A ciência nas escolas também desenvolve o país

Concurso da Fundação Ilídio Pinho destaca ideias inovadoras nas áreas da ciência e da tecnologia de alunos de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao Secundário. As inscrições terminam dia 24 e as melhores propostas serão executadas em contexto escolar. Nada ficará no papel.
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O Prémio Fundação Ilídio Pinho – Ciência na Escola está na 16.ª edição e o prazo para a apresentação dos projetos está prestes a terminar. A submissão das candidaturas termina a 24 de dezembro. Depois do Natal, de 26 de dezembro, até ao início do novo ano, a 9 de janeiro, as ideias dos alunos são avaliadas. Os resultados são divulgados a 15 de janeiro e ainda durante o primeiro mês de 2019 são entregues os apoios financeiros, entre 200 e 500 euros, para que os projetos se tornem realidade. Há luz verde para apoiar, no máximo, 710 projetos no conjunto dos cinco escalões definidos.

A 2 de julho, revelam-se os projetos que farão parte da mostra nacional e a divulgação pública dos premiados ainda não tem data marcada. “A ciência na escola ao serviço do desenvolvimento de Portugal” é o tema do “Ciência na Escola” deste ano letivo. Procuram-se, por isso, ideias fora da caixa, que mostrem o que a ciência e a tecnologia são capazes de fazer. E há prémios para distribuir pelas escolas.

O concurso tem duas fases: um concurso de ideias, que está a decorrer, e o desenvolvimento dos projetos selecionados. Há vários requisitos a cumprir. Desde logo, respeitar o tema e mostrar as potencialidades da ciência e da tecnologia como oportunidades de resposta aos desafios do mundo atual, tendo como pano de fundo um mundo melhor. A criatividade, a inovação, e o impacto social também são importantes neste concurso que pretende que os alunos se envolvam e que os seus projetos integrem várias e diferentes áreas curriculares, encadeando diferentes saberes.

“Ciência na Escola” nasceu com objetivos precisos para divulgar o conhecimento e a cultura científica nas escolas portuguesas, para estimular o trabalho colaborativo e ideias inovadoras no sistema de ensino e que tenham impacto na economia nacional. É um concurso que abrange todos os níveis de ensino, alunos do pré-escolar, do Ensino Básico e Secundário, das diferentes vias de educação e formação.

“O prémio distingue projetos multidisciplinares nas áreas da ciência e da tecnologia, desenvolvidos em contexto escolar, de caráter eminentemente prático, mobilizando as várias áreas curriculares para o seu desenvolvimento e que envolvam os alunos em experiências e trabalhos de grupo, que lhes permita reconhecer a importância do conhecimento e do método científico no seu percurso futuro, e que se distingam pela criatividade, inovação e impacto social e económico potencial”, lê-se no regulamento.

Os alunos são divididos em cinco escalões: pré-escolar, 1.º ciclo do Ensino Básico, 2.º ciclo, 3.º ciclo, e ensino Secundário. Por cada candidatura, há apenas um coordenador que terá de ser um professor da escola. Haverá um júri regional para avaliar os projetos, selecionar os que serão executados, e ainda escolher os que serão submetidos à avaliação a cargo de um júri nacional. A originalidade da ideia, os elementos diferenciadores relativamente ao mercado, a relevância pedagógica, o impacto social, são pontos importantes e que pesam nesta parte da avaliação.

Os projetos pré-selecionados são enviados a instituições de Ensino Superior convidadas pela Fundação Ilídio Pinho, parceiras neste concurso, que podem recomendar e selecionar alguns projetos específicos, dentro de um prazo fixado. Depois, um júri nacional avaliará os projetos selecionados por cada júri regional. Terá um representante do ministro-adjunto e da Economia, um representante do ministro da Educação, um representante da Fundação Ilídio Pinho, um perito científico designado pela Fundação Ilídio Pinho, um representante do Governo Regional dos Açores, um representante do Governo Regional da Madeira, mais um representante da Confederação Nacional das Associações de Pais.

Os prémios finais são atribuídos às escolas promotoras dos projetos numa cerimónia pública ainda a agendar. Em cada escalão há três prémios, do primeiro ao terceiro classificados, e ainda a possibilidade de várias menções honrosas. Os vencedores ganham 6000 euros no primeiro escalão, 8000 no segundo, 10 000 no terceiro, 12 500 no quarto, 150 000 no quinto. Os segundos e terceiros classificados, dependendo do escalão, ganham entre 2500 a 8500 euros. As menções honrosas oscilam entre os 1500 e os 3000 euros.

Informações:
www.fundacaoip.pt
www.dgeste.mec.pt
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