Profissões e vocações ao vivo e a cores

Design the Future é uma plataforma de orientação vocacional recheada de informações sobre cursos e profissões e com dicas e conselhos em vídeo de quem já está no mercado de trabalho. Uma ferramenta para escolhas adequadas ao perfil, às competências, e paixões dos alunos. E não só. 
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É a única plataforma digital de exploração vocacional em Portugal. Tem mais de 200 vídeos, que duram entre três a cinco minutos, com reportagens e entrevistas a profissionais de diversas áreas. Tem informações sobre mais de 3750 cursos – profissionais, superiores, pós-graduações, mestrados, especializações – de 1222 instituições de todo o país. É uma ferramenta inovadora e interativa que ajuda a explorar o autoconhecimento e sugere profissões relacionadas com o perfil vocacional de quem a utiliza. Uma plataforma importante em qualquer etapa da vida. Um precioso instrumento técnico para quem trabalha na orientação de carreiras.

Há muito para pesquisar e a informação está estruturada, arrumada, no Design the Future. Vídeos, pessoas, perfis. Exemplos? Há muitos. Maestrina, mágico, personal trainer, auditor financeiro, gestor de eventos corporativos, psicólogo das Organizações, engenheiro físico tecnológico especialista em fusão nuclear, gestora de voluntariado corporativo, educadora infantil, geólogo do petróleo, diretor de marketing e vendas, enfermeira, educadora infantil, eletricista, gestora de big data, especialista em team building, game designer, astrónomo, biólogo marinho, perito em retrato robô, designer de chapéus, técnico de energias renováveis, consultor de inovação, engenheiro aeroespacial, professor de canto e voz, notária, treinador de futebol. Entre outros.

Inês Figueira é perfusionista e conta o que faz. É uma profissional de saúde que, durante uma cirurgia, com meios e técnicas específicos, substitui as funções cardíacas e pulmonares do doente. Os seus dias são passados no bloco de cirurgia cardíaca do Hospital de Santa Marta. Tal como o cirurgião, tem a vida do paciente nas mãos. Inês Ribeiro é arqueóloga especialista em Turismo, criou uma empresa que organiza passeios temáticos para que os participantes descubram sítios históricos e arqueológicos em Portugal. É uma guia, uma contadora de histórias.

A inspetora da Polícia Judiciária (PJ) na área da Informação, Cristina Curto, explica o seu dia-a-dia, no seu ambiente de trabalho, na descoberta da verdade de um crime, e quais as competências necessárias. O monitor de equitação do Exército, Emanuel Umbelino, também dá o seu testemunho, fala das suas funções e do que é prioritário. Dirige o serviço nas cavalariças e é um formador, um professor.

A atriz Rita Blanco fala da sua labuta diária e do que é importante para ser ator, realizador, encenador ou dramaturgo. Não basta ter um corpo ativo, a identidade é fundamental, tal como buscar as próprias ideias, inventar textos. “Um artista ou um intérprete deve sempre ser um ser político”, lembra. Refletir sobre a vida, inquietar as pessoas, entender o mundo, assimilar várias formas de arte. Ler e absorver literatura, pintura, escultura, música. Digerir o que está à volta.

A artista plástica Joana Vasconcelos, num filme gravado no seu ateliê de trabalho, partilha o seu processo criativo. Um desenho no caderno que passa para o departamento de arquitetura para ganhar escala. Perceber se é possível ou não dar vida à peça que, caso seja viável, entra no setor de produção para encontrar o material. Orçamentar, produzir, executar na oficina. A peça ganha corpo, é fotografada no final para ser comunicada para o exterior. É embalada no ateliê e transportada para uma galeria, um museu, onde for. O que é fundamental? Exercitar a criatividade, perceber que na criação não há um método único, organização para atingir os fins. Ser artista é, sublinha, “um processo de descoberta e de encontro com aquilo que nos carateriza”. “O mundo é mais vasto e complexo do que aparenta no liceu - e na universidade também”, avisa.  

Escolher, comparar, refletir  

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dá o seu apoio institucional ao Design the Future. O vídeo com os seus pensamentos está no site da plataforma. O chefe máximo do Governo português sublinha as virtudes deste instrumento que ajuda a preparar para o futuro com tempo e “oferece uma panóplia de caminhos à sua frente de uma forma flexível”. Uma plataforma que permite escolher, comparar, refletir, olhar para dentro, conhecer características e capacidades, analisar o que se quer. “Hoje não acredito que haja vocações eternas, nem duradouras, e muito menos para uma vida toda”, refere o Presidente da República.

Adriano Moreira, presidente do Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa, resume o Design the Future numa frase. “As iniciativas da sociedade civil multiplicam-se em toda a Europa, demonstrando insatisfação com a estrutura atual e desempenho. É uma prova de civismo crescente e de europeísmo com a autenticidade. Esta iniciativa mostra esse espírito, e merece atenção e apoio”.

Inês Menezes, a fundadora do projeto, explica e pormenoriza a essência de uma plataforma que ajuda a escolher caminhos e que já está em funcionamento nas escolas. Um dos principais objetivos é “incrementar a satisfação e os resultados académicos que derivem de uma escolha consciente, contribuindo para reduzir as taxas de abandono académico e para aumentar o sucesso escolar, o que irá traduzir-se numa maior taxa de empregabilidade e maior espírito empreendedor”. A plataforma abre portas, acrescenta, a “escolhas mais sustentadas e adequadas” ao perfil, competências e vocações dos alunos numa fase importante das suas vidas, indicando “caminhos de formação”.

Trata-se de uma plataforma que dá resposta a uma necessidade social. Inês Menezes esmiuça este ponto. E é assim porque apresenta “um conjunto de recursos para exploração e identificação de áreas profissionais, ajudando a tornar acessível a todos os indivíduos, ao longo da vida, serviços e recursos vocacionais”. E, além disso, é um “importante instrumento de apoio à intervenção e aconselhamento vocacional, sobretudo para os psicólogos especializados nesse domínio de intervenção”.

Construir carreiras, projetos de vida
Raquel Raimundo, da Ordem dos Psicólogos Portugueses, psicóloga e coordenadora do Gabinete Psicopedagógico do Colégio Valsassina, em Lisboa, está satisfeita com a plataforma que pode ajudar a construir projetos de vida. “É o site de referência que recomendamos aos jovens que procuram a nossa ajuda por ser um site intuitivo, com profissões muito diversificadas, com uma preocupação pelo equilíbrio em divulgar profissões ditas mais tradicionais com profissões menos conhecidas. O seu formato é muito apelativo na medida em divulga vídeos nos quais os próprios profissionais falam acerca da sua profissão”, escreve na carta de recomendação.

Isabel Nunes Janeiro, professora auxiliar da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, responsável pelo Núcleo de Aconselhamento Vocacional do Serviço à Comunidade, destaca a oferta inovadora no país e que vem ao encontro de diretrizes e normas europeias que apostam na divulgação e disseminação deste tipo de informação com o propósito de apoiar o desenvolvimento pessoal e a integração social. “Dirigida sobretudo aos jovens, os recursos disponibilizados na plataforma permitem uma exploração vocacional estruturada e significativa do ponto de vista do conhecimento das oportunidades vocacionais e autoconhecimento”. “Porque a plataforma disponibiliza de forma pública toda a informação, esta pode ser acedida tanto pelo público em geral como ser trabalhada de forma mais estruturada no âmbito dos serviços de psicologia e orientação”, acrescenta na sua carta de recomendação.

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Carreira evidencia a variedade de percursos e áreas de conhecimento abordados, o rigor científico e técnico dos vídeos, o cuidado na seleção dos profissionais e na condução das entrevistas. “A correspondência entre os percursos profissionais e possibilidades de formação em Portugal é realizada, nos vídeos, de forma abrangente e completa, facilitado uma abordagem multivariada da carreira e dos diferentes percursos possíveis, e modelando competências de adaptabilidade de carreira, muito importantes para responder às exigências e desafios do mercado de trabalho atual”, sustenta.

Informações:
http://www.designthefuture.pt/
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