Mais 9452 alunos nas universidades

Candidataram-se 17 109 estudantes na segunda fase de acesso ao Ensino Superior, entraram cerca de metade, e menos do que em 2017. Há 5254 vagas na terceira fase de 4 a 8 de outubro. 
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Neste início de ano letivo, há mais 9452 alunos no Ensino Superior público colocados na segunda fase do concurso nacional, 4796 no ensino politécnico e 4656 no universitário. Aumentou o número de estudantes colocados na primeira opção, 43%, e diminuiu o número de entradas em relação a 2017, menos 379. No conjunto, primeira e segunda fase juntas, entraram nas faculdades 46 070 novos estudantes. Ainda há 5252 vagas para a terceira fase, a maioria em politécnicos - o Politécnico de Bragança tem oito dos 10 cursos com mais lugares disponíveis.

Nesta segunda fase, concorreram, ao todo, 17 109 alunos: 5962 que não se tinham candidatado na primeira fase, 3295 que não tinham ficado colocados na primeira fase, 1965 que tinham lugar na primeira fase mas não se matricularam e 5767 que tinham tratado da matrícula. Nesta etapa, 12 457 vagas foram colocadas a concurso, a que acresceram 2149 vagas libertadas por candidatos colocados e matriculados na primeira fase que foram agora colocados na segunda. As matrículas nas universidades decorrem até 1 de outubro.

Na primeira fase já tinham sido colocados 43 992 estudantes, dos quais se matricularam 38 767, ou seja, 88,1%. A colocação de estudantes na segunda fase confirma as estimativas de ingresso no Ensino Superior público, que apontavam para cerca de 73 mil novos estudantes no ano letivo 2018/19, quando consideradas todas as vias de ingresso, incluindo cerca de 45 000 novos estudantes a ingressar pelo concurso nacional de acesso.

Segue-se a terceira e última etapa. As vagas colocadas a concurso na terceira fase são divulgadas a 4 de outubro no site da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). As candidaturas à terceira fase têm de ser apresentadas entre 4 e 8 de outubro através do sistema online, disponível no mesmo site.

Segundo a tutela, e na sequência das mais recentes colocações, “os dados revelam que as instituições de Ensino Superior fora de Lisboa e Porto aumentam o seu peso relativo no número de colocados, representando agora 54% do total de colocados (53% de peso relativo em 2017)”. “A segunda fase do concurso nacional de acesso incluiu, pela primeira vez, a possibilidade de um contingente especial para candidatos com deficiência, o que permitiu que o número de estudantes a ingressar por esta via tenha aumentado 28% face ao ano anterior (231 estudantes colocados na primeira e segunda fase), tendo sido o número de estudantes colocados mais elevado de sempre”, acrescenta o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O ministro Manuel Heitor considera que o início deste ano letivo nas universidades “correu muito bem” e referiu que os problemas de alojamento eram esperados. “A questão da habitação era esperada (…) É um caso típico de regiões como Portugal que têm uma procura grande pelo turismo. É uma questão com que vamos ter de aprender a lidar sistematicamente”, disse, à margem da visita ao “Summer Innovation Campus”, evento que visa divulgar a tecnologia e inovação desenvolvida na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real. Na sua opinião, trata-se de uma “questão nacional que exige um esforço coletivo”.

“Temos mais 4 mil concursos de emprego científico abertos e, por isso, este é um ano letivo que fica marcado certamente pelo reforço do emprego científico e isso são aspetos particularmente importantes”, referiu ainda, salientando que o Ensino Superior “é um espaço aberto a novas ideias, à investigação, é um estímulo ao desconhecido e à criatividade dos jovens das mais variadas disciplinas”. “É sobretudo um contexto crescente de mais inovação, de um aumento considerável do investimento em investigação e desenvolvimento. Estão, neste mês de setembro, cerca de 1 600 novos projetos de investigação em curso em todo o país”, acrescentou.

Mas o arranque do ano letivo fica também marcado pela problemática do alojamento dos universitários e por queixas relativamente ao pagamento das bolsas de estudo. O ministro lembrou o programa nacional de habitação desenvolvido especificamente para o Ensino Superior, que passa pela revitalização e reutilização de instalações antigas e que prevê a criação de cerca de 1 500 camas nos próximos dois anos. “Não vai ser suficiente e, por isso, é um esforço coletivo das autarquias, da administração pública, das instituições de Ensino Superior e das associações de estudantes, para que se possa regular a habitação e os preços de habitação dos estudantes juntamente com a qualidade e a proximidade necessária”, disse.

Neste momento, há 70 mil bolseiros de ação social no Ensino Superior. Quanto a estas bolsas, Manuel Heitor referiu que o processo está a decorrer “na sua normalidade”, realçando que até ao final do mês serão pagas tantas bolsas como no mesmo período do ano passado.

Informações:

http://www.dges.gov.pt

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