Nunca é tarde para melhorar as notas

O primeiro período já está, o segundo vai quase a meio, o terceiro será curto. Nunca é tarde para redefinir estratégias e métodos de estudo.
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Os primeiros testes do segundo período já começaram. E quando as coisas não correm bem, há sempre tempo para parar para pensar, fazer balanços, afinar estratégias, orientar métodos de estudo. Nunca é tarde para perceber o que está bem e o que está mal. Estudar não tem de ser uma tarefa monótona, pode ser um desafio constante. E tecnológico também.

Os resultados do primeiro período já foram afixados nas escolas, o segundo período começou no início de 2019, e as escolas estão em mais uma fase de testes. Mais matéria, mais avaliações. O ano está a meio e é hora de perceber se há métodos a manter ou estratégias a mudar. É importante parar para pensar. Pais e filhos em conjunto.

“O primeiro período já lá vai. Conturbado, à rasca, com professores a queixar-se da desatenção constante ou da falta de método. Com filhos pouco motivados, mais preocupados com o Facebook ou que chegue a hora do intervalo e pais preocupados, receosos com o insucesso escolar dos filhos”. Rita Castanheira Alves, psicóloga clínica infanto-juvenil e de aconselhamento parental, descreve um cenário possível, até comum nesta altura. De qualquer forma, é preciso ânimo, organização, esforço, empenho para mais uma etapa do ano letivo. É necessário saber arrumar aprendizagens e fazer revisões. Tudo é importante.

O tempo não dilata, há tarefas a cumprir, novas matérias para aprender, mais aulas, mais exames, mais apontamentos nos cadernos. Mais estudo. Há vários caminhos possíveis e o sucesso escolar é o principal objetivo. Há que resolver o que não correu tão bem. É como uma minimaratona. Rita Castanheira Alves dá alguns conselhos para pais e filhos. “Construam um calendário de tarefas, calendarizando as aulas, testes, entregas de trabalhos, outras atividades e os horários dedicados às tarefas escolares, dos trabalhos de casa ao estudo para avaliações”. Ver, em conjunto, cadernos e livros, perceber o que é preciso atualizar, o que está atrasado, o que deve ser melhorado. Voltar a fazer apontamentos, rever matérias, anotar na agenda o que não pode ser adiado.

Trabalhar como uma equipa, pais e filhos, sem esquecer a motivação, acreditar que se é capaz. “Uma minimaratona intensiva e intensa de aquisição de bons hábitos e boas competências. Se bem aplicada, com uma boa dose de resistência parental, paciência e mimo, poderá ser uma excelente preparação para a maratona que se estende do Carnaval até às férias da Páscoa”, refere a psicóloga clínica.

O problema não é a falta de ferramentas de estudo, a questão é o foco e manter a motivação em altos índices. Não dispersar, não andar às voltas e voltas, afastar-se dos objetivos, não acumular maus hábitos. Ser eficaz. Há muitas maneiras de atingir o mesmo fim. E quanto mais apelativas, melhor. Ter apontamentos em dia, cadernos sempre prontos a consultar, mochila organizada, cabeça preparada e motivada para adquirir novos conhecimentos. Aprender é isso. A Escola Virtual (www.escolavirtual.pt), por exemplo, é uma plataforma de estudo, digital, disponível em qualquer lugar e a qualquer hora, pensada para os alunos do século XXI, com os mecanismos e dinâmicas que lhes são familiares. Simples e construída para captar a atenção e não dispersar.

Essa plataforma tem vídeos, exercícios, recursos interativos, jogos. Os conteúdos programáticos do 1.º ao 12.º ano estão devidamente tratados e as matérias são apresentadas de uma forma atrativa e fácil de explorar. Os modelos pedagógicos são inovadores para que o estudo não seja aborrecido. Aprender pode ser uma tarefa entusiasmante com recursos tecnológicos que funcionam como um complemento ao que se aprende nas salas de aulas. Para consolidar algum ponto, confirmar, rever, sustentar matérias de qualquer disciplina.

Rita Castanheira Alves acrescenta mais alguns conselhos que fazem a diferença. Os pais devem ajudar a arrumar as aprendizagens dia após dia e a fazer revisões mentais. “Diariamente ajudá-lo a recordar-se do dia, conversando sobre o melhor do dia, o que não foi tão bom, o que mais gostou, o que aprendeu, o que se lembra melhor do que aprendeu”. Transmitir confiança e coragem é importante em qualquer altura. “Vibre com ele, transmita-lhe confiança e coragem, mostre que acredita no que ele é capaz e ajude-se a encontrar pontos positivos no empenho e trabalho”. Em todos os períodos, em todos os anos letivos.
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O CRIME DAS NOTAS ESCOLARES
Prof. Raul Guerreiro
Centenas de estudos científicos em todo o mundo já demonstraram a inutilidade das notas escolares. As notas não comprovam, de forma alguma, exclusivamente o desempenho dos alunos. Elas refletem apenas cerca de 50% do desempenho na aprendizagem. Além disso, o nível de instrução, a posse de livros e o nível sócio-económico dos pais desempenham um papel importantíssimo. Por outras palavras: quanto mais educados e ricos os pais, melhores serão as notas. Isto vem contribuir fortemente para uma desigualdade social e uma verdadeira discriminação. Se os antecedentes sociais deixassem de afetar o ensino, a proporção de filhos de trabalhadores no ensino secundário aumentaria espetacularmente.

A seleção de crianças para diferentes carreiras escolares e, portanto, também para carreiras da vida, após quatro ou seis anos letivos, é uma asneira pedagógica da mais alta ordem. Na Pedagogia Waldorf, por exemplo, não existem notas. O importante é o apoio individual dedicado às crianças socialmente desfavorecidas, para que não sejam deixadas para trás numa fase inicial das suas carreiras educacionais. As escolas devem elogiar e promover as "capacidades" individuais e inatas das crianças, em vez de classificá-las de acordo com as suas "incapacidades"! Especialmente nos primeiros anos de escola (tal como nos primeiros anos de vida, que marcam cada um de nós para o resto da vida) as crianças precisam de uma atmosfera de confiança na qual possam crescer e sentir-se seguras. Esta frenética corrida por melhores notas, como geradoras de melhores oportunidades de carreira logo a partir dos primeiros anos escolares, constitui um sistema desumano que raia os limites do criminoso.

Estamos às portas do segundo decénio do novo século, mas este doentio método matemático-industrialista continua inserido na carne do nosso mundo educacional porque reflete a concepção piramidal e faraónica do "saber" na nossa história social, para não falar dos interesses do gigantesco esquema burocrático que vai dar emprego ao exército responsável pelo respetivo processamento dos dados.
08-02-2019
 
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