À procura do melhor professor ou professora do país

Global Teacher Prize Portugal está de volta com 30 mil euros para entregar ao melhor professor ou professora. Candidaturas estão abertas até 3 de março para os docentes de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao 12.º ano, de todas as áreas, do ensino público, particular, cooperativo e especial.
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É um prémio, já considerado o Nobel do ensino, que valoriza o papel dos professores na formação de sociedades mais desenvolvidas, mais capazes e justas, mais prósperas. O Global Teacher Prize Portugal está de volta depois da estreia no ano passado com três principais objetivos. Ou seja, sublinhar a importância do trabalho e da dedicação de quem ensina no desenvolvimento da Educação e do país, partilhar boas práticas de evolução e mudança mais adaptadas às novas necessidades, e promover um debate construtivo sobre o futuro da Educação e os novos desafios.

As candidaturas abriram a 17 de janeiro para todos os professores do ensino público, privado, cooperativo, especial, de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao 12.º ano do Secundário, de todas as áreas. Até 3 de março, via online, através do preenchimento de um formulário específico deste prémio, os educadores portugueses, em atividade em Portugal ou em instituições nacionais, podem explicar o que fazem e os motivos de se candidatarem ao prémio de 30 mil euros. O anúncio do vencedor está previsto para 24 de abril.  

Há várias razões para que este prémio mundial tenha chegado a Portugal, um dos 127 países envolvidos neste projeto. Partilhar saberes e puxar a Educação para a ordem do dia estão na lista de objetivos, com o propósito de sensibilizar e, ao mesmo tempo, responsabilizar toda a comunidade para a importância do contributo de cada um para a excelência da Educação, inovação, e descoberta de novas respostas educativas.

“O Global Teacher Prize Portugal volta este ano a não querer esgotar-se na eleição e entrega do prémio e volta a inovar com uma abordagem bem mais ambiciosa, que passa pela dinamização de um movimento de reconhecimento do papel dos professores, que, com iniciativas especialmente desenhadas para cada grupo, pretende envolver todo o ecossistema educativo: professores, alunos, pais e a sociedade em geral”, adianta a organização.

A importância dos professores e o imenso apreço pelo seu trabalho são, aliás, sublinhados por dezenas de personalidades nacionais em pequenos vídeos, que funcionam como lançamento do Global Teacher Prize Portugal, que tem como parceiro principal a Fundação Galp e o apoio da Delta e da Federação Portuguesa de Futebol. Nuno Markl, Júlio Isidro, Fernanda Serrano, João Vieira Pinto, Vasco Palmeirim, Júlia Pinheiro, Rui Veloso, são algumas das figuras a dar a cara por esta iniciativa.  

O professor Álvaro Laborinho Lúcio é o presidente honorário do júri desta edição do prémio português. Afonso Mendonça Reis, empreendedor de Educação e fundador do programa de desenvolvimento de liderança juvenil com impacto social As Mentes Empreendedoras, é o presidente do júri nacional e integra ainda o painel de jurados do prémio internacional. O júri português, que se quer representativo da comunidade escolar, inclui ainda Pedro Carneiro, professor de Economia na University College London, em representação da comunidade científica; Sara Rodi, escritora e argumentista, com grande parte da sua obra dedicada às crianças e jovens, em representação dos pais; João Brites, economista, bailarino, e empreendedor social, em representação dos alunos; e ainda o psicólogo Eduardo Sá.

Modelos, estratégias, resoluções criativas
Quinze por cento dos 30 mil euros do prémio podem ser utilizados de forma como o vencedor entender. O restante tem de ser investido em projetos de âmbito pedagógico. No ano passado, na estreia, a iniciativa mobilizou professores de todo o país, ilhas incluídas. A edição do Global Teacher Prize 2019 a nível mundial acontece em paralelo com o de Portugal e o vencedor português do ano passado está no top dos 50 finalistas. O prémio internacional atribui um milhão de dólares a um professor ou professora que “se destaque na resolução criativa e eficaz de um qualquer tema relacionado com o contexto escolar”.

Jorge Teixeira, professor de Ciências no Ensino Secundário, em Chaves, foi o vencedor da primeira edição do prémio em território nacional. Recebeu o prémio em maio do ano passado e, nessa altura, o professor de Física e Química revelava que iria aplicar o prémio no projeto de ensino experimental que estava a desenvolver, com a perspetiva de o alargar a outras escolas. “No ensino formal, temos programas extremamente longos, tento articular com o ensino experimental”, dizia aos jornalistas no final da cerimónia, em que aproveitou para afirmar que tinha concorrido por si e por todos os docentes do interior do país, pelas dificuldades que enfrentam.

O professor, que dá aulas há quase 25 anos e fundou um Clube de Ensino Experimental das Ciências, lembrou o trabalho de todos os dias no interior do país e os seus problemas, como os incêndios, a seca, a escassez de meios e transportes. “Trabalhamos 22 horas letivas e muitas outras”, referiu. “Antes de vir para aqui já dei as aulas de segunda, de terça, de quarta, de quinta. Estou esgotado.”

Cada professor é um protagonista da Educação e, por isso, tem diariamente a possibilidade de fazer a diferença. Tem uma enorme responsabilidade. Neste prémio, o júri estará novamente atento aos resultados e progressos de aprendizagem dos alunos, às estratégias que melhorem a qualidade da Educação a todas as crianças, independentemente do seu contexto socioeconómico e familiar.

Na primeira edição internacional do prémio, em 2015, contaram-se mais de cinco mil candidaturas. Nancy Atwell venceu e doou o prémio ao Center for Teaching and Learning, a escola que fundou no Maine, nos Estados Unidos, para apoiar alunos desfavorecidos. No ano seguinte, em 2016, o prémio foi para a professora palestiana Hanan Al Hroub e em 2017 para a docente do Canadá Maggie MacDonnel.

Em 2018, o prémio foi atribuído à professora britânica Andria Zafirakou, da escola secundária Alperton Community School, em Londres, Reino Unido, situado num bairro marcado pela multiculturalidade, pobreza, violência e criminalidade. A vencedora, professora de artes e têxteis, destacou-se pelo envolvimento com os seus alunos. Aprendeu frases simples em várias línguas para visitar as casas dos alunos e suas famílias e contactar com diversas realidades sociais e culturais.    

Informações:
www.globalteacherprizeportugal.pt
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