Crato pede apoio a empresários para reforçar ensino profissional
O ministro da Educação pediu hoje aos empresários portugueses e aos parceiros sociais uma colaboração "empenhada e estreita" para reforçar o sistema dual de ensino profissional em Portugal. Nuno Crato quer metade dos alunos no ensino profissional em breve.
Lusa / EDUCARE
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O ministro da Educação e Ciência, que falava na abertura do encontro empresarial luso-alemão no âmbito da visita da chanceler Angela Merkel, disse que o Governo está "fortemente empenhado" em reforçar e desenvolver o ensino profissional em Portugal com vista a reduzir o desemprego jovem e ajudar a relançar a economia portuguesa.
O ministro disse esperar que dentro de "um a dois anos" metade dos alunos portugueses frequente o ensino profissional, vincando, contudo, que a aposta nesta via não será feita em "detrimento" do chamado ensino regular.
"Gostaríamos que dentro de um ano ou dois conseguíssemos chegar a 50% de jovens no ensino profissional e 50% de jovens no chamado ensino regular, científico-humanístico", afirmou.
O governante frisou que o reforço do ensino técnico e da formação profissional em Portugal é fundamental para reduzir o desfasamento entre a formação escolar e as necessidades do mercado de trabalho.
Nuno Crato afirmou que a educação real dos jovens portugueses deve e pode ser melhorada e que isso se aplica "tanto no aspeto académico como no profissional". "E nisso que estamos empenhados e é nisso que estamos a trabalhar", afirmou.
O governante lembrou que na semana passada esteve em Berlim para uma visita oficial de dois dias, a convite da sua homóloga germânica, a ministra da Educação e Investigação, Annette Schavan, com assinou um memorando de entendimento para a cooperação na área do ensino profissional.
Uma deslocação que, realçou Nuno Crato, visou também conhecer, em concreto, o sistema dual germânico. Contudo, o ministro da Educação quis deixar bem claro que o objetivo da tutela não é copiar esse modelo, mas antes "explorar os aspetos mais positivos" e adapta-los à realidade portuguesa.
Para tornar o ensino dual uma realidade em Portugal, Nuno Crato afirmou que o Governo precisa do interesse e do apoio dos empresários portugueses e dos parceiros sociais, assim como do "envolvimento ativo" por parte do ensino superior politécnico português.
"Aproveito para fazer um apelo às empresas portuguesas e aos parceiros sociais para que manifestem aquilo que já têm manifestado e que concretizem o espírito de abertura que tem para uma colaboração empenhada e estreita neste projeto", afirmou.
O ministro da Educação adiantou que "em breve" vai reunir com empresários, câmaras de comércio e sindicatos para discutir o reforço e desenvolvimento do sistema de formação dual que articule a formação teórica das escolas profissionais com a formação prática nas empresas.
"Conto reunir-me em breve para discutirmos esta ideia e, juntos, numa espécie de contrato social, fazermos de uma história de sucesso alemã uma história de sucesso portuguesa", acrescentou.
A Câmara de Comércio Luso-Alemã, a CIP e a BDI estão a realizar hoje em Lisboa, no âmbito da visita da chanceler da Alemanha Angela Merkel a Portugal, uma conferência em que participam empresários de ambos os países e ainda os ministros Paulo Portas, Álvaro Santos Pereira, assim como o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.
A chanceler alemã está hoje em Lisboa para uma visita oficial de cinco horas, que inclui reuniões com o Presidente da República, com o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros e com empresários dos dois países.
Esta é a primeira vez que a chefe do Governo da Alemanha visita oficialmente Portugal e a deslocação acontece num momento em que internamente cresce a contestação ao programa assinado com a "troika", estando previstas duas manifestações anti-Merkel em Lisboa.
A visita, segundo disse Merkel numa entrevista à RTP, no domingo, é "uma contribuição" para mostrar que a Alemanha "quer ajudar" e "para ver o que se pode melhorar na cooperação entre empresas para gerar mais empregos".
Angela Merkel afirmou também não haver motivos para Portugal renegociar com a "troika" ou pedir novo resgate, elogiando a coragem com que o Governo faz o ajustamento financeiro.
O ministro disse esperar que dentro de "um a dois anos" metade dos alunos portugueses frequente o ensino profissional, vincando, contudo, que a aposta nesta via não será feita em "detrimento" do chamado ensino regular.
"Gostaríamos que dentro de um ano ou dois conseguíssemos chegar a 50% de jovens no ensino profissional e 50% de jovens no chamado ensino regular, científico-humanístico", afirmou.
O governante frisou que o reforço do ensino técnico e da formação profissional em Portugal é fundamental para reduzir o desfasamento entre a formação escolar e as necessidades do mercado de trabalho.
Nuno Crato afirmou que a educação real dos jovens portugueses deve e pode ser melhorada e que isso se aplica "tanto no aspeto académico como no profissional". "E nisso que estamos empenhados e é nisso que estamos a trabalhar", afirmou.
O governante lembrou que na semana passada esteve em Berlim para uma visita oficial de dois dias, a convite da sua homóloga germânica, a ministra da Educação e Investigação, Annette Schavan, com assinou um memorando de entendimento para a cooperação na área do ensino profissional.
Uma deslocação que, realçou Nuno Crato, visou também conhecer, em concreto, o sistema dual germânico. Contudo, o ministro da Educação quis deixar bem claro que o objetivo da tutela não é copiar esse modelo, mas antes "explorar os aspetos mais positivos" e adapta-los à realidade portuguesa.
Para tornar o ensino dual uma realidade em Portugal, Nuno Crato afirmou que o Governo precisa do interesse e do apoio dos empresários portugueses e dos parceiros sociais, assim como do "envolvimento ativo" por parte do ensino superior politécnico português.
"Aproveito para fazer um apelo às empresas portuguesas e aos parceiros sociais para que manifestem aquilo que já têm manifestado e que concretizem o espírito de abertura que tem para uma colaboração empenhada e estreita neste projeto", afirmou.
O ministro da Educação adiantou que "em breve" vai reunir com empresários, câmaras de comércio e sindicatos para discutir o reforço e desenvolvimento do sistema de formação dual que articule a formação teórica das escolas profissionais com a formação prática nas empresas.
"Conto reunir-me em breve para discutirmos esta ideia e, juntos, numa espécie de contrato social, fazermos de uma história de sucesso alemã uma história de sucesso portuguesa", acrescentou.
A Câmara de Comércio Luso-Alemã, a CIP e a BDI estão a realizar hoje em Lisboa, no âmbito da visita da chanceler da Alemanha Angela Merkel a Portugal, uma conferência em que participam empresários de ambos os países e ainda os ministros Paulo Portas, Álvaro Santos Pereira, assim como o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.
A chanceler alemã está hoje em Lisboa para uma visita oficial de cinco horas, que inclui reuniões com o Presidente da República, com o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros e com empresários dos dois países.
Esta é a primeira vez que a chefe do Governo da Alemanha visita oficialmente Portugal e a deslocação acontece num momento em que internamente cresce a contestação ao programa assinado com a "troika", estando previstas duas manifestações anti-Merkel em Lisboa.
A visita, segundo disse Merkel numa entrevista à RTP, no domingo, é "uma contribuição" para mostrar que a Alemanha "quer ajudar" e "para ver o que se pode melhorar na cooperação entre empresas para gerar mais empregos".
Angela Merkel afirmou também não haver motivos para Portugal renegociar com a "troika" ou pedir novo resgate, elogiando a coragem com que o Governo faz o ajustamento financeiro.
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