João Costa afirma que o programa de literacia do mar vai ao encontro da flexibilidade curricular

O programa de literacia do mar, ontem lançado em Mafra para alunos do primeiro ciclo, concretiza a flexibilidade curricular e o Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória pedidos às escolas, disse o Secretário de Estado da Educação.
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“Este programa é uma oportunidade e é um exemplo de operacionalização do Perfil do aluno e da flexibilidade curricular”, afirmou João Costa na apresentação do programa lançado pela Fundação Oceano Azul, Oceanário de Lisboa e Direção-Geral da Educação.

Para o governante, o programa vai ao encontro do desafio que se coloca hoje aos sistemas educativos, o de “trabalhar conteúdos de forma diferente” para formar as gerações futuras e “responde à pergunta para que serve a escola”.

João Costa defendeu que o programa permite aos alunos desenvolver “competências que os capacitam para uma cidadania informada e assente em conhecimento”.

O programa-piloto ‘Educar para a Geração Azul’ pretende “transformar as próximas gerações de portugueses em cidadãos mais comprometidos com a sustentabilidade e com a conservação do oceano”, alertando as crianças para os impactos negativos da exploração dos recursos marinhos e das alterações climáticas nos oceanos.

“Não conheço um curso com uma oferta tão completa na Europa como este de como proteger este valor ambiental”, sublinhou Tiago Brito e Cunha, CEO da Fundação Oceano Azul, segundo o qual o programa “vai explicar a dependência que as nossas sociedades têm do mar e isso vai fazer das crianças cidadãos mais conscientes”.

O programa arrancou com ações de formação dirigidas aos professores das escolas de Mafra, que vão ser estender-se também aos de Cascais.

O programa vai ser alargado aos concelhos de Peniche, Nazaré (distrito de Leiria) e Portalegre até ao final do ano e, mais tarde, ao resto do país, consoante a adesão dos municípios.

O programa envolve 3650 alunos, duas centenas de professores e duas dezenas de escolas de Mafra, mas vai chegar nesta primeira fase a um total de 15 440 crianças e quase mil professores ao ser alargado aos concelhos que já aderiram.

Além da formação inicial dos professores, é distribuído pelos docentes um manual sobre o oceano no contexto do currículo escolar do primeiro ciclo, alertando para a importância estratégica que o mar tem para os países costeiros e para Portugal.

No manual, são abordadas oito áreas do conhecimento sobre o oceano - literatura, ecologia, direito, estratégia, economia, história, física e química - o que permite trabalhar na sala de aula conteúdos das disciplinas de Português, Matemática, Estudo do Meio e áreas associadas às competências do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória em Portugal.

O oceano é explicado aos alunos através de atividades práticas e lúdico–pedagógicas, incentivando trabalhos de campo nas zonas costeiras e indo ao encontro das novas tendências da educação, que privilegiam o ensino de temas transversais, através de experiências dentro e fora da sala de aula.
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