Ministro acredita que Portugal deverá atingir meta europeia de redução do abandono escolar
O Ministro da Educação acredita que Portugal deverá atingir a meta estabelecida pela União Europeia de redução de abandono escolar, apesar de reconhecer que agora se trata de “pescar à linha” os alunos com insucesso escolar.
Lusa / EDUCARE
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O número de jovens que deixam a escola antes do tempo voltou a diminuir no ano passado, para 11,8%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) que divulgou a Taxa de Abandono Precoce de Educação e Formação de 2018.
Portugal fica a 1,8 pontos percentuais da meta estabelecida pela União Europeia para 2020 de ter uma taxa de abandono de 10%, um objetivo que o ministro da Educação acredita que será possível atingir.
“Acredito verdadeiramente que temos condições para alcançar a meta 2020 e estamos no bom caminho”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues em declarações à Lusa, recordando que o abandono escolar atingiu, no ano passado, o valor mais baixo de sempre, tendo descido de 12,6% em 2017 para 11,8%.
Tiago Brandão Rodrigues lembrou ainda as melhorias registadas desde o virar do século e a progressiva aproximação à média da União Europeia.
Em 2002, quase metade dos alunos portugueses abandonava a escola antes do tempo (cerca de 45%), uma realidade muito distante da média da União Europeia (17%), lembrou o ministro. Em 2011, mais de um em cada cinco jovens abandonavam a escola antes de terminar os estudos (23%), segundo os dados disponibilizados pelo INE. Em apenas sete anos verificou-se uma redução de mais de dez pontos percentuais. Em 2018 “a média da UE é muito similar” aos valores nacionais. No entanto, reconhece, “é muito mais difícil passar de 11% para 10% do que era passar de 45% para 30%”.
Em comunicado enviado para a agência Lusa, o Ministério da Educação congratula-se com este valor sublinhando que foi alcançado um “mínimo histórico”, mas sublinhando que o trabalho do ministério não estará acabado “enquanto houver jovens que abandonam a escolaridade obrigatória”.
O Ministério da Educação recorda que o abandono escolar é uma das grandes vulnerabilidades do sistema educativo e, por isso, um dos principais objetivos da atual legislatura sempre foi a redução do abandono.
Se, no início do século, algumas “medidas generalistas tinham resultados mais ou menos imediatos e muito fortes”, agora as escolas têm de fazer “um trabalho refinado, uma pesca à linha daqueles que têm abandono e insucesso escolar para poder mitigar o problema”.
Segundo o responsável, “as medidas generalistas já não servem, têm de ser medidas específicas que vão ao encontro de cada um dos nossos alunos em dificuldades”.
Uma das causas do abandono precoce é a retenção, lembrou Tiago Brandão Rodrigues, garantindo que o ministério tem trabalhado para reduzir este problema.
Além disso, acrescentou, sabe-se que “existem grupos de estudantes mais vulneráveis”: É entre os jovens de meios socioeconómicos mais desfavoráveis que há mais insucesso e abandono.
Também existem diferentes realidades regionais: O Alentejo, por exemplo, é uma das regiões com mais insucesso e, por isso, com mais abandono.
O ministro lembrou alguns dos programas que a sua equipa pôs em curso e aplaudiu o trabalho feito pelas escolas mas também pelos alunos que “não desistem de lutar”. Entre as medidas do Governo, Tiago Brandão Rodrigues lembrou o “Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar”, centrado no trabalho em sala de aula e na deteção precoce de dificuldades ou o “Apoio Tutorial Específico” destinado a alunos em situação de insucesso e em risco de abandono.
Portugal fica a 1,8 pontos percentuais da meta estabelecida pela União Europeia para 2020 de ter uma taxa de abandono de 10%, um objetivo que o ministro da Educação acredita que será possível atingir.
“Acredito verdadeiramente que temos condições para alcançar a meta 2020 e estamos no bom caminho”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues em declarações à Lusa, recordando que o abandono escolar atingiu, no ano passado, o valor mais baixo de sempre, tendo descido de 12,6% em 2017 para 11,8%.
Tiago Brandão Rodrigues lembrou ainda as melhorias registadas desde o virar do século e a progressiva aproximação à média da União Europeia.
Em 2002, quase metade dos alunos portugueses abandonava a escola antes do tempo (cerca de 45%), uma realidade muito distante da média da União Europeia (17%), lembrou o ministro. Em 2011, mais de um em cada cinco jovens abandonavam a escola antes de terminar os estudos (23%), segundo os dados disponibilizados pelo INE. Em apenas sete anos verificou-se uma redução de mais de dez pontos percentuais. Em 2018 “a média da UE é muito similar” aos valores nacionais. No entanto, reconhece, “é muito mais difícil passar de 11% para 10% do que era passar de 45% para 30%”.
Em comunicado enviado para a agência Lusa, o Ministério da Educação congratula-se com este valor sublinhando que foi alcançado um “mínimo histórico”, mas sublinhando que o trabalho do ministério não estará acabado “enquanto houver jovens que abandonam a escolaridade obrigatória”.
O Ministério da Educação recorda que o abandono escolar é uma das grandes vulnerabilidades do sistema educativo e, por isso, um dos principais objetivos da atual legislatura sempre foi a redução do abandono.
Se, no início do século, algumas “medidas generalistas tinham resultados mais ou menos imediatos e muito fortes”, agora as escolas têm de fazer “um trabalho refinado, uma pesca à linha daqueles que têm abandono e insucesso escolar para poder mitigar o problema”.
Segundo o responsável, “as medidas generalistas já não servem, têm de ser medidas específicas que vão ao encontro de cada um dos nossos alunos em dificuldades”.
Uma das causas do abandono precoce é a retenção, lembrou Tiago Brandão Rodrigues, garantindo que o ministério tem trabalhado para reduzir este problema.
Além disso, acrescentou, sabe-se que “existem grupos de estudantes mais vulneráveis”: É entre os jovens de meios socioeconómicos mais desfavoráveis que há mais insucesso e abandono.
Também existem diferentes realidades regionais: O Alentejo, por exemplo, é uma das regiões com mais insucesso e, por isso, com mais abandono.
O ministro lembrou alguns dos programas que a sua equipa pôs em curso e aplaudiu o trabalho feito pelas escolas mas também pelos alunos que “não desistem de lutar”. Entre as medidas do Governo, Tiago Brandão Rodrigues lembrou o “Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar”, centrado no trabalho em sala de aula e na deteção precoce de dificuldades ou o “Apoio Tutorial Específico” destinado a alunos em situação de insucesso e em risco de abandono.
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