Ministro afirma que a qualidade das redes locais justifica baixa velocidade da Internet nas escolas

A baixa velocidade da Internet nas escolas deve-se “muitas vezes” à fraca qualidade das redes locais e não das redes escolares, disse hoje o ministro da Educação, em resposta a críticas dos professores de informática.
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Segundo Tiago Brandão Rodrigues, que falava à margem de um evento de reprogramação de fundos comunitários afetos ao Programa Operacional Capital Humano (POCH), que hoje decorreu no Centro de Congressos de Lisboa, o Governo está a fazer um trabalho de consolidação de redes – de escolas, universidades e poder local – que em breve deverão dar lugar a uma rede única, permitindo ganhos de qualidade e melhor acessibilidade no acesso à Internet nas escolas.

“Muitas vezes em algumas das nossas escolas a Internet é relativamente lenta, porque a Internet que existe naquele território ainda é relativamente lenta, não especificamente porque a rede da escola seja lenta”, justificou o ministro.

Sobre as críticas à antiguidade do material informático nas escolas, Tiago Brandão Rodrigues disse que o “trabalho de apetrechamento das escolas vai continuar a ser feito”.

Em carta aberta ao ministro da Educação, a associação nacional de professores de informática (ANPRI) afirmou que a Internet nas escolas “está a funcionar a dois tempos: ‘lenta’ ou ‘parada’”, questionando ainda se os 23 milhões de euros anunciados pelo Governo para competências digitais vão trazer soluções ao problema.  

No documento, a ANPRI recorda que o último relatório ‘Estado da Educação’, do Conselho Nacional de Educação (CNE), divulgado há semanas, alertava para o facto de o material informático nas escolas estar obsoleto e ser insuficiente e questiona o governante sobre se os 23 milhões de euros que o executivo pretende alocar à capacitação dos portugueses em competências digitais vão chegar às escolas, nomeadamente à renovação das estruturas das redes e Internet.  

“Pretendemos saber, se vai ser disponibilizado algum equipamento às escolas para que sejam criadas condições para que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) - quer enquanto disciplina, quer como meio para a integração transversal nas várias áreas do saber - possam ser usadas condignamente por alunos e professores”, lê-se na carta aberta da ANPRI.

Sobre a reprogramação de fundos comunitários, o ministro adiantou ainda que o POCH terá disponível a partir do próximo ano 10 milhões de euros para formação de professores em várias matérias, incluindo competências digitais.
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