Municípios continuam a apostar em ATL de verão com os mesmos preços
Em mais um ano de crise, a maior parte das câmaras das capitais de distrito e regiões autónomas portuguesas continua a organizar atividades de tempos livres para crianças no verão, em muitos casos com descontos ou mesmo grátis.
Lusa / EDUCARE
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Piqueniques, idas à praia, jogos tradicionais, culinária, desporto, limpeza de rios, visitas a museus e ateliês de pintura, teatro ou reciclagem são algumas das propostas. Segundo informação enviada à Lusa pelas autarquias, é comum estes municípios manterem os preços de 2012, mas em alguns casos a procura ou a oferta aumentou.
Foi o caso de Viseu, onde ambas registaram um aumento nas atividades de tempos livres (ATL), realizadas na biblioteca municipal e nos museus, gratuitas e destinadas a várias faixas etárias.
No Porto, também cresceu a procura para oficinas gratuitas "em todos os centros de educação ambiental", de tal forma que nas três edições mais recentes as inscrições esgotaram "no espaço de uma hora após a sua divulgação", adiantou a câmara.
As atividades com técnicos municipais do ambiente representam cerca de 60% das oficinas de verão e mantêm-se gratuitas. Pagas (25 a 30 euros por semana) são as iniciativas com formadores externos.
Também em Portalegre as inscrições, gratuitas (três vezes por semana), esgotaram, como em 2012. Em anos anteriores, algumas juntas de freguesia também as disponibilizaram, mas desistiram por falta de participantes.
Castelo Branco viu o ateliê no Museu Cargaleiro, por exemplo, ficar "praticamente esgotada" dias antes, como no ano passado, contou o presidente da câmara, Joaquim Morão. A participação nas ATL do município custa cinco euros.
Em Bragança, as atividades desportivas e culturais que o município repete durante todo o mês de julho, dirigidas a crianças e jovens dos 6 aos 15 anos, funcionam de manhã e à tarde e custam cerca de 33 euros, com descontos para irmãos, em que os dois pagam 49 euros.
Em Viana do Castelo, o programa "Férias de verão" custa 125 euros com almoço (cerca de um mês), havendo desconto de 15% para irmãos. Mais de 300 crianças vão participar nas ATL, cuja procura e oferta se mantêm.
A vereadora da Câmara de Évora Cláudia Sousa Pereira explicou que o município "aumentou a oferta", com atividades em quase todo o período de férias. Aqui, os preços variam entre os 20 e 45 euros por quinzena, em função do escalão do abono de família.
O rendimento familiar é também o critério de pagamento em Ponta Delgada, onde a tabela varia entre 13,5 e 25 euros mensais e os irmãos pagam menos 20%. Como noutros concelhos, as ATL funcionam todo o ano, mas têm mais procura no verão - neste caso com mais de 50 a 60 crianças. Fonte da autarquia explicou que há famílias que inscrevem os filhos para o ano seguinte.
Já em Vila Real, o valor - igual ao do ano passado, 40 euros - desce quando se trata de famílias numerosas. Nos dois períodos de atividades marcados para julho vão participar 150 a 170 crianças.
Beja, que disponibiliza ATL durante períodos de 15 dias (manhã e tarde) por 40 ou 70 euros (com refeições), tem "critérios de discriminação positiva e isenções para carenciados". A procura, a diversidade e a quantidade de atividades do "Férias com vida" aumentaram em relação a 2012 devido à adesão de parceiros do município, explicou o vereador Miguel Góis.
Coimbra tem empresas que apoiam a semana de atividades de praia e piscina a centena e meia de crianças selecionadas, entre as mais carenciadas, pelas juntas de freguesia, mas mantém outras ATL em espaços municipais.
A Câmara do Funchal dispõe de nove espaços de ATL gratuitos, oito dos quais afetos a centros comunitários. "Como são direcionados para moradores dos bairros sociais, a afluência é constante", disse a vereadora Rubina Leal, acrescentando que há mais dois espaços destinados exclusivamente a filhos de funcionários municipais.
Na Guarda, a Câmara reduziu em três semanas as "Férias Ativas", por haver "pouca procura" em agosto, mas manteve o número de jovens e crianças, cerca de 200, que continuam a pagar 25 euros por semana, havendo alguns descontos.
Em Faro, aproveita-se o bom tempo para ter a praia como "denominador comum" das ATL, segundo a autarquia. Neste caso, as atividades começam em junho e só terminam em setembro.
Em Braga, os tempos livres não estão na alçada direta do município mas de instituições, segundo a vereadora Palmira Maciel. Contudo, a Câmara cede transportes e instalações - o mesmo acontece em Santarém, cuja Câmara quer ter em 2014 um ateliê de baixo custo - e tem todos os anos um programa de idas às piscinas municipais.
Contabilizando as atividades de apoio à família de todo o ano, a Câmara de Lisboa referiu ter havido aumento da procura e da oferta, com preços entre cinco e 30 euros, em função do escalão.
Em Aveiro, as ATL são de iniciativa privada ou de instituições e Leiria também não promove atividades de verão. A Lusa não obteve resposta da Câmara de Setúbal.
Foi o caso de Viseu, onde ambas registaram um aumento nas atividades de tempos livres (ATL), realizadas na biblioteca municipal e nos museus, gratuitas e destinadas a várias faixas etárias.
No Porto, também cresceu a procura para oficinas gratuitas "em todos os centros de educação ambiental", de tal forma que nas três edições mais recentes as inscrições esgotaram "no espaço de uma hora após a sua divulgação", adiantou a câmara.
As atividades com técnicos municipais do ambiente representam cerca de 60% das oficinas de verão e mantêm-se gratuitas. Pagas (25 a 30 euros por semana) são as iniciativas com formadores externos.
Também em Portalegre as inscrições, gratuitas (três vezes por semana), esgotaram, como em 2012. Em anos anteriores, algumas juntas de freguesia também as disponibilizaram, mas desistiram por falta de participantes.
Castelo Branco viu o ateliê no Museu Cargaleiro, por exemplo, ficar "praticamente esgotada" dias antes, como no ano passado, contou o presidente da câmara, Joaquim Morão. A participação nas ATL do município custa cinco euros.
Em Bragança, as atividades desportivas e culturais que o município repete durante todo o mês de julho, dirigidas a crianças e jovens dos 6 aos 15 anos, funcionam de manhã e à tarde e custam cerca de 33 euros, com descontos para irmãos, em que os dois pagam 49 euros.
Em Viana do Castelo, o programa "Férias de verão" custa 125 euros com almoço (cerca de um mês), havendo desconto de 15% para irmãos. Mais de 300 crianças vão participar nas ATL, cuja procura e oferta se mantêm.
A vereadora da Câmara de Évora Cláudia Sousa Pereira explicou que o município "aumentou a oferta", com atividades em quase todo o período de férias. Aqui, os preços variam entre os 20 e 45 euros por quinzena, em função do escalão do abono de família.
O rendimento familiar é também o critério de pagamento em Ponta Delgada, onde a tabela varia entre 13,5 e 25 euros mensais e os irmãos pagam menos 20%. Como noutros concelhos, as ATL funcionam todo o ano, mas têm mais procura no verão - neste caso com mais de 50 a 60 crianças. Fonte da autarquia explicou que há famílias que inscrevem os filhos para o ano seguinte.
Já em Vila Real, o valor - igual ao do ano passado, 40 euros - desce quando se trata de famílias numerosas. Nos dois períodos de atividades marcados para julho vão participar 150 a 170 crianças.
Beja, que disponibiliza ATL durante períodos de 15 dias (manhã e tarde) por 40 ou 70 euros (com refeições), tem "critérios de discriminação positiva e isenções para carenciados". A procura, a diversidade e a quantidade de atividades do "Férias com vida" aumentaram em relação a 2012 devido à adesão de parceiros do município, explicou o vereador Miguel Góis.
Coimbra tem empresas que apoiam a semana de atividades de praia e piscina a centena e meia de crianças selecionadas, entre as mais carenciadas, pelas juntas de freguesia, mas mantém outras ATL em espaços municipais.
A Câmara do Funchal dispõe de nove espaços de ATL gratuitos, oito dos quais afetos a centros comunitários. "Como são direcionados para moradores dos bairros sociais, a afluência é constante", disse a vereadora Rubina Leal, acrescentando que há mais dois espaços destinados exclusivamente a filhos de funcionários municipais.
Na Guarda, a Câmara reduziu em três semanas as "Férias Ativas", por haver "pouca procura" em agosto, mas manteve o número de jovens e crianças, cerca de 200, que continuam a pagar 25 euros por semana, havendo alguns descontos.
Em Faro, aproveita-se o bom tempo para ter a praia como "denominador comum" das ATL, segundo a autarquia. Neste caso, as atividades começam em junho e só terminam em setembro.
Em Braga, os tempos livres não estão na alçada direta do município mas de instituições, segundo a vereadora Palmira Maciel. Contudo, a Câmara cede transportes e instalações - o mesmo acontece em Santarém, cuja Câmara quer ter em 2014 um ateliê de baixo custo - e tem todos os anos um programa de idas às piscinas municipais.
Contabilizando as atividades de apoio à família de todo o ano, a Câmara de Lisboa referiu ter havido aumento da procura e da oferta, com preços entre cinco e 30 euros, em função do escalão.
Em Aveiro, as ATL são de iniciativa privada ou de instituições e Leiria também não promove atividades de verão. A Lusa não obteve resposta da Câmara de Setúbal.
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