PSD/Açores sublinha vitória dos professores face à "intransigência" do executivo e do PS

O PSD/Açores saudou hoje a "grande vitória" dos docentes na região com o anúncio do executivo da abertura de negociações para a recuperação de carreiras, sinalizando que o Governo Regional "deu o dito por não dito".
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"O PSD/Açores congratula-se com a promessa do Governo [Regional] de abrir negociações com os sindicatos para a contagem integral do tempo de serviço prestado pelos professores. Trata-se de uma grande vitória dos professores açorianos e dos seus sindicatos, que enfrentaram de forma digna e corajosa a intransigência do PS e do Governo Regional em contabilizar o tempo de serviço aos professores", lê-se numa nota do PSD dos Açores hoje enviada às redações.

Na quinta-feira, o presidente do executivo açoriano anunciou ter dado indicações para a abertura de negociações na região com os sindicatos dos docentes para a recuperação integral, de forma faseada, em seis anos, do tempo de carreira congelado.

"Um mês depois de terem rejeitado a proposta do PSD/Açores para a recuperação integral do tempo de serviço dos professores", dizem os sociais-democratas, "o Governo Regional e o PS, que sempre quiseram esperar pela solução nacional, deram o dito por não dito e recuaram em toda a linha, anunciando uma proposta semelhante à que haviam chumbado".

E concretiza o partido liderado por Alexandre Gaudêncio: "Trata-se de um ato de rendição perante a justa luta dos professores e a determinação do presidente do PSD/Açores, que, desde a primeira hora, definiu a recuperação integral do tempo de serviço dos docentes como uma das grandes prioridades do partido".

Os sociais-democratas defendem ainda que o anúncio de Vasco Cordeiro "constitui uma desautorização absoluta" do secretário regional da Educação, "que, tal como o PS e o Governo Regional, sempre se opôs a uma solução regional para o problema".

A proposta do executivo anunciada por Vasco Cordeiro em sessão plenária do parlamento dos Açores indica que a "recuperação do tempo de serviço prestado em funções docentes deve ser integral e, portanto, sendo inferior ao tempo que há que recuperar no resto do país, deve abranger a totalidade dos sete anos que estão em causa", sinalizou o governante socialista.

A recuperação, prosseguiu o líder do executivo socialista, "deve ser concretizada de forma faseada e constante, em seis anos, sem qualquer condicionante ou restrição orçamental", e a recuperação do tempo de serviço dos docentes açorianos deve iniciar-se em 01 de setembro de 2019.

"O ritmo da recuperação de tempo de serviço dos docentes dos Açores, de acordo com a proposta do Governo Regional, poderá ainda ser antecipado em função do número de docentes que se aposentem no ano anterior", acrescentou o presidente do Governo dos Açores.

A posição do executivo regional tinha sido, até ao momento, esperar pela decisão na República e adaptar a mesma à região.

Contudo, e devido "à formação de uma maioria negativa" na Assembleia da República "que, a ajuizar pelos resultados, tem vontade de destruir a solução existente, mas já não tem vontade de construir uma solução alternativa que responda àquilo que está em causa", o Governo Regional diz não poder aceitar o "pântano de indefinição" para os Açores.
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