Mais de 45 mil alunos entram no superior, 10% das vagas ficaram vazias

Uma em cada dez vagas abertas no concurso nacional de acesso ao ensino superior ficaram vazias, tendo sido admitidos este ano 45 313 estudantes através deste concurso, segundo dados divulgados pela tutela. 
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Este é o resultado das três fases do Concurso Nacional de Acesso 2018, no qual do total de colocados 60% ficaram em universidades e 40% em politécnicos.  

“No conjunto das três fases foram preenchidas 89,1% das vagas iniciais colocadas a concurso”, refere o gabinete do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

Comparando com o ano anterior, entraram menos 1231 alunos, mas também houve menos cerca de três mil estudantes do 12.º ano que se inscreveram nos exames nacionais.  

A contrariar a diminuição de alunos, surgem dez instituições de ensino superior que registaram um aumento de estudantes em comparação com o ano passado: seis universidades, três institutos politécnicos e uma escola superior.

As instituições que viram aumentar o número de alunos foram: Universidade do Minho (mais 92 alunos); Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (mais 67); U. da Madeira (mais 45); U. do Algarve (38); Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (34); Universidade de Évora (28), U. Coimbra (17), Instituto Politécnico de Coimbra (12); Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (9) e Instituto Politécnico de Tomar (4).    

O MCTES explica que este é o resultado das medidas de afetação de vagas determinadas este ano, que cortou cerca de 1100 vagas nas instituições de Lisboa e do Porto.  

A Universidade de Lisboa teve uma diminuição de 318 alunos, a Universidade do Porto outros 227 estudantes e a Universidade Nova de Lisboa tem este ano menos 149 colocados.

Com uma redução superior a 100 estudantes surgem ainda os Institutos Politécnicos de Lisboa, Porto e Guarda.

As instituições de ensino superior fora de Lisboa e do Porto passam agora a representar cerca de 54% do total de colocados, o que significa um aumento de um ponto percentual em relação ao ano passado.  

Considerando todas as vias de ingresso, o MCTES estima que este ano ingressem no ensino superior cerca de 73 mil novos estudantes.

Além dos cerca de 45 mil inscritos através do concurso nacional de acesso, existem outros 600 na sequência de concursos locais de acesso, Há ainda cerca de 7700 inscritos através do ingresso em formações curtas de ensino superior (cursos técnicos superiores profissionais), cerca de 6600 inscritos através de reingresso ou mudança de instituição ou curso e ainda cerca de 5500 inscritos através do concurso especial de ingresso para estudantes internacionais.

Através do concurso para estudantes maiores de 23 anos entram mais 2900 alunos assim como cerca de cinco mil inscritos na sequência de outros concursos especiais (titulares de diplomas pós-secundários ou superiores) e regimes especiais (em especial, bolseiros dos países africanos de língua portuguesa, naturais e filhos de naturais de Timor-Leste).

Mais de metade das vagas dos Politécnicos de Bragança e Beja ficaram vazias
Mais de metade das vagas disponibilizadas no concurso nacional de acesso ao ensino superior pelos Institutos Politécnicos de Bragança e de Beja ficaram vazias, segundo dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

Nas três fases de Concurso Nacional de Acesso 2018 foram admitidos 45 313 estudantes, sendo que uma em cada dez vagas disponibilizadas ficaram vazias. 

As instituições com menos procura foram o Instituto Politécnico de Bragança, que só preencheu 44,2% das vagas, e o Instituto Politécnico de Beja (48% das vagas preenchidas).

Existem outros quatro institutos politécnicos cujas taxas de ocupação não chegaram aos 60%: Tomar (53%); Guarda (54,9%); Portalegre (55,5%) e Castelo Branco (57,8%). 

Já a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril foi a única instituição do ensino superior que no concurso nacional de acesso preencheu todas as suas vagas, segundo os dados divulgados pelo MCTES.

As Universidades de Lisboa, Porto e Universidade Nova de Lisboa, assim como o ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa tiveram mais de 99% das suas vagas ocupadas.

A Universidade de Coimbra tinha 3257 vagas, tendo sido preenchidas 98,8%.

Com uma ocupação de vagas superior a 90% surgem ainda os Institutos Politécnicos de Lisboa, do Porto e do Cávado e do Ave (com 99,9%, 99,1% e 98,8%, respetivamente) e as Escolas Superiores de Enfermagem de Lisboa, Coimbra e Porto (99,3%; 98,8% e 98,1% respetivamente).

Este ano, à semelhança do que tinha acontecido no ano passado, dos estudantes admitidos, 60% entraram em universidades e 40% em institutos politécnicos.

"Serviços de Transporte" é a área de formação com mais elevada taxa de ocupação: Com 87 vagas iniciais, ficaram colocados 91 alunos (104,6%).

Os cursos com mais procura continuam a ser os das áreas de Humanidades (100,4%), Informação e Jornalismo (99,4%), Ciências Sociais e de Comportamento (97,6%) e Direito (97,1%), segundo os dados do ministério.

Já a Agricultura, Silvicultura e Pescas continuam a ser as áreas com menos procura (só 34,4% das vagas disponibilizadas foram ocupadas), seguindo-se a formação de professores e formadores de ciências da Educação (63,9%).

Considerando todas as vias de ingresso, o MCTES estima que este ano ingressem no ensino superior cerca de 73 mil novos estudantes.

Desde as 00:00 de sexta feira que os resultados da 3.º fase do concurso de acesso ao ensino superior estão disponíveis na internet, na página da Direção-Geral do Ensino Superior (http://www.dges.gov.pt).

Os estudantes que ficaram colocados nesta última fase do concurso podem matricular-se e inscrever-se entre os dias 12 e 16 junto da instituição de ensino superior onde ficaram colocados.
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