CDS acusa Governo de simulacro de negociações com professores e desrespeito pelo PR

A presidente do CDS-PP acusou ontem o Governo de fazer um "simulacro de negociações" com os professores, em "grande desrespeito institucional" pelo Presidente da República, por nem sequer aguardar a promulgação do Orçamento do Estado.
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Assunção Cristas, que falava no final de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, defendeu que o Governo deve "negociar com o setor dos professores, com os sindicatos, com seriedade" sobre "um conjunto muito alargado de assuntos" - avaliação, aposentações antecipadas e carreira.

"Não pode ser com este simulacro de negociações a que nós estamos neste momento a assistir que, além do mais, correspondem a um grande desrespeito institucional, desde logo, pela Presidência da República, que ainda não promulgou o diploma e que ainda não o fez publicar", acrescentou.

Segundo a presidente do CDS-PP, as reuniões que o Governo promoveu na quarta-feira foram um gesto "de uma imensa hipocrisia política" e uma "atitude de muito pouco séria, aliás, de um grande desrespeito institucional e de falta de cumprimento material de uma lei que ainda nem sequer entrou em vigor".

"Eu acho que é de uma desfaçatez que o Governo, quando ainda não há Orçamento promulgado e publicado, venha à pressa querer fazer um simulacro, uma encenação de negociações para aparentemente cumprir alguma coisa que foi aprovada, embora a contragosto do próprio PS", reforçou Assunção Cristas.

Questionada se o Governo deve manter e enviar para o chefe de Estado o seu decreto-lei que contabiliza parcialmente o tempo de serviço dos professores ou se deve antes retirá-lo, a presidente do CDS-PP não respondeu diretamente à pergunta.

"O Governo deve cumprir aquilo que está no Orçamento do Estado, que é negociar com o setor dos professores, com os sindicatos, com seriedade", declarou.

Assunção Cristas sustentou que "será possível certamente ter uma solução séria, rigorosa, justa e também enquadrável em limitações orçamentais".

"O que seja fora disto, na nossa opinião, é pura hipocrisia política", rematou.

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