Ler em voz alta aos filhos é um evento especial e familiar
Estudo realizado nos Estados Unidos da América revela que a leitura em voz alta para crianças com menos de três meses continua a aumentar. É uma prática que os pediatras recomendam, porque prepara o cérebro dos bebés para a linguagem e porque estimula competências literárias, mas que diminui com a idade.
Sara R. Oliveira
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A leitura em voz alta para crianças com menos de três meses está a aumentar desde 2014 nos Estados Unidos da América. Também o número de crianças dos seis aos oito anos de idade que ouvem histórias em voz alta entre cinco a sete dias por semana está a crescer desde 2016, de 38% nesse ano para 45% em 2018. Mais de 80% de pais e filhos, de diferentes idades, dizem gostar muito da leitura em voz alta pois acreditam que se trata de um momento único e especial. A escolha do livro para essa leitura está sobretudo do lado dos filhos: 66% no caso de crianças até aos dois anos, 90% para filhos entre os três e os 11 anos. Oitenta e sete por cento dos pais leem em voz alta para os filhos no horário antes de dormir. Estas são as principais conclusões do mais recente estudo da Scholastic “Kids & Family Reading Report – The Rise of Read-Aloud”, realizado nos Estados Unidos.
Ler em voz alta é, no fundo, uma intensa experiência interativa. Pais e filhos escolhem os livros, a leitura é uma atividade feita em conjunto, fala-se sobre o livro, fazem-se perguntas, juntam-se outras brincadeiras. Partilha-se a vida num momento alegre de família e é uma oportunidade para estabelecer relações essenciais com as crianças, maneiras de pensar e conversar. “É uma prescrição para o sucesso durante toda a vida da criança e uma dose profunda de bem-estar para a família”, sublinha Pam Allyin, vice-presidente da Innovation & Development Scholastic Education, num resumo do estudo norte-americano.
Em 2014, a Academia Americana de Pediatras encorajava os pais a lerem em voz alta para os filhos de forma a preparar os cérebros dos bebés para a linguagem e para as competências literárias. Nesse ano, 30% dos pais referiam que liam em voz alta para os seus filhos com menos de três meses e 73% afirmavam fazê-lo antes do primeiro aniversário. As percentagens subiram entretanto para 40% e para 77% em 2016, nos mesmos itens, e para 43% e mantendo-se nos 77% em 2018. Há mais pais a perceberem a importância dessa leitura em alta voz.
O estudo indica que 86% dos pais de crianças, com idades até aos 14 anos, que leem em voz alta para os filhos, referem que adoram ou gostam bastante, 92% referiam que tinham sido momentos especiais para estarem todos juntos. Da parte das crianças, dos seis aos 14 anos, 83% disseram que adoraram ou gostaram bastante de ouvir histórias em voz alta e 85% contaram que tinha sido um momento especial para estarem uns com os outros, em família. Mais de 80% de pais e filhos apreciam essa experiência e esse momento em conjunto.
Antes de dormir, no banho, nas brincadeiras
Até aos 11 anos, são sobretudo os mais pequenos que escolhem os livros, são 86% da amostra. Enquanto 68% fazem perguntas, 61% mudam as páginas durante essa leitura e 44% fazem efeitos sonoros que acompanham as histórias. Até aos oito anos de idade, 94% das famílias contam que ler em voz alta faz parte das suas rotinas e não apenas na hora antes de dormir, mas também nos tempos de brincadeira, no momento do banho ou às refeições. A maioria, 87% dos pais de crianças até aos oito anos, fazem-no na hora de dormir ou da sesta, 70% quando os filhos pedem, 48% quando precisam de calma e tranquilidade, 40% nos tempos de aprendizagem, e 39% em tempos de espera, nomeadamente em consultórios médicos.
Quanto mais novos, mais gostam dessas leituras em voz alta. Noventa e três por cento dos pais de crianças até aos dois anos admitem que é muito importante, 97% dos pais de crianças dos três aos cinco anos têm a mesma opinião, tal como 95% dos pais de crianças dos seis aos oito. As percentagens descem a partir daqui, mais precisamente para 60% dos nove aos 11 anos e para os 36% dos 12 aos 14 anos. São essencialmente as mães de crianças dos zero aos 11 anos de idade que mais se ocupam da tarefa dessa leitura , mais do que os pais, com percentagens de 93% e 79% respetivamente,.
Ler em voz alta é um evento de família, um momento de partilha. No estudo norte-americano, feito entre 6 de setembro de 2018 e 4 de outubro de 2018, a uma amostra de 2 758 pais e crianças, dos quais 678 são pais de crianças até aos cinco anos. A maioria das famílias, 55%, lê em voz alta cinco a sete dias por semana antes dos filhos entrarem no jardim-de-infância. A percentagem decai consideravelmente a partir daí com o principal argumento de que os filhos já são capazes de ler sozinhos quando entram na escola. Para muitas crianças, o facto de se tornarem leitores independentes corresponde à diminuição da frequência da leitura em voz alta em casa, sobretudo na faixa etária dos seis aos oito anos.
Ler em voz alta é, no fundo, uma intensa experiência interativa. Pais e filhos escolhem os livros, a leitura é uma atividade feita em conjunto, fala-se sobre o livro, fazem-se perguntas, juntam-se outras brincadeiras. Partilha-se a vida num momento alegre de família e é uma oportunidade para estabelecer relações essenciais com as crianças, maneiras de pensar e conversar. “É uma prescrição para o sucesso durante toda a vida da criança e uma dose profunda de bem-estar para a família”, sublinha Pam Allyin, vice-presidente da Innovation & Development Scholastic Education, num resumo do estudo norte-americano.
Em 2014, a Academia Americana de Pediatras encorajava os pais a lerem em voz alta para os filhos de forma a preparar os cérebros dos bebés para a linguagem e para as competências literárias. Nesse ano, 30% dos pais referiam que liam em voz alta para os seus filhos com menos de três meses e 73% afirmavam fazê-lo antes do primeiro aniversário. As percentagens subiram entretanto para 40% e para 77% em 2016, nos mesmos itens, e para 43% e mantendo-se nos 77% em 2018. Há mais pais a perceberem a importância dessa leitura em alta voz.
O estudo indica que 86% dos pais de crianças, com idades até aos 14 anos, que leem em voz alta para os filhos, referem que adoram ou gostam bastante, 92% referiam que tinham sido momentos especiais para estarem todos juntos. Da parte das crianças, dos seis aos 14 anos, 83% disseram que adoraram ou gostaram bastante de ouvir histórias em voz alta e 85% contaram que tinha sido um momento especial para estarem uns com os outros, em família. Mais de 80% de pais e filhos apreciam essa experiência e esse momento em conjunto.
Antes de dormir, no banho, nas brincadeiras
Até aos 11 anos, são sobretudo os mais pequenos que escolhem os livros, são 86% da amostra. Enquanto 68% fazem perguntas, 61% mudam as páginas durante essa leitura e 44% fazem efeitos sonoros que acompanham as histórias. Até aos oito anos de idade, 94% das famílias contam que ler em voz alta faz parte das suas rotinas e não apenas na hora antes de dormir, mas também nos tempos de brincadeira, no momento do banho ou às refeições. A maioria, 87% dos pais de crianças até aos oito anos, fazem-no na hora de dormir ou da sesta, 70% quando os filhos pedem, 48% quando precisam de calma e tranquilidade, 40% nos tempos de aprendizagem, e 39% em tempos de espera, nomeadamente em consultórios médicos.
Quanto mais novos, mais gostam dessas leituras em voz alta. Noventa e três por cento dos pais de crianças até aos dois anos admitem que é muito importante, 97% dos pais de crianças dos três aos cinco anos têm a mesma opinião, tal como 95% dos pais de crianças dos seis aos oito. As percentagens descem a partir daqui, mais precisamente para 60% dos nove aos 11 anos e para os 36% dos 12 aos 14 anos. São essencialmente as mães de crianças dos zero aos 11 anos de idade que mais se ocupam da tarefa dessa leitura , mais do que os pais, com percentagens de 93% e 79% respetivamente,.
Ler em voz alta é um evento de família, um momento de partilha. No estudo norte-americano, feito entre 6 de setembro de 2018 e 4 de outubro de 2018, a uma amostra de 2 758 pais e crianças, dos quais 678 são pais de crianças até aos cinco anos. A maioria das famílias, 55%, lê em voz alta cinco a sete dias por semana antes dos filhos entrarem no jardim-de-infância. A percentagem decai consideravelmente a partir daí com o principal argumento de que os filhos já são capazes de ler sozinhos quando entram na escola. Para muitas crianças, o facto de se tornarem leitores independentes corresponde à diminuição da frequência da leitura em voz alta em casa, sobretudo na faixa etária dos seis aos oito anos.
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