Crato diz que quer mais escola com menos dinheiro mas não disse quanto
Depois de mais de cinco horas de debate sobre o Orçamento do Estado para a Educação, Nuno Crato resumiu em "mais qualidade com menos dinheiro" o objetivo para o setor em 2013, sem quantificar. O ministro diz que orçamento é rigoroso e rejeita a utopia de falsa abundância.
Lusa / EDUCARE
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Nuno Crato saiu do debate "sem voz e sem energia", como disse aos jornalistas que o interpelaram à saída do hemiciclo, onde a sua equipa e os deputados da Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública esgrimiram argumentos.
O ministro recusou responder à pergunta sobre a dimensão real dos cortes para o setor em 2013.
"Não queremos uma escola mais pobre", disse Nuno Crato no encerramento do debate, acusando a Oposição de fazer "declarações políticas sem sustentação" ao acusá-lo de empobrecer o sistema educativo e de querer destruir a escola pública.
Criticado também por defender o ensino profissional e por querer "importar" o modelo alemão, numa alusão ao memorando que assinou com o governo da Alemanha para troca de experiências sobre o ensino dual, Nuno Crato reeditou argumentos usados em outros debates, acusando a Esquerda de "preconceito".
Nuno Crato afirmou que ao apostar no ensino profissional se pretende "dar a todos as melhores oportunidades à medida das suas necessidades".
O socialista Acácio Pinto afirmou que ficou claro que "a educação não é uma prioridade" deste Governo e que Nuno Crato "aceitou a encomenda do primeiro-ministro para triturar a escola pública".
"O senhor sabe para onde vai? Pois vá! Nós não o seguimos", disse o deputado do PS, reiterando que há um "guião" que o Governo está a cumprir "meticulosamente".
Pelo PCP, Miguel Tiago afirmou que a política educativa do Governo não faz da escola um fator para combater as assimetrias, antes as "reproduz e agrava".
A deputada Ana Drago, do Bloco de Esquerda, previu que terão de ser feitas alterações a este Orçamento do Estado, citando os cortes aplicados ao financiamento das universidades como medidas que "colocam em causa o futuro do país".
O ministro da Educação e Ciência caracterizou o Orçamento do Estado para 2013 como "exigente e rigoroso" para o setor, rejeitando que se baseie numa "utopia de falsa abundância". "Não é por termos um orçamento mais exigente que deixamos de acreditar que a qualificação é o futuro do país, ou que ignoramos as necessidades de alunos, pais e escolas", disse Nuno Crato aos deputados da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura.
O ministro garantiu que os números do orçamento para a Educação garantem o "respeito pelos contribuintes e o cumprimento do programa do governo", numa distribuição de recursos em que "cada euro aplicado é um euro bem gasto".
Pela Oposição, o deputado socialista Rui Santos criticou a "germanofilia" de Nuno Crato, referindo-se ao memorando de entendimento e intercâmbio entre Portugal e Alemanha assinados esta semana pelo ministro, que pretende caminhar para um sistema dual de educação teórica e profissional como existe na Alemanha.
Nuno Crato negou esta alegada "germanização" do sistema educativo português, afirmando que os dois países têm realidades distintas, e afirmou-se "surpreendido" por o PS o criticar por "estar interessado em conhecer o sistema educativo da economia mais rica da Europa".
O ministro recusou responder à pergunta sobre a dimensão real dos cortes para o setor em 2013.
"Não queremos uma escola mais pobre", disse Nuno Crato no encerramento do debate, acusando a Oposição de fazer "declarações políticas sem sustentação" ao acusá-lo de empobrecer o sistema educativo e de querer destruir a escola pública.
Criticado também por defender o ensino profissional e por querer "importar" o modelo alemão, numa alusão ao memorando que assinou com o governo da Alemanha para troca de experiências sobre o ensino dual, Nuno Crato reeditou argumentos usados em outros debates, acusando a Esquerda de "preconceito".
Nuno Crato afirmou que ao apostar no ensino profissional se pretende "dar a todos as melhores oportunidades à medida das suas necessidades".
O socialista Acácio Pinto afirmou que ficou claro que "a educação não é uma prioridade" deste Governo e que Nuno Crato "aceitou a encomenda do primeiro-ministro para triturar a escola pública".
"O senhor sabe para onde vai? Pois vá! Nós não o seguimos", disse o deputado do PS, reiterando que há um "guião" que o Governo está a cumprir "meticulosamente".
Pelo PCP, Miguel Tiago afirmou que a política educativa do Governo não faz da escola um fator para combater as assimetrias, antes as "reproduz e agrava".
A deputada Ana Drago, do Bloco de Esquerda, previu que terão de ser feitas alterações a este Orçamento do Estado, citando os cortes aplicados ao financiamento das universidades como medidas que "colocam em causa o futuro do país".
O ministro da Educação e Ciência caracterizou o Orçamento do Estado para 2013 como "exigente e rigoroso" para o setor, rejeitando que se baseie numa "utopia de falsa abundância". "Não é por termos um orçamento mais exigente que deixamos de acreditar que a qualificação é o futuro do país, ou que ignoramos as necessidades de alunos, pais e escolas", disse Nuno Crato aos deputados da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura.
O ministro garantiu que os números do orçamento para a Educação garantem o "respeito pelos contribuintes e o cumprimento do programa do governo", numa distribuição de recursos em que "cada euro aplicado é um euro bem gasto".
Pela Oposição, o deputado socialista Rui Santos criticou a "germanofilia" de Nuno Crato, referindo-se ao memorando de entendimento e intercâmbio entre Portugal e Alemanha assinados esta semana pelo ministro, que pretende caminhar para um sistema dual de educação teórica e profissional como existe na Alemanha.
Nuno Crato negou esta alegada "germanização" do sistema educativo português, afirmando que os dois países têm realidades distintas, e afirmou-se "surpreendido" por o PS o criticar por "estar interessado em conhecer o sistema educativo da economia mais rica da Europa".
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