame nacional de um aluno cego “pode ter 30 páginas em braille”, como revelou, à Lusa, Filomena Pereira, responsável da Direção de Serviços de Educação Especial e Apoios Socioeducativos, organismo da tutela que, desde os anos 80, transforma manuais escolares em livros acessíveis para os estudantes cegos do ensino obrigatório. Este ano, estão inscritos, no ensino Básico e Secundário, 65 alunos cegos. Alguns vão agora realizar provas nacionais.

“É muito exigente para um cego fazer um exame nacional. Enquanto o seu colega precisa de ler cinco ou seis páginas, ele precisa de ler 30. Têm de ser heróis”, referiu, à Lusa, Filomena Pereira. Estes alunos têm mais meia hora para concluir as provas, mas a responsável considera que essa é uma falsa questão, já que os testes têm uma duração bastante longa e torna-se difícil manter a concentração durante muito mais tempo.

As escolas pediram 154 enunciados de provas em formatos adaptados para os alunos do Secundário. A maior parte destina-se a estudantes com baixa visão. Apenas 19 exames nacionais serão em braille. Os números mostram que só um aluno irá realizar a prova de Alemão enquanto outro vai mostrar os seus conhecimentos a Matemática. A prova de Biologia e Geologia, que dá acesso ao curso de Medicina, também foi adaptada pela equipa de transcritores para ser feita por um estudante cego. História, Português, Filosofia e Geografia são outras das disciplinas cujos exames foram adaptados para braille.

Todas as provas são feitas pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), que contou com a colaboração de alguns elementos da Direção de Serviços de Educação Especial e Apoios Socioeducativos. “Com a nossa experiência damos algumas sugestões e ajudamos as equipas. Damos opiniões de como deveria ser adaptado o exame ou prova de aferição”, explica, à Lusa, Cristina Miguel, coordenadora da equipa que produz os manuais em formato adaptado. Os exames são adaptados, mas tenta-se não modificar a prova original.

Além das provas adaptadas para braille, a equipa recebeu ainda 107 pedidos para provas ampliadas para ambliopes. Em vez de folhas A4, estes alunos recebem os exames do Secundário em folhas A3. Para estes alunos também foram pedidas provas para praticamente todas as disciplinas do Secundário.

Estas provas ou exames podem ser realizados em salas à parte, caso seja necessário que um dos professores vigilantes auxilie o aluno no manuseamento das folhas de prova.

Há outro grupo de alunos que fará as provas em formato digital, num computador. No total, foram pedidas 28 provas em formato digital. Além do Secundário, há também alunos do Ensino Básico que farão provas adaptadas a Matemática e Português. Foram pedidas pelas escolas 85 provas: 58 em formato ampliado e 27 em formato digital.

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